Publicidade

O bom, o mau e o vilão

Alexandre Ribeiro · 2 min

O bom, o mau e o vilão

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

cab bundesliga liga alema

O campeonato alemão ganhou um novo fôlego após o Inverno. A história tem três protagonistas: Wolfsburgo, Borussia Dortmund e Bayern Munique. A ameaça real do primeiro, o ressurgimento do segundo e o reinado de terror do terceiro.

O bom – Wolfsburgo- entrou com um vigor inabalável na segunda volta. A vitória por 4-1 contra o gigante Bayern foi uma demonstração de força. A saída de Ivica Olic, goleador de serviço, trouxe um herói inesperado, Bas Dost. O avançado holandês tem sido a surpresa das surpresas. A veia goleadora que tinha mostrado no Heerenveen apareceu sem pedir licença. Onze golos em sete jogos são números fantásticos para um jogador que passou a primeira metade da época entre banco e bancada. No entanto, o trabalho de Dost não poderia ter sido tão estrondoso sem a ajuda do seu colega Kevin De Bruyne, autor de cinco golos e cinco assistências em sete jogos. O mago belga tem-se afirmado como o melhor jogador do campeonato (a par de Robben) e é peça imprescindível no esquema de Dieter Hiecking. A chegada de Schürrle também serviu de motivação extra, apesar de o alemão ainda estar à procura do seu espaço na equipa.

O mau – Dortmund – renasceu, como a fénix. A primeira volta acabou em desespero total para os milhares de adeptos que se dirigiam religiosamente jogo após jogo ao Signal Iduna Park. Os jogadores estavam lá, os adeptos estavam lá e o treinador certo estava lá. O último lugar era demasiado mau para uma equipa que se tinha qualificado para os oitavos de final da Liga dos Campeões. A equipa alemã deu o clique definitivo no jogo da vigésima jornada, contra o Fribrugo. A vitória por 3-0 foi o “game changer” de que a turma de Klopp necessitava. O guia foi Marco Reus, com quatro golos em sete jogos, que assumiu a frente da escalada que o Dortmund tem vindo a consumar. Apesar desta mudança de atitude, o clube está longe de atingir as metas a que uma equipa com Aubameyang, Hummels, Kagawa, Mkhitaryan e Reus se propõe. O décimo lugar – os lugares europeus estão a “apenas” nove pontos – ainda é muito pouco para um clube que ainda recentemente olhava o Bayern nos olhos.

O princípe de cristal está com a pontaria afinada
O princípe de cristal está com a pontaria afinada
Fonte: Facebook do Bayern

O vilão – Bayern – é, aparentemente, indestrutível. As ameaças do plebeu Wolfsburgo foram insuficientes para o todo-poderoso clube da Baviera. Melhor ataque – 66 golos -, melhor defesa – 11 golos – e apenas uma derrota. Pep Guardiola transformou uma super equipa num monstro com várias formas. A formação táctica é irrelevante para as ideias de jogo do treinador, que não se cansa de experimentar e sempre com o mesmo resultado: a vitória. Se o colectivo é o actor principal, Arjen Robben merece o Óscar de melhor actor secundário. O príncipe de cristal está numa forma fabulosa, levando dezassete golos em vinte jogos.

O enredo prometia muito mas parece que o final já foi escrito. O Wolfsburgo empatou com o Augsburgo na última jornada e deixou fugir, ainda mais, o Bayern. O vilão leva o ouro todo para casa e deixa os sonhos para o Dortmund, que agora tenta recuperar o tempo perdido. As histórias de encantar voltam a esbarrar no pragmatismo alemão.

Foto de Capa: Facebook do Wolfsburgo

Alexandre Ribeiro

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Quatro pontos de distância, muito mais em jogo | Braga x Sporting

O Estádio Municipal de Braga recebe, esta sexta-feira, 9 de outubro, às 20h15, um dos encontros mais aguardados da oitava jornada da Primeira Liga portuguesa 26/27. Braga e Sporting estão separados por quatro pontos, num duelo que pode ter consequências importantes nas ambições das duas equipas. Os leões ocupam o terceiro lugar, com 15 pontos, ainda sem derrotas, mas já a seis do líder FC Porto. Os arsenalistas seguem na sexta posição, com 11 pontos e um jogo em atraso, procurando aproveitar o fator casa para se aproximar dos lugares cimeiros. A equipa de Carlos Vicens chega ao encontro depois de um empate sem golos diante do Santa Clara, numa temporada em que tem revelado consistência defensiva, mas também algumas dificuldades na concretização. Com apenas sete golos marcados em seis jornadas, o Braga apresenta números ofensivos modestos para as suas ambições. Do outro lado, o Sporting de Rui Borges continua invicto, mas os empates consecutivos frente a Famalicão e Arouca impediram os leões de acompanhar o ritmo do FC Porto. A formação leonina soma 17 golos em sete partidas, mas já consentiu oito, um indicador das dificuldades que tem sentido para controlar determinados momentos dos encontros.

Tiago Campos · 4 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.