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FC Bayern München | As 3 razões para o domínio interno dos bávaros

Diogo Pires Gonçalves · 3 min

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O FC Bayern München conquistou 10 títulos nos últimos quatro anos, sendo que um deles foi a Liga dos Campeões na época passada, conquistada em Lisboa. Não há dúvidas do poderio dos bávaros, que ultrapassa as fronteiras do próprio país.

São décadas consecutivas ao mais alto nível polvilhadas, aqui e ali, com troféus europeus. O que mais surpreende, e que faz deles um colosso mundial, é a capacidade de manter, época após época, equipas competitivas, mesmo sofrendo com algumas transferências de jogadores chave.

A nível interno são para lá de competentes e competitivos; são dominadores. Neste artigo tentei apontar três razãoes principais para o domínio quase completo nas provas domésticas; cinco das últimas 10 taças da Alemanha, cinco das últimas 10 supertaças alemãs e octocampeões. Avassalador.

3.


Jogadores-chave e com experiência – Desde o primeiro dos oito títulos consecutivos mantêm-se Neuer (que já alcançou os 400 jogos pelo FC Bayern München), Boateng, Alaba, Javi Martínez e Tomas Muller. São poucos desde o início, é verdade, mas são fulcrais e titulares quase absolutos. Além disso, todas as peças que foram chegando entretanto também se assumiram como essenciais; Thiago, Lewandowski, Douglas Costa, Xabi Alonso, Goretzka, Kimmich… Não esquecer, no entanto, toda a experiência que já vinha dos anos anterirores e que entretanto deixou o clube, como Arjen Robben ou Ribéry. São demasiados nomes pesados em posições fulcrais e que se estabeleceram em Munique o tempo suficiente para que a identidade da equipa se mantenha inalterável ao longo de tantos anos.

2.


Orçamento – Títulos trazem retorno financeiro e a saúde financeira trará melhores condições para alcançar títulos. É velho e sabido, mas nem todos se podem gabar de o alcançar. Tirando a experiência e jogadores formados localmente, o FC Bayern München tem a capacidade de transferir atletas de topo e pelos valores que forem necessários; tanto gasta perto de 40 milhões de euros em Arturo Vidal, como desfalca o rival de Dortmund ao contratar Lewandowski a custo zero.

Para se ter uma ideia da facilidade com que aborda o mercado de transferências, o VfB Stuttgart descobriu Pavard por cinco milhões e o Atlético de Madrid subiu Hernández à equipa principal. Na mesma época, 2019/20, o FC Bayern München contratou os dois por 115 milhões. Nos últimos três anos mais a época atual gastaram cerca de 328 milhões em reforços. Estão num campeonato à parte até no que às transferências diz respeito.

1.


Planeamento de um projeto desportivo = Sucesso – Se olharmos ao plantel atual do gigante alemão, saltam à vista inúmeros exemplos de juventude com qualidade e com tudo para se afirmar como figuras históricas do clube e do futebol mundial. Desde logo Alphonso Davies e Joshua Kimmich, mas também Alexander Nubel, Hernández, Sule, Pavard, Kouassi, Jann-Fiete Arp, Musiala, Zirkzee… Já descontando os talentos claros e mais que conhecidos como Sané, Gnabry, Coman, Tolisso, Goretzka… Enfim, são tantos os nomes com qualidade que a cada nova transferência nos perguntamos onde irão encaixar ou quem deixará o onze a curto prazo.

A questão reside precisamente na visão dos responsáveis do clube alemão; a transferência, salvo exceções, nunca é para o imediato. Raramente vemos os de Munique aflitos no mercado a tentar colmatar um défice de jogadores numa determinada posição ou a tentar combater uma onda de lesões. Cada transferência entra num plano a médio prazo e que visa, única e exclusivamente, potenciar as vitórias futuras. Até porque as vitórias dos dias de hoje já estao planeadas há alguns anos.

Diogo Pires Gonçalves

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