Chelsea FC 2-0 Real Madrid CF: Londrinos levam a melhor e garantem final inglesa

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A CRÓNICA: POUCO REAL MADRID CF PARA QUEM PRECISAVA DE GOLOS PARA SE APURAR

A primeira mão havia ditado um empate em Madrid, que pelo golo fora privilegiava a equipa inglesa. Assim, só uma vitória ou um empate por duas bolas ou mais interessava ao conjunto treinado por Zidane, pelo que era preciso ir à procura de golos.

O equilíbrio evidente na primeira mão e também esperado por todos para esta segunda partida foi-se notando, com a bola a ser dividida de parte a parte e com algumas oportunidades para ambos os lados. No entanto o Chelsea FC viria a marcar primeiro, por Timo Werner, aos 18 minutos, tento que ainda assim seria anulado por posição irregular do alemão. No entanto isto seria um aviso para o que aconteceria dez minutos depois. Após uma bela jogada de Kante e de uma finalização quase perfeita de Havertz, o avançado londrino aproveitou a bola que ressaltou da trave da baliza de Courtois e desta vez atirou a contar para o fundo das redes. A eliminatória sorria agora aos ingleses, que só seriam eliminados se sofressem dois golos sem resposta.

A realidade é que, depois disto, nem um golo o Real Madrid CF esteve perto de marcar, estando sempre muito longe da baliza de Mendy, com exceção de uma ou duas oportunidades mais perigosas.

A equipa de Tuchel teve o mérito de não se limitar a defender e foi sempre muito perigosa ao longo de toda a segunda parte. Tiveram oportunidade para matar a eliminatória mais cedo, mas isso apenas viria a acontecer aos 85 minutos. Depois de mais uma recuperação e uma bela jogada protagonizadas por Kante, o Chelsea viria a fazer o segundo golo através de Mason Mount e a atirar por terra todas e quaisquer esperanças dos espanhóis. A vitória estava entregue, de forma justa, e a final da Liga dos Campeões será disputada por duas equipas inglesas: o Manchester City FC contra os londrinos do Chelsea FC.

 

A FIGURA

N’Golo Kanté – O médio centro francês teve mais um jogo de grande nível nesta Liga Milionária. Poderosíssimo não só a defender, onde lhe é reconhecida mais capacidade, como também a atacar e a definir o último passe para isolar os colegas. Que jogo, que jogador. Merecida a presença na final.

O FORA DE JOGO

Real Madrid CF – Para a equipa que mais vezes venceu esta competição esperava-se mais vontade de estar na final. Não entraram propriamente mal no jogo, mas depois do golo sofrido nunca se revelaram realmente uma equipa e deixaram os blues brilharem durante o resto da partida. A produção ofensiva na segunda parte foi quase nula e não se podem queixar de nada a não ser de eles próprios. Ficaram muito aquém das expetativas e esta poderá ser uma época para esquecer par os madrilenos.

 

ANÁLISE TÁTICA – CHELSEA FC

Tuchel apostou numa equipa com a defesa a três, como tem feito em grande parte dos desafios da Liga Milionária. Christensen, Thiago Silva e Rudiger comandaram o eixo mais recuado, com Chilwell pela esquerda e Azpilicueta pela direita a percorrerem todo o corredor. No meio-campo Kante e Jorginho, com uma missão aparentemente mais defensiva, mas sempre muito capazes no apoio ao trio de ataque, constituído por Havertz pela direita, Mason Mount pela esquerda e Werner na frente.

Referi aparentemente porque os dois homens responsáveis pelo meio-campo chegaram muitas vezes perto da área adversária, essencialmente na primeira parte. O francês foi até o grande responsável pelos dois golos da equipa. A nível defensivo, sempre muito coesos, com uma linha de cinco mais atrás, seguida dos quatro médios e com o alemão Werner mais à frente.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Mendy (8)

Christensen (6)

Thiago Silva (7)

Rudiger (7)

Azpilicueta (7)

Chilwell (7)

Kante (9)

Jorginho (7)

Havertz (8)

Timo Werner (7)

Mason Mount (8)

SUBS UTILIZADOS

Pulisic (7)

Reece James (-)

Ziyech (-)

Giroud (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – REAL MADRID CF

Só a vitória interessava à equipa de Zidane, e por isso o treinador francês optou por uma defesa a quatro, mas com os dois laterais, Éder Militão e Mendy, sempre muito projetados no campo no momento ofensivo, fazendo descer um dos dois médios mais defensivos, Kroos ou Casemiro, para a primeira fase de construção da equipa.

Mais à frente apareceu o ex-bola de ouro Modric, no apoio a Benzema no centro de ataque do Real Madrid. Pela direita Vinicius, sempre muito vertical e mais pela esquerda Hazard, privilegiando o jogo mais interior, possibilitando a subida do lateral francês. Na segunda parte Militão parece ter-se juntado mais a Sérgio Ramos e a Nacho numa defesa a três, permitindo a Mendy que tivesse menos responsabilidades na defesa.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Courtois (7)

Éder Militão (6)

Sérgio Ramos (6)

Nacho Fernandéz (5)

Mendy (5)

Casemiro (4)

Kroos (5)

Modric (4)

Vinicius Júnior (5)

Benzema (6)

Eden Hazard (4)

SUBS UTILIZADOS

Valverde (5)

Asensio (5)

Rodrygo (5)

Mariano (-)

 

Guilherme Vilabril Rodrigues
Guilherme Vilabril Rodrigueshttp://www.bolanarede.pt
O Guilherme estuda Jornalismo na Escola Superior de Comunicação de Comunicação Social e é um apaixonado pelo futebol. Praticante desde os três anos, desde cedo que foi rodeado por bola e por treinadores de bancada. Quer ser jornalista desportivo, e viu no Bola na Rede uma excelente oportunidade para começar a dar os primeiros toques.

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