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A história das finais da Champions remete-nos para a história recente do futebol. O golo de Zidane ao Leverkusen (num pontapé sem deixar cair a bola e a corrigir um cruzamento defeituoso de Roberto Carlos) o de Deco ao Monaco, pelo FC Porto (sentando Flávio Roma) ou o de Smicer (a ajudar na recuperação do Liverpool na louca final de 2005 frente ao Milan) vão figurar para sempre na memória colectiva. Foram bolas que ficaram aninhadas nas redes do adversário, mas também nos corações de quem gosta de futebol.
Essa história merece ser catalogada e contada. Por palavras e por números. E é essa a nossa missão. A de trazer aos nossos colegas de paixão a história da final mais importante do futebol de clubes. Em números, mas complementados por palavras, como estas e como as que seguem nas próximas seis páginas, divididas em finais, treinadores, jogadores, guarda-redes, finalistas, vencedores e, claro, os golos.
Sejam bem-vindos à Força dos Números.
Foto de capa: ghanasoccernet.com
FINAIS
28 de Maio

Fonte: RantSports
O jogo decisivo da Champions foi disputado por quatro vezes a 28 de Maio, data mais repetida para finais da competição.
Aconteceu em 1996/97 (Juventus – Dortmund), 2002/03 (Juventus – Milan), 2010/2011 (Barcelona – Manchester United) e … na época passada (Atlético – Real Madrid).
13 cartões exibidos

Fonte: Daily Mail
Lisboa está ligada a este recorde. Na final de 2013/2014, Atlético e Real Madrid assinaram a final com mais cartões exibidos em toda a história da Champions.
Os colchoneros foram admoestados por 9 vezes (do onze inicial, só Courtois, Filipe Luís, Tiago e Diego Costa escaparam, num jogo em que Godín viu dois amarelos e consequente expulsão) e os merengues viram 4 cartões ( Cristiano Ronaldo foi “contemplado” no último minuto do prolongamento… por ter tirado a camisola).
6 finais entre equipas do mesmo país

Fonte: Reuters
A monopolização de um país numa final é uma tendência crescente nos últimos anos – desde 2012/13 (Borussia Dortmund – Bayern), inclusivé, só uma final não teve clubes “compatriotas”, com o Real Madrid – Atlético a repetir-se em 2013/14 e em 2015/16.
Antes disto, e em toda a história da Champions, houve a mesma quantidade de finais disputadas entre equipas do mesmo país (3) – Em 1999/00, o Real Madrid goleou o Valência por 3-0; em 2002/03, o AC Milan venceu, nas grandes penalidades, a Juventus; e em 2007/08, o Manchester United de Cristiano Ronaldo (1 golo) e Nani levou a melhor sobre o Chelsea de Ricardo Carvalho, também da marca dos 11 metros.
7 reviravoltas

Fonte: Propaganda Photo
Marcar primeiro é importante, mas nem sempre é sinónimo de erguer o caneco no final do jogo. Por 7 vezes, a equipa que marcou primeiro ficou a ver a festa do adversário:
– em 1998/99, no Manchester 2-1 Bayern Munique (aos 88 minutos, o United perdia por 1-0, mas venceu sem precisar de prolongamento)
– em 2000/01, no Valência 1-1 Bayern Munique (Mendieta adiantou os espanhóis, que viriam a perder nos penalties)
– em 2004/05, no empate a 3 entre Liverpool e AC Milan (porventura a reviravolta mais incrível da história da Champions – os rossoneri estiveram a ganhar por 3-0, mas viriam a perder nos penalties)
– em 2005/06, no Barcelona 2-1 Arsenal. Sol Campbell adiantou os gunners, mas Eto’o e Belleti consumaram a cambalhota no marcador
– em 2011/12 no Chelsea 1-1 Bayern Munique. A jogar em casa, os bávaros adiantaram-se por Muller, mas viria a ser o Chelsea a erguer a taça, depois de vencer nas grandes penalidades.
– em 2013/2014 no Real Madrid 4-1 Atlético de Madrid. Godín deu vantagem aos ‘colchoneros’ num lance caricato, mas o cabeceamento certeiro de Sergio Ramos sobre os 90+3 minutos levou o jogo foi para prolongamento, e aí o Real consolidou a reviravolta.
8 finais terminaram empatadas no tempo regulamentar

Fonte: Pinterest
A avaliar pela história, a probabilidade de o jogo decisivo acabar em empate é de 35%. O mesmo é dizer que aconteceu em 8 das 23 finais da Champions. Apenas uma delas ficou decidida no prolongamento – o Real Madrid 4-1 Atlético de 2013/14. As outras sete foram decididas nas grandes penalidades:
– A Juve venceu a de 1995/96 ao Ajax, mas perdeu a de 2002/03 para o Milan que por sua vez foi derrotado pelo Liverpool em 2005/06;
– O Chelsea perdeu a de 2007/08 (quando Terry escorregou) frente ao Manchester United, mas ganhou a de 2011/12 ao Bayern de Munique;
– Numa reedição de Lisboa’14, o Real Madrid só conseguiu superar o Atlético através da marca dos 11 metros em 2015/16.
TREINADORES
4 presenças

Fonte: Juventibus.com
Alex Ferguson (todas pelo Manchester United, em 1999, 2008, 2009 e 2011), Carlo Ancelotti (3 pelo AC Milan e 1 pelo Real Madrid) e Marcelo Lippi (todas pela Juventus, em 2003) são os treinadores com mais presenças em finais na história da Champions.
Don Carlo, o mais vencedor de sempre, conquistou 3 destas finais (2 pelo Milan, em 2002/03 – curiosamente frente a Lippi – e 2006/07, 1 pelo Real em 2013/14), Fergie venceu 2 (1998/99 e 2007/08) e o Commendatore ganhou 1 (1995/96).
5 treinaram mais que uma equipa

Fonte: Huffington Post
Apenas 5 treinadores orientaram mais que uma equipa em finais da Champions. Neste lote restrito, entram, para além do “nosso” José Mourinho (único com 100% de aproveitamento deste lote, em representação de FC Porto e Inter), os nomes de Louis Van Gaal (Ajax e Bayern Munique), Ommar Hitzfeld (Bayern e Borussia Dortmund), Carlo Ancelotti (AC Milan e Real Madrid) e Jupp Heynckes (Bayern e Real Madrid).
10 nacionalidades

Fonte: Indian Express
Apenas Europa (Alemanha, Bélgica, Escócia, Espanha, França, Holanda, Israel, Itália e Portugal) e América do Sul (Argentina) surgiram representadas na chefia de equipas técnicas em finais de Champions.
O país com mais técnicos diferentes sentados nos bancos durante o jogo decisivo é a Itália, com 5 – Marcelo Lippi, Fabio Capello, Di Matteo, Massimiliano Allegri e Carlo Ancelotti – logo secundada por Espanha e Alemanha (4).
De Portugal, apenas José Mourinho.
Guarda-Redes
30 guarda-redes e 13 nacionalidades diferentes

As finais da Champions tiveram, na baliza, 30 guarda-redes diferentes e a representação de 13 países diferentes, sendo a alemã (8) e a espanhola (7) as nacionalidades mais predominantes. Portugal só esteve representado por uma vez – Vítor Baía ao serviço do FC Porto em 2003/04.
5 presenças

Fonte: Telegraph
Edwin Van der Sar é o detentor deste recorde, constituído por 3 presenças ao serviço do Manchester United e 2 ao serviço do Ajax.
Próximos do holandês surgem Dida (Milan), Casillas (Real Madrid), Valdés (Barcelona), Peruzzi (Juventus) e Rossi (Milan), todos com 3 presenças.
Um lote ao qual se juntará Buffon, amanhã. Navas somará a sua segunda presença no derradeiro jogo da liga milionária
2 jogaram por mais que um clube

Fonte: Youtube
Para além do citado Van der Sar, só Hans-Jorg Butt teve, também, a honra de representar dois clubes diferentes numa final da Champions.
O alemão, que passou fugazmente pelo SL Benfica, representou o Leverkusen (2001/02) e o Bayern Munique (2009/10).
10 não sofreram golos

Fonte: UEFA
Há futebol português neste recorde. É que para além de Vitor Baía, também estão neste lote o portista Iker Casillas (pelo Real Madrid) e o benfiquista Júlio César (ao serviço do Inter).
Os outros são Barthez (Marselha), Dida (Milan), Illgner (Real Madrid), Lehmann (Arsenal), Rossi (Milan), Vitor Valdés (Barcelona) e Buffon (Juventus), que pode vir a ser o único a não sofrer golos em duas finais da Champions.
3 cartões

Fonte: ESPN
Ao longo de todas as finais da Champions, houve 3 guarda-redes admoestados com cartões. Fabien Barthez (Marselha) e Vitor Valdés (FC Barcelona) viram amarelos por tardar na reposição da bola. Lehmann (Arsenal) viu o vermelho directo por falta à entrada da àrea quando já tinha sido irremediavelmente ultrapassado por Samuel Eto’o (Barcelona).
JOGADORES
401 jogadores e 51 nacionalidades diferentes

Fonte: UEFA
Ao longo dos 23 anos de história da Champions, foram 401 os jogadores que se estrearam em finais da grande competição de clubes a nível europeu, distribuídos por 51 origens (países) diferentes.
A nacionalidade mais representada é a espanhola – 61 jogadores nascidos no país vizinho representaram-no em finais da liga milionária.
6 presenças

Fonte: SportClub
O grande Paolo Maldini é o recordista atual de finais de Champions, com 6 presenças, todas pelo AC Milan. Estreou-se em 1992/93, na primeira edição, na derrota com por 1-0 contra o Marselha e acabou este percurso em 2006/07, na vitória por 2-1 sobre o Liverpool.
Cristiano Ronaldo, com a previsível presença de amanhã, vai ficar a um jogo de distância do eterno capitão milanês, juntando-se aos “perseguidores” Patrice Evra e Clarence Seedorf, ambos com 5 presenças.
2 golos

Fonte: fullskills.net
A final de uma Champions é sempre competitiva. Marcar mais de um golo, mesmo com muitas presenças somadas, é tarefa árdua. Basta pensar neste recorde – ninguém marcou mais de 2 golos em finais de Champions.
Massaro (Milan), Messi (Barcelona), Raúl (Rael Madrid), Eto’o (Barcelona), Inzaghi (Milan), Crespo (Milan), Milito (Inter) e Riedle (Dortmund), Sergio Ramos (Real Madrid) e Cristiano Ronaldo (o único a marcar por duas equipas diferentes – Real Madrid e Manchester United) foram os felizardos.
Caso um dos capitães do Real marque, pode descolar deste lote.
3 recorde de cartões amarelos e número de expulsões

Fonte: Getty Images
As emoções costumam ferver quando se chega ao jogo decisivo da Champions. Que o diga Roberto Carlos, recordista em cartões amarelos – viu nas três presenças ao serviço do Real Madrid (1997/98, 1999/00 e 2001/02) -, mas também Diego Godín (Atlético), Drogba (Chelsea) e o citado Lehmann (Arsenal)
12 suplentes utilizados por 2 vezes

Fonte: Telegraph
Houve 11 jogadores que saíram do banco para dar o seu contributo à equipa. Armas secretas que, algumas vezes, ajudaram à construção da glória, com golos, como Pedro (Barcelona), Kluivert (Ajax), Belleti (marcou pelo Barcelona, no 2-1 que decidiu a final contra o Arsenal mas também jogou pelo Chelsea) Ricken (Dortmund).
Noutras ocasiões, essas armas secretas não funcionam dessa maneira e foram usadas, mais que uma vez, como… escudo – Tacchinardi (Juventus), Paul Scholes (Manhcester United), Conte (Juventus), Keita (Barcelona) ou Serginho (AC Milan) – embora este último pudesse ser tanto lateral quanto extremo.
Gomez (Bayern) e Nani (Manchester United) foram lançados com o intuito de ajudar na procura do golo, por mais de uma vez, mas não contribuiram directamente para o triunfo das respectivas equipas.
38 jogaram por mais que um clube

Fonte: http://theoriginalwinger.com/
Esta extensa lista vai engordar com a presença de Dani Alves amanhã. Nela entram três portugueses – Cristiano Ronaldo (Real Madrid e Manchester United), Ricardo Carvalho (FC Porto e Chelsea), Paulo Sousa (Juventus e Dortmund) e Deco (Barcelona e FC Porto).
Evra (Monaco, Juventus e Manchester United) e Seedorf (Ajax, Real Madrid e AC Milan) foram os únicos que disputaram finais por três equipas diferentes
GOLOS
65 golos marcados

Fonte: Real Madrid CF
Foram apontados 65 golos em finais da Champions, o que dá uma média de 2.83 tentos por partida decisiva (incluindo prolongamento)
35 golos de pé direito, 13 de pé esquerdo e 15 de cabeça.
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O pé direito é a parte do corpo mais escolhida para visar as redes contrárias. Aliás, são mais os golos apontados de pé direito do que com o pé esquerdo e a cabeça somados.
8 golos fora de área

Fonte: UEFA
Conseguir um golo fora da zona de jurisdição do guarda-redes numa final da Champions é algo raro.
Apenas Savicevic (AC Milan), numa “chapelaça” monumental ao Barcelona, Ricken (Dortmund), noutro chapéu fantástico frente à Juventus, (Milan), Basler (Bayern), de livre direto frente ao Man Utd, McManman (Real Madrid) num incrível ‘pontapé-tesoura’ ao Valência, Smicer (Liverpool) num tiro imparável que ajudou à recuperação épica frente ao AC Milan, Villa (Barcelona), num remate rasteiro frente ao Manchester United, Messi (Barcelona) num pontapé destinado a fugir do guarda-redes frente ao mesmo adversário e Marcelo (Real Madrid), a concluir grande jogada individual diante do Atlético de Madrid.
21 golos na sequência de bolas paradas

Fonte: Daily Mail
As bolas paradas podem definir um jogo entre equipas que se equivalham. Aconteceu assim, por exemplo, na mítica final de 1998/99, quando o Manchester United, na sequência de um canto operou a reviravolta diante do Bayern, que se adiantara… por essa via.
Houve ainda espaço para 5 golos de contra-ataque e 39 de bola corrida sem ser por essa via.
15 golos marcados entre os 30 e os 45 minutos

Fonte: Getty Images
O espaço temporal em que houve mais golos, até hoje, na história da Champions é compreendido entre o bater da primeira meia hora e o primeiro apito final do àrbitro. O terceiro quarto-de-hora supera mesmo os dois primeiros, que, somados, só tiveram 13 golos.
EQUIPAS
18 clubes diferentes

Fonte: Zimbio.com
Ao todo, foram apenas 18 os clubes que estiveram nas 23 finais da Champions, com Espanha (Real Madrid, Barcelona, Atlético de Madrid e Valência) e Inglaterra (Manchester United, Arsenal, Liverpool e Chelsea) em evidência neste particular – 4 equipas diferentes, cada uma.
Logo atrás, com 3 surgem Itália (Milan, Inter e Juventus) e Alemanha (Bayern, Dortmund e Leverkusen.
De Portugal, desde 1992/93, época da primeira edição, apenas o FC Porto.
6 presenças

Fonte: AP
A equipa com mais presenças em finais da Champions é uma que tem estado muito longe destas decisões – AC Milan.
Os rossoneri, porém, vão ser alcançados por Real Madrid e Juventus, que irão, com a final de amanhã, contar as mesmas presenças dos milaneses.
Bayern e Barcelona, ambos com 5 jogos, estão à espreita.
5 triunfos

Fonte: UEFA
Desde o início da Champions, só uma equipa conseguiu um número tão redondo de troféus – o Real Madrid, que venceu todas as finais que disputou (atenção, Juve).
Os merengues porém, não são a única equipa a ter 100% de aproveitamento em finais da Champions – Marselha, Inter e FC Porto (estes dois últimos treinados por José Mourinho), embora com apenas 1 presença e 1 vitória cada, também venceram todos os jogos decisivos da era Champions.
VENCEDORES
6 venceram sem derrotas

Fonte: UEFA
Marselha (1992/93), Milan (1993/94), Ajax (1994/95) e Manchester United (1998/99) foram as equipas que triunfaram sem perder nenhum jogo num modelo de Champions diferente do actual (uma fase de grupos com 8 aglomerados e fase a eliminar a começar nos oitavos-de-final).
Nos “tempos modernos”, Manchester United (2008/09), Real Madrid (2013/14) e Barcelona (2014/15) também conseguiram erguer o troféu sem perder nenhum duelo.
40 golos marcados

Fonte: UEFA
O recorde foi conseguido pelo Real Madrid em 2013/14, muito graças ao contributo de Cristiano Ronaldo, que apontou uns incríveis 17 golos.
Em termos relativos, o recorde também é deste Real Madrid – 3.1 golos por jogo.
4 derrotas

Fonte: Pinterest
É normal que um campeão tropece ao longo da prova. Não será tão normal, porém, tropeçar tanto quanto Real Madrid em 1999/00 e o AC Milan 2002/03, com quatro derrotas cada um.
Recorde-se, porém, que nestas épocas, o modelo de Champions contemplava duas fases de grupos de quatro equipas (12 jogos) e jogos a eliminar a partir dos quartos-de-final (mais 5 encontros para cada finalista).
12 vitórias

Fonte: AP
O Real Madrid de 2001/02, de Zidane, Figo, Beckham, Roberto Carlos ou Raúl, foi o campeão europeu com mais vitórias na era Champions, vencendo 71% do jogos que disputou (12 em 17, dado ter jogador no modelo referido no recorde anterior).
O recorde relativo, porém, pertence a equipas desta década – o Real Madrid, em 2013/14, e o Barcelona, em 2014/15 venceram 85% dos jogos que disputaram (11 vitórias em 13 possíveis)
6 equipas foram 2º classificadas no respectivo grupo

Fonte: UEFA
Apenas meia dúzia dos vencedores saíram da fase de grupos atrás de outra equipa. Aconteceu com Dortmund em 1996/97, Manchester United em 1998/99, Real Madrid em 1999/00 (venceu o primeiro grupo, mas foi vice-líder no segundo), FC Porto em 2003/04, Liverpool em 2004/05 e Inter em 2009/10.









