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Supertaça Alemã: Wolfsburgo 1-1 Bayern Munique (5-4 nas g.p.). Heróis inesperados tornam história de sonhos em realidade

Pedro Machado · 4 min

Supertaça Alemã: Wolfsburgo 1-1 Bayern Munique (5-4 nas g.p.). Heróis inesperados tornam história de sonhos em realidade

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O Wolfsburgo conseguiu averbar a primeira Supertaça da Alemanha na primeira tentativa (oficial). Já o gigante Bayern, de Pep Guardiola, voltou a falhar essa façanha… pela terceira vez consecutiva. Final improvável de uma história animada do início ao fim (uma intensidade impressionante para primeiro jogo da época), que teve em Bendtner e Casteels os protagonistas.

Desde o início foi notória a importância deste encontro, sobretudo para o Bayern, que entrou forte, dispondo de duas boas oportunidades nos primeiros oito minutos. Primeiro, usando uma prática comum ao longo do encontro – lançamentos longos para as alas -, conseguiu criar perigo depois de Boateng descobrir Douglas Costa, que ganhou as costas a Vieirinha e cruzou tenso para a área, onde Xabi Alonso e Lewandowski, perto da baliza do Wolfsburgo, falharam a chance de inaugurar o marcador. Depois, foi com um canto em que Boateng aproveita uma bola perdida para rematar à trave da baliza de Casteels.

O Wolfsburgo respondeu, e Vierinha conseguiu sacudir um bocado a pressão sufocante que Douglas Costa lhe ia exercendo, envolvendo-se no ataque para um disparo que passou perto da baliza do Bayern, dando o mote para uma fase em que o Wolfsburgo começou a ter uma palavra a dizer no encontro (segunda metade da primeira parte), reequilibrando a partida. Isto ficou ilustrado num lance em que Perisic, após canto, cabeceia com perigo a rasar a baliza contrária. O croata voltaria a causar perigo, ganhando a costas a Alaba para ir à linha de fundo cruzar para um desvio involuntário de Benatia, que só não deu golo graças aos reflexos de Manuel Neuer.

O jogo estava oficialmente partido, e o Bayern conseguia reagir em contra-ataque, mas o excesso de generosidade de Douglas Costa acabou por ser prejudicial para as suas cores – em posição privilegiada, ofereceu o golo a Lewandowski, mas o polaco já tinha oposição. Depois disto, o Wolfsburgo voltaria a causar calafrios aos campeões alemães, desta vez num lance de jogo directo, em que Naldo lança De Bruyne, o belga tira Benatia e Neuer do lance com um toque de cabeça e falha o golo com a baliza escancarada.

A segunda parte entrou com menos oportunidades, mas mais… golo. O Bayern inaugurou o marcador num lance parecido com a primeira oportunidade de perigo dos campeões alemães, em que Douglas Costa recebe a bola no flanco esquerdo e cruza tenso para a área contrária, onde está Robben a aproveitar uma defesa mal conseguida de Casteels, disparando para o fundo da baliza.

O Wolfsburgo nunca desistiu. Criaria perigo com um cabeceamento de Kruse a obrigar Neuer a estender-se para defender, e com um lance em que Bas Dost, isolado por De Bruyne, atira à figura do guardião alemão. Eram os vencedores da Taça da Alemanha em busca do golo, expondo-se, naturalmente, para o fazer, o que deu azo a alguma permeabilidade na sua zona defensiva, porém, não aproveitada pelas várias saídas rápidas do Bayern em busca, também, do desgaste do adversário…

O momento que deu a Supertaça ao Wolfsburg Fonte: Facebook oficial da Bundesliga
O momento que deu a Supertaça ao Wolfsburgo
Fonte: Facebook oficial da Bundesliga

… que se refrescou bem, contudo. Especialmente no ataque, com a entrada de Bendtner e Kruse para os lugares de Bas Dost e Perisic (respectivamente). O dinamarquês viria a empatar o encontro, levando-o para as grandes penalidades, culminando num lance fantástico – começou numa abertura espantosa de Guilavogui para o flanco direito, onde apareceu De Bruyne, em velocidade, a cruzar de primeira para o primeiro poste, para a conclusão do escandinavo.

Nos penáltis, Casteels defendeu o de Xabi Alonso, e Bendtner marcou a sua grande penalidade, decisiva. Heróis improváveis de uma história que teve um final inesperado, mas feliz, protagonizada por um dinamarquês que há muito andava afastado das luzes da ribalta e por um jovem guarda-redes belga que, em circunstâncias normais, seria relegado para o banco de suplentes, não fosse a lesão do guardião principal.

A Figura:

Nicklas Bendtner – O dinamarquês tocou seis vezes na bola, e em duas delas foi decisivo. Na primeira, empatou o jogo, na segunda, converteu a grande penalidade que deu o título ao Wolfsburgo. Douglas Costa, Guilavogui ou Perisic estiveram muito mais em jogo e qualquer um deles poderia receber o galardão de melhor jogador em campo, mas o ponta-de-lança do Wolfsburgo foi… a figura.

O Fora-de-jogo:

Perisic- Num jogo tão bom, é difícil arranjar alguém que se destaque pela negativa. O croata, apesar da boa exibição, teve uma atitude pouco condizente com o espirito competitivo que se viveu na VW arena ao atirar a bola para o arbitro, em protesto, quando já tinha sido substituído e a equipa estava a perder. Um mau exemplo que podia ter tido piores repercussões que o amarelo que viu do juiz da partida

Foto de capa: Facebook oficial do Wolfsburg

Pedro Machado

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