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Atlético Madrid 2-1 Real Madrid FC: Remontada quebrada a meio

João Nuno Aguiar · 3 min

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Cabeçalho Futebol Internacional Uma cidade inteira parada para a segunda mão das meias-finais da champions. Depois do 3-0 da primeira mão a favor do Real, muitos já anteviam os comandados de Zidane em Cardiff. Mas se há equipa na Europa com garra e querer, que acredita até ao fim e que só desiste depois do apito final, é o Atlético de Simeone. Mas quem tinha dúvidas de que a eliminatória estava em aberto, 15 minutos de jogo bastaram para que estas fossem desfeitas. Aos 13’ Saúl, num fulgurante cabeceamento faz o 1-0 e passados 3 minutos Grieezmann ampliava a vantagem de grande penalidade. Grande inicio de jogo da equipa da casa, empurrados por um estádio a fervilhar.

Depois da tempestade, o Real conseguiu equilibrar o jogo, numa altura em que a dureza começou a ser uma constante em muitos lances. Aos 41’, uma jogada de génio de Benzema termina com o golo de Isco. O francês passou por 3 defesas colchoneros de uma assentada e serviu Kroos para este disparar, permitindo uma grande defesa a Oblak, mas na recarga o pequeno Isco faz o golo merengue. O Atlético precisava agora de marcar 3 golos e não sofrer nenhum até ao final do jogo, se queria estar em Cardiff.

O Real já estava avisado depois do grande inicio de jogo dos rivais e vinha para esta segunda parte disposto a usar da sua experiência internacional, de forma a não permitir aos colchoneros que acreditassem mais uma vez que era possível. Os merengues pareciam mais tranquilos e com maiores possibilidades de espreitar o contra-ataque, perante o maior risco que o Atlético queria assumir.

Modric é pedra basilar da coesão do Real Madrid Fonte: Site oficial do Real Madrid
Modric é pedra basilar da coesão do Real Madrid
Fonte: Site oficial do Real Madrid

Por esta altura, Isco e Modric eram dois baixinhos que se tornavam gigantes, a controlar por completo o jogo, fazendo com que a equipa de Zidane não permitisse ao adversário ter bola e criar oportunidades de golo. Este é um real maduro, que sabe o que faz em campo, que tem muitas individualidades, mas que joga muito bem em equipa e que controla as diversas fases de jogo de forma soberba. Cardiff estava ao virar da esquina e parecia já não fugir aos merengues.

Hoje não tivemos um Ronaldo sublime como havíamos tido nos últimos jogos desta competição, mas trabalhou para a equipa e chega a mais uma final na sua carreira. É impressionante o que tem somado o melhor do mundo, continuando a fazer história. O último jogo europeu no Vicente Calderón não é de boa memória para os da casa. Os adeptos que encheram o estádio ainda sonharam durante algum tempo com uma remontada histórica, mas a individualidade primeiro e o coletivo depois fizeram com que o Real Madrid saísse por cima desta batalha de uma guerra com anos de história. Simeone tem uma equipa de guerreiros, mas do outro lado estão artistas que não se deixam surpreender assim tão facilmente.

Foto de Capa: Site oficial do Real Madrid

A FIGURA

Fonte: Site Oficial do Real Madrid
Fonte: Site Oficial do Real Madrid

Benzema: Inventou uma jogada no meio de três adversários para o golo fora da sua equipa, que acabou por matar a eliminatória numa altura em que os colchoneros pareciam querer sonhar.

O FORA-DE-JOGO

Fonte: Eurosport
Fonte: Eurosport

Danilo: O elo mais fraco deste real Madrid, sem sombra de dúvida. Perante a lesão de Carvajal, o brasileiro ex- F.C.Porto, não aproveita cada oportunidade que lhe é dada e continua a ser fortemente criticado pela imprensa espanhola.

João Nuno Aguiar

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