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O melhor ’11’ de vencedores da Liga dos Campeões no século XXI

Francisco Moreira e Silva · 8 min

Foto: UEFA

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Para grande parte dos jogadores de futebol, o apogeu da carreira é vencer a maior competição de clubes a nível europeu, a denominada Liga dos Campeões. Algo que todos querem, mas poucos o conseguiram, e podíamos bem fazer aqui uma equipa recheada de estrelas que nunca levantaram a famosa “orelhuda”. Apresento, assim, de seguida, o onze do século de vencedores da “Liga Milionária”.

GUARDA-REDES

Keylor Navas – Após um Mundial de 2014 completamente estrondoso, o Real Madrid CF recrutou-o ao Levante UD por dez milhões de euros. O que se seguiu após essa contratação foi simplesmente histórico: cinco anos, três Ligas dos Campeões conquistadas, por sinal consecutivas.

Chegou, foi suplente uma época (de Casillas) e substituiu o mítico guarda-redes dos madrilenos, não lhe pesando a herança. Defendeu o penálti de Juanfran em 14/15, o que deu a oportunidade a Cristiano de carimbar a vitória.

DEFESA DIREITO

Dani Alves – Nesta posição, não havia muitas dúvidas. Um dos jogadores mais titulados da história do desporto rei, que conta também com três Ligas dos Campeões no currículo. Venceu em 08/09 e 10/11, com Guardiola, e em 14/15, com Luís Henrique.

Um dos melhores laterais de sempre, Dani ainda tentou vencer a competição na Juventus FC e no Paris Saint-Germain FC, mas o mais próximo que teve de voltar a levantar a tão prestigiada taça foi na derrota na final de Cardiff, pela Vecchia Signora, frente ao Real Madrid CF.

DEFESA CENTRAL

Sergio Ramos – Outro que não deixa muitas dúvidas. Chegou a quatro finais… E venceu quatro “Champions”. Sergio Ramos e a Liga dos Campeões têm uma bela história de amor. Marcou aos 90+3′ em Lisboa, para levar o Real ao prolongamento, e aos 15′ em Milão, para inaugurar o marcador, em ambas as ocasiões frente ao Club Atlético de Madrid.

Uma referência do Real Madrid, abandonou o Bernabéu e aterrou no Parque dos Príncipes, onde vai procurar a quinta da conta pessoal.

DEFESA CENTRAL

Carles Puyol – Prossegue o domínio dos gigantes espanhóis neste onze. Puyol era o modelo do que é ser um capitão, e isso ajudou a levar o Barcelona a três conquistas da Liga dos Campeões enquanto capitaneava a equipa: em 05/06; 08/09 e 10/11.

Jogador de um só clube, Puyol dava a vida em cada lance pela sua equipa. Muitas vezes posto em causa pela sua estatura para central, compensava com entrega, paixão e qualidade todos os centímetros que lhe diziam faltar.

DEFESA ESQUERDO

Patrice Evra – Podia ser Marcelo, Abidal ou Ashley Cole. A escolha recaiu por Evra. Venceu a Liga dos Campeões apenas por uma vez, em 07/08 pelo Manchester United FC, mas chegou a quatro finais, por três clubes diferentes. Em 03/04, caiu aos pés do FC Porto, quando atuava pelo AS Mónaco; em 08/09, perdeu a hipótese de vencer consecutivamente para o FC Barcelona; por último, em 14/15, foi novamente carrasco do Barcelona, desta vez ao serviço da Juventus FC.

Apesar do sucesso a nível de títulos ganhos na competição poder ter sido melhor, o sucesso global de Evra na “Champions” é inquestionável. Mais de 100 jogos na competição, marca só ao nível dos muito bons.

MÉDIO CENTRO

Andrés Iniesta – O que dizer de Don Andrés? Iniesta é Stamford Bridge aos 90+3′, é “Man of the Match” em Berlim. A história recente do Barcelona na maior competição de clubes a nível europeu e Iniesta têm de estar interligados.

Venceu as quatro finais que jogou pelos “blaugrana”, em 05/06, 08/09, 10/11 e 14/15, tendo sido o homem do jogo na última delas, em Berlim, frente à Juventus. O pináculo deste romance entre Iniesta e a Liga dos Campeões aconteceu no dia 6 de maio de 2009, quando ao nonagésimo terceiro minuto da partida, o médio espanhol rematou a bola fora da área e colocou o Barcelona na final, gelando completamente Stamford Bridge.

MÉDIO CENTRO

Luka Modric – À semelhança de Iniesta (com as devidas distâncias), venceu quatro títulos em quatro finais. Disputou todos os minutos das mesmas, tendo até assistido em duas delas. Luka foi uma das pedras basilares daquele Real que venceu três Ligas dos Campeões consecutivas.

Foi Bola de Ouro em 2018, depois da conquista da “décima terceira”. Foi ele quem assistiu, de canto, Sergio Ramos para o célebre golo em Lisboa, e também serviu Cristiano para o bis em Cardif. Importantíssimo, o croata primou pela elegância e qualidade, para ajudar o clube que ainda hoje representa a vencer quatro troféus da “Liga Milionária”.

MÉDIO OFENSIVO DIREITO

Lionel Messi – O astro argentino, tal como Iniesta, conquistou a Liga dos Campeões por quatro vezes. Indubitavelmente um dos melhores da história da competição. Falhou a final de 2006 por uma lesão muscular, mas brilhou a grande altura na primeira que teve oportunidade de disputar, o famoso golo de cabeça ao Manchester United, o qual festejou beijando a chuteira, que lhe saiu na queda.

Messi voltou a faturar em 10/11, numa reedição da final de 08/09 e onde o Barça voltou a levar a melhor sobre os “reds”. Em 14/15, não deixou o nome na lista dos marcadores da final, mas encheu o campo com uma exibição fantástica. É o segundo melhor marcador e assistente da história da competição, com 120 golos e 36 assistências, apenas atrás de Cristiano.

O golo de cabeça na primeira final, o “poker” ao Arsenal FC, o segundo golo em Madrid em 10/11, a “manita” ao Bayer 04 Leverkusen, o livre em frente ao Liverpool FC e a “nozada” no Boateng são momentos que ficam na memória de quem é apaixonado por futebol.

MÉDIO OFENSIVO ESQUERDO

Thomas Muller – Esquecido por muitos, Muller é um dos jogadores mais regulares do século XXI. Na equipa principal do FC Bayern desde 08/09, o internacional alemão disputou quatro finais de Liga dos Campeões, tendo vencido apenas duas. Caiu aos pés de FC Internazionale Milano e Chelsea FC em 09/10 e 11/12 respetivamente, mas teve a redenção em 12/13 e em 19/20.

Até marcou na primeira final que disputou, mas um golo tardio de Drogba deixou um sabor amargo. Esteve em destaque nas meias-finais da edição de 12/13, onde o Bayern atropelou o Barcelona com 7-0 no agregado (4-0 e 0-3), com três golos e duas assistências de Muller na eliminatória. Já na edição de 19/20 da “Liga Milionária”, no Estádio da Luz, Muller voltou a ter no Barcelona um carrasco quando marcou dois golos e fez uma assistência na humilhante derrota dos “culés” por 8-2.

PONTA DE LANÇA

Samuel Eto’o – Venceu a Liga dos Campeões por quatro vezes, embora uma delas tenha sido ainda no século XX, por três clubes diferentes (Real Madrid, Barcelona e Internazionale). O leão indomável, Samuel Eto´o, marcou 33 golos em 78 jogos na competição, sendo que dois deles foram marcados nas finais de 05/06 e de 07/08.

Venceu também em 09/10, no Inter de Mourinho, onde foi obrigado a jogar como lateral esquerdo grande parte da segunda mão das meias-finais, em pleno Camp Nou, com o Inter a menos um homem e a ser encostado às cordas. Não marcou na final, mas levantou a taça. Ainda tentou nova conquista, por uma nova equipa, mas o “seu” Chelsea acabou eliminado pelo Atlético de Cholo Simeone, em 14/15, muito por culpa de uma lesão de Petr Cech na primeira mão da meia-final.

PONTA DE LANÇA

Cristiano Ronaldo – Não há muito a dizer sobre o “Senhor Champions League”. Parece que foi feito para esta competição e é o melhor de sempre na mesma. Venceu por cinco vezes, em seis finais disputadas e detém o recorde, que não será fácil de quebrar, de golos na competição: 135 tentos. Além desse recorde, também é ele que tem mais golos numa só edição, mais golos na fase a eliminar e é o único a ter marcado em três finais e em onze jogos seguidos na “Liga Milionária”.

Teve a sua melhor época na Liga dos Campeões quando bateu o recorde de golos na competição – na qual também foi o rei das assistências – em 13/14, quando apontou 17 golos e 5 assistências em 13 jogos, números completamente impressionantes.

O hat-trick ao Atlético na meia-final, a bicicleta em Turim, o hat-trick ao VfL Wolfsburg nos quartos, a cabeçada na final de Moscovo, o bis na final de Cardiff, o golo do meio da rua no Dragão, o penálti decisivo em Milão, novo hat-trick ao Atlético (pela Juve), o livre no Emirates pelo Manchester United – registos só ao alcance de um homem, e esse homem é Cristiano Ronaldo.

 

Artigo da opinião de Francisco Silva.

Artigo revisto por Joana Mendes

Francisco Moreira e Silva

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