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Já começa a tornar-se um hábito este duelo. Só nos últimos cinco anos, Juventus e Atlético defrontaram-se mais vezes do que em toda a História que está para trás. A equipa da casa venceu com algum sofrimento, graças a um fantástico golo de Dybala na cobrança de um livre direto, confirmando o primeiro lugar do grupo.
Foi uma primeira parte sem grande chama… De um lado, a posse e a construção italiana. Do outro, linhas espanholas mais baixas à procura do erro e na tentativa de jogar em contra-ataque.
A primeira ocasião de perigo apareceu fruto de uma boa combinação entre Ramsey e Dybala, com o argentino a rematar à figura de Oblak. A resposta dos colchoneros tardou, mas chegou em dose dupla, com duas tentativas de Saúl Ñíguez: primeiro num cabeceamento livre de marcação e a seguir obrigando Szczesny a uma defesa a dois tempos.
Ora, quando nada o fazia prever, eis que surge uma bola parada para a Juventus à beira do intervalo, junto à linha de fundo. E imagine-se, meus senhores, Paulo Dybala arranjou um ângulo inesperado e disparou para o primeiro e único golo da partida. Que golpe de magia a fechar o primeiro tempo!

Fonte: Juventus FC
No segundo tempo, a formação de Simeone entrou ligeiramente melhor que o adversário, ao ponto de Saúl Ñíguez ter voltado a dispor de uma nova oportunidade para marcar. João Félix foi a jogo e até se pode dizer que a partir daí o ritmo monótono da partida deu lugar a uma espécie de “bola cá, bola lá”. Ronaldo de um lado, Félix do outro.
Sucederam-se os contra-ataques da equipa de Madrid, graças à pressão ofensiva e à facilidade de recuperar a bola sempre que a formação de Sarri tentava construir o seu jogo. Sentia-se que podiam haver mexidas no marcador e Simeone esgotou as três substituições em dez minutos, na tentativa de aproveitar as facilidades concedidas.
É certo que o Atlético era a equipa com mais iniciativa em contrariar o rumo dos acontecimentos, mas a oportunidade mais flagrante do segundo tempo surgiu dos pés do recém-entrado Bernadeschi, com um remate à entrada da área a ser travado pelo poste.
Até ao final, o conjunto forasteiro foi tentando, na medida do possível, ameaçar a baliza de Szczesny (obrigando a Vecchia Signora a apostar no contra-ataque), mas sem qualquer resultado prático. A Juventus confirmou, assim, o primeiro lugar do grupo, ao passo que o Atlético – sem vencer fora de casa há seis jogos – necessitará de jogar a última jornada para carimbar a passagem aos oitavos da competição.
ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:
Juventus FC: Szczesny, De Sciglio, Bonucci, De Ligt, Danilo, Pjanic, Bentancur (Khedira, 86’), Matuidi, Ramsey (Bernadeschi, 63’), Dybala (Higuain, 76’) e Cristiano Ronaldo.
Club Atlético de Madrid: Oblak, Lodi (Lemar, 64’), Felipe, Hermoso, Trippier, Saúl Ñíguez, Herrera (Correa, 60’), Thomas, Koke, Vitolo (João Félix, 54’) e Morata.
A FIGURA

Paulo Dybala- Mas que show! Já virou um hábito por parte do argentino. Autor das únicas oportunidades da Juventus no primeiro tempo, surpreendeu tudo e todos ao inaugurar o marcador no último lance do primeiro tempo. O avançado transformou um ângulo quase impossível em…verdadeira matéria-prima. Uma obra de arte!
O FORA DE JOGO

Primeira parte pobre em futebol- 45 minutos sem chama, sem grandes oportunidades, sem futebol, sem nada. A formação da casa tinha mais posse, construía a partir de trás, mas não se traduzia em nada, perante um adversário que foi jogando no erro do adversário. Valeu pelo fantástico golo de Dybala já nos descontos.
Foto de Capa: Champions League
Revisto por: Jorge Neves









