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Dortmund: Fadiga, Lesões e Falta de Soluções

Alexandre Ribeiro · 2 min

Dortmund: Fadiga, Lesões e Falta de Soluções

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Em Signal Iduna Park vivem-se momentos difíceis. O Dortmund está numa posição preocupante, ocupando um impensável 13º lugar. A atmosfera que se vive é de enorme tensão e já se ouvem vozes de contestação ao “Louco” Klopp. Neste texto vou tentar explicar as razões que levaram à apocalíptica classificação do clube e apresentar soluções que, acredito eu, ajudariam a virar o jogo.

As razões são, aparentemente, fáceis de decifrar. Os jogadores “mais” da equipa são os que estão constantemente no estaleiro: Reus, Mkhitaryan e Gundogan são as principais ausências de momento. O primeiro é um dos melhores jogadores do campeonato alemão e um desfalque importantíssimo nas ambições do Dortmund; o segundo e o terceiro também são peças-chave, e Gundogan é um dos clientes habituais do departamento médico. Kuba e Nuri Sahin são os jogadores que completam esta lista que vai atormentando Klopp e vai deixando a equipa totalmente desamparada e sem soluções reais.

O cansaço é outro dos maiores inimigos da táctica engendrada pelo treinador alemão. As transições supersónicas e a pressão alta são propícias a causar um desgaste rápido e, sem alternativas ao nível daquilo que se pede, é complicado almejar muito num campeonato tão competitivo como este. A nível de reforços deparamo-nos com uma situação algo desconfortável. O Bayern continua, ano após ano, a desfalcar o plantel do Dortmund – Lewandowski e Gotze são jogadores de classe mundial -, que, ao invés de contratar valores acima da média, se vai refugiando em jogadores que podem acrescentar qualidade mas que não são claramente jogadores de topo. Temos, como exemplo, as contratações de Immobile e Ramos. São dois jogadores que seriam excelentes opções de recurso mas que não fazem um Lewandowski.

Marco Reus é a ausência mais notada deste início de época  Fonte: sport.net
Marco Reus é a ausência mais notada deste início de época
Fonte: sport.net

Algumas soluções passam pela recuperação dos jogadores-chave que se encontram de momento lesionados, enquanto noutros casos a situação obriga a ir ao mercado para se alcançar um certo nível qualitativo. O clube passa por um momento de fôlego financeiro e é hora de repor os valores.

As laterais, tanto esquerda como a direita, precisam de um upgrade. Piszczek e Schmelzer não têm alternativas reais e temos em Portugal dois jogadores que encaixariam na perfeição: Danilo e Alex Sandro – amadureceram bastante na passagem por Portugal e são alvos apetecíveis. O meio-campo, com a chegada de Kagawa, tem opções mais do que suficientes e de qualidade certificada; nas alas falta um jogador que acompanhe Reus, e esse poderia ser Nico Gaitán ou Muniain. O craque argentino pede outros voos e é um jogador extremamente completo que tem na irreverência o seu principal dínamo; o espanhol é mais novo mas muito habituado à alta-roda do futebol. Ambos são bastante capacitados tanto a nível técnico como a nível táctico e não teriam problemas em adaptar-se rapidamente. Na frente existem inúmeras opções que, apesar de dispendiosas, seriam uma melhoria fundamental no conjunto alemão. Jackson Martinez e Edin Dzeko possuem um conjunto de habilitações que se adequavam na perfeição: o colombiano é um portento físico e é tecnicamente evoluído; o bósnio junta experiência, títulos e golos com uma qualidade indubitável.

Jürgen Klopp é um treinador mais do que capaz – no passado mostrou do que era feito – e estará certamente a pensar na melhor maneira de dar a volta à situação, para voltar imediatamente aos bons resultados.

Alexandre Ribeiro

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