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Juventus 1-4 Real Madrid: CR7 encomenda a 5ª Bola de Ouro

Pedro Machado · 3 min

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Cabeçalho Futebol Internacional

4 anos, 3 títulos. O Real Madrid afirmou-se como a maior potência desportiva europeia ao tornar-se no primeiro bicampeão europeu da Era Champions (desde 1993/94), à boleia de uma exibição cheia de personalidade, vontade e… CR7 (2 golos).

A Juve entrou com a vontade de quem começa a ficar conhecida pelas finais perdidas (ia em 6 antes do jogo) e apertou o pescoço ao Real Madrid, adversário e obstáculo à mudança da história recente da Velha Senhora em finais europeias. Pressionou largo e alto e quase chegou ao golo por Pjanic, num disparo fora de àrea. Navas impôs-se com uma intervenção brilhante e permitiu que o Real respirasse fundo. Tão fundo que se começou a sentir, aos poucos, à vontade no jogo, sobretudo com o espaço dado pela inexistência de um terceiro médio bianconeri.

Benzema "mata" no peito Fonte: AP
Benzema “mata” no peito
Fonte: AP

Falhasse Pjanic ou Khedira, e o Real sabia que poderia capitalizar. Como capitalizou. Numa transição rápida madrilena, Kroos deu em Benzema, este descobriu Cristiano Ronaldo sobre a direita, o português esperou a subida de Carvajal, que lhe devolveu o esférico e o Bola de Ouro, claro, não perdoou e tirou a crença inicial à Juventus, que passou a ter algumas dificuldades na construção ofensiva.

Precisava, pois de um lance de génio. Teve-o. À passagem do minuto 27, Bonucci lançou longo para a esquerda, onde apareceu Alex Sandro a cruzar de primeira para à area, onde estava, Higuain a aparar a bola para o domínio e a finalização, de costas para a baliza, de Mandzukic. Navas viu a bola sobrevoá-lo sem nada poder fazer. Um momento mágico, digno de final de Champions, que deixou eufóricos os adeptos bianconeri e acalmou o jogo… até ao fim da primeira parte.

Golo de Mandzukic foi uma obra de arte Fonte: Reuters
Golo de Mandzukic foi uma obra de arte
Fonte: Reuters

O segundo tempo trouxe um Real mais afoito e pressionante. Com o orgulho de um campeão que defende o seu título. E sufocou a Juventus da mesma forma que a Juventus havia sufocado no início da primeira parte. Pressionou forte o início de construção da Velha Senhora e o jogo passou a disputar-se no meio-campo italiano.

Nada que não estivesse, aparentemente, previsto pelos bianconeri, sábios a controlar o assédio madridista nestes primeiros instantes… mas o futebol é pródigo em situações que desafiam a lógica. Coisas como um tiro de longe, de um patinho feio (Casemiro) dar em golo – aos 61 minutos, em resposta a uma bola rechaçada pela àrea da Juventus, o brasileiro recolocou o Real na frente do jogo.

Casemiro assinou golo vistoso Fonte: AFP
Casemiro assinou golo vistoso
Fonte: AFP

A Juventus abanou. E voltou a sofrer, três minutos depois. Modric cortou uma eventual transição defesa-ataque bianconeri, tabelou com Carvajal e, sobre a linha de fundo, cruzou para o primeiro poste, onde apareceu Cristiano Ronaldo a finalizar como só um predestinado faria. Um golo que decidiu o vencedor do encontro. A Juventus não se conseguiu reerguer, o Real Madrid também não lhe estendeu a mão, e esteve mais perto de ampliar do que ver reduzida a vantagem. Conseguiu fazer o 4-1, já sobre o minuto 90 – Marco Asensio encostou cruzamento à medida de Marcelo.

A Cibelles, cheia com certeza, já festejava. Como está habituada. Os jogadores do Real, em Cardiff, tinham a noção que já não lhes escapava a 12ª, enquanto Cristiano Ronaldo aproveitava a boleia para se candidatar, firmemente, à 5ª… Bola de Ouro. Ou vice-versa.

Foto de Capa: UEFA

A FIGURA

Fonte: The Guardian
Fonte: The Guardian

Cristiano Ronaldo (Real Madrid) – Fez uma exibição “normal” para os seus padrões (embora a melhor em finais), mas genial para o comum dos mortais. Decidiu de forma sublime na chegada à baliza (2 golos e outras iniciativas), dando razão a quem o defende como melhor finalizador de sempre. Mas não só. Tornou-se, também, no primeiro jogador a marcar em 3 finais da história da Taça dos Campeões Europeus e no melhor marcador em finais na era Champions de forma destacada (4 golos).

O FORA-DE-JOGO

Fonte: BT Sport
Fonte: BT Sport

Sergio Ramos (Real Madrid) – Não precisava de estragar um jogo tão bonito com uma simulação desnecessária que enganou o árbitro Felix Brych e expulsou Cuadrado. Estiveram milhões de pessoas a ver o encontro, entre elas potenciais fãs de futebol, e a atitude do capitão do Real Madrid, para além de não dignificar a braçadeira que usa, deixa uma marca feia na propaganda do jogo.

Pedro Machado

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