Última horaReal Madrid de José Mourinho sorri: Vários gigantes na luta por jovem promessa que já escolheu a sua preferência
Publicidade

BVB Dortmund 0-0 FC Barcelona: Só faltaram os golos

João Brandão · 3 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Foi com um jogo de grande qualidade que Barcelona e Dortmund presentearam os adeptos na jornada inaugural da Liga dos Campeões 2019/2020. Num repleto Signal Iduna Park, foi o Dortmund a equipa que esteve mais tempo por cima e que fez por merecer a vitória, pelo que o empate até é lisonjeiro para um Barcelona ainda refém de Messi.

Os minutos iniciais foram de estudo mútuo, mas sempre em ritmo acelerado. O Dortmund cedo se mostrou corajoso e nada receoso dos catalães, que demonstravam dificuldades no último terço do terreno. A primeira grande oportunidade surgiu aos 24 minutos, quando Reus permitiu a defesa a Ter Stegen, num duelo que se repetiu várias vezes, sempre com o mesmo desfecho. Poucos minutos depois, foi Hummels quem ameaçou as redes catalãs, com um cabeceamento venenoso.

Hummels esteve intransponível na defesa
Fonte: BVB Dortmund

O intervalo chegava com o nulo no marcador, fruto de alguma incapacidade das equipas no momento da decisão. O desacerto ofensivo continuou no segundo tempo e Suaréz foi o primeiro a desperdiçar, permitindo a defesa de Burki. Aos 57 minutos, viria a surgir a grande oportunidade do jogo, pois Nélson Semedo travou de forma faltosa Jadon Sancho na grande área. Penalti claro e perfeitamente evitável do português. Só que, na conversão, mais um duelo entre Marco Reus e Ter Stegen a cair para o lado do guardião, que se esticou e fez uma enorme estirada. O Dortmund, de resto, já não marca de penalti na Liga dos Campeões há 6 anos.

Valverde reagiu de imediato e esgotou as substituições ainda antes da hora de jogo, com as entradas de Rakitic e Messi para os lugares de Busquets e Fati, que assinou uma estreia positiva na Champions aos 16 anos. Ainda assim, continuou a ser a equipa alemã a estar por cima do jogo e cada vez mais perto do golo. Aos 71, Paco Alcácer permitiu nova defesa a Ter Stegen que, 5 minutos depois, estava batido mas viu a barra impedir o golo ao recém-entrado Julian Brandt. O guardião germânico não ficaria por aqui e levou novamente a melhor face ao perdulário Marco Reus, que por duas vezes não conseguiu desfeitear o compatriota.

Já no último minuto dos descontos apareceu Messi, em estreia na nova época, mas também ele não viria a ter sucesso, tendo visto o seu remate embater em Delaney. O apito final surgiria logo a seguir, com um nulo no marcador bastante penalizador para os amarelos.

O Borussia foi quase sempre superior e teve muitas chances de golo, mas Ter Stegen, a barra e a falta de pontaria dos avançados não permitiram festejos. Individualmente, destaque para o intransponível Hummels na defesa e para o supersónico Jadon Sancho. 

Onzes iniciais e substituições:

BVB Dortmund: Burki, Guerreiro, Akanji, Hummels, Hakimi, Witsel, Delaney, Reus, Thorgan Hazard (Brandt 73’), Sancho e Paco Alcácer (Brunn Larsen 87’).

FC Barcelona: Ter Stegen, Alba (Sergi Roberto 40’), Lenglet, Piqué, Semedo, Busquets (Rakitic 60’), Frenkie de Jong, Arthur, Ansu Fati (Messi 59’), Griezmann e Suaréz.

A FIGURA

Fonte: FC Barcelona

Ter Stegen- A viver um grande momento de forma, o guardião alemão esteve completamente intransponível, assinando uma mão cheia de grandes defesas que levaram os adversários ao desespero, nomeadamente a do penalti. No único lance que não conseguiu travar, viu a bola embater na barra. Uma verdadeira muralha alemã.

O FORA DE JOGO

Fonte: BVB Dortmund

Griezmann- O internacional francês voltou a passar despercebido no jogo, não tendo criado grandes lances ofensivos. Parece ainda um pouco desligado da equipa, numa posição algo desconfortável. Veremos se com o regresso de Messi se consegue integrar melhor.

Foto de Capa: BVB Dortmund

Revisto por: Jorge Neves

João Brandão

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Quando a tática explica tudo e, mesmo assim, passa para 2.º plano | Torreense

Não é que a tática não seja importante. Ela é, aliás, crucial para entender o jogo e o seu caminho. Ainda assim, depois de dois golos dos descontos e de uma nova vitória - a primeira em casa - do Torreense, qualquer pensamento, qualquer sentimento, qualquer nota sobre o jogo tende a lembrar a magia de, não um, mas dois golos anotados nos descontos para mudar completamente o resultado e o apelo de um clube a uma prova. Só a tática, na forma como o Torreense se organizou 11x10, 10x11 e 10x10, explica uma vitória construída com base em pensamento, em estrutura e em alterações constantes, num dinamismo tal que precisa de múltiplos cantos para escrever uma epopeia. Mas também só a emoção ou, pelo menos, a capacidade de a exteriorizar, explica a forma como, quando todos já poderiam deitar a toalha ao chão, um clube da Segunda Liga se consegue superiorizar na Europa e, depois de sofrer uma reviravolta, responder na mesma moeda, depois de, em casa, perder pontos nos descontos, recuperá-los e triplicá-los. 

Diogo Ribeiro · 9 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.