Publicidade

Manchester United FC 0-2 Paris Saint-Germain FC: Di María encaminha parisienses para os Quartos

Guilherme Costa · 3 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Em partida da primeira mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões, o Paris Saint-Germain foi até Old Trafford vencer por 0-2 o Manchester United.

Num duelo inédito entre as duas equipas, os comandados de Thomas Tuchel resolveram o encontro nos primeiros minutos da segunda parte e alcançaram uma boa vantagem que permite encarar a segunda mão com alguma tranquilidade.

Para esta partida, os dois técnicos utilizaram os esquemas táticos habituais: Solskjaer optou por um 4-3-3 com uma frente de ataque móvel, composta por Lingard, Martial e Rashford, relegando assim Lukaku para o banco de suplentes; Tuchel, face às ausências de Cavani e Thomas Meunier (ambos lesionaram-se no encontro anterior, frente ao Bordeaux), apostou num 4-2-3-1, entregando a missão de liderar o ataque a Mbappé.

A expetativa era assistir a um encontro empolgante, e as equipas entraram com vontade de ter bola no seu poder, a pressionar alto e reagir rapidamente à perda de bola no ataque.

Contudo, o primeiro tempo foi escasso em oportunidades de golo, destacando-se apenas dois lances para o United, por Rashford (9’) e Pogba (18’), mas, em ambas, Buffon revelou a segurança habitual e manteve o nulo.

O PSG, que até então não tinha criado uma boa jogada de ataque, dispôs do melhor lance da primeira parte: ao minuto 28, Draxler isolou Mbappé, e o avançado francês, na cara de De Gea, rematou para fora, não conseguindo faturar.

Sem grandes motivos de interesse, o jogo caminhava a passos largos para o intervalo, e antes do árbitro apitar para o descanso, Solskjaer foi obrigado a fazer a primeira substituição: Lingard lesionou-se e Alexis Sánchez foi lançado em campo. Com uma primeira parte pouco interessante, o segundo tempo teria de ser forçosamente diferente.

Mbappé teve a melhor oportunidade do primeiro tempo
Fonte: UEFA

O intervalo fez bem aos visitantes, que assumiram logo o controlo e a iniciativa de jogo e chegaram ao golo no início do segundo tempo: num pontapé de canto batido por Di María, Matic esqueceu-se de marcar Kimpembe, e o central atirou para o fundo das redes. O golo ia abrir mais o jogo, obrigando os “Red Devils” a ir à procura do golo.

Na resposta, Ander Herrera esteve pertíssimo de restabelecer a igualdade, com a bola a passar junto do poste da baliza de Buffon. Apesar da boa reação, os parisienses dilataram a sua vantagem: outra vez Di María na assistência para Mbappé fazer o 0-2 na partida, ao minuto 60. O golo abalou os ingleses, que podiam ter sofrido o terceiro por duas vezes consecutivas, valendo De Gea a impedir as intenções de Mbappé (63’) e Bernat (65’).

Com uma vantagem confortável no marcador e na eliminatória, o conjunto de Tuchel entregou o controlo ao Manchester United, que batalhou imenso para tentar reduzir a diferença, mas a boa organização defensiva do PSG veio ao de cima e impediu o surgimento de uma verdadeira chance de golo. Para piorar a situação, Pogba acabou por ser expulso com o segundo amarelo à entrada dos últimos cinco minutos de jogo.

Até terminar o encontro, o Paris Saint-Germain limitou-se a circular a bola à espera que o árbitro desse por encerrado um jogo em que apenas a segunda parte teve motivos de interesse.

Com uma vantagem de dois golos, os franceses deram um passo gigante rumo aos quartos da “liga milionária”, graças à magia de Di María, que brilhou no regresso a um palco onde não foi muito feliz.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Manchester United FC: David De Gea; Ashley Young; Victor Lindelof; Eric Bailly; Luke Shaw; Nemanja Matic; Paul Pogba; Ander Herrera; Marcus Rashford (Romelu Lukaku 84’); Jesse Lingard (Alexis Sánchez 45+4’); Anthony Martial (Juan Mata 46’)

Paris Saint-Germain FC: Gianluigi Buffon; Thilo Kehrer; Thiago Silva; Presnel Kimpembe; Juan Bernat; Marco Verratti (Leandro Paredes 75’); Marquinhos; Dani Alves; Ángel Di María (Colin Dagba 81’); Julian Draxler; Kylian Mbappé

A FIGURA:

Fonte: UEFA

Angel Di María – Num palco onde não conseguiu brilhar ao mais alto nível, Di María foi feliz no regresso a Old Trafford. Diretamente ligado aos dois golos do PSG, o extremo argentino desequilibrou um jogo que estava a ser pautado pelo equilíbrio.

O FORA DE JOGO

Fonte: UEFA

Paul Pogba – O francês, que tem vindo a melhorar as suas exibições desde a chegada de Solskjaer ao comando técnico do Manchester United, teve uma noite para esquecer. Bastante escondido do jogo, cometeu muitas faltas e acabou por ser expulso, o que o impossibilitará de ajudar a sua equipa na difícil tarefa de reverter a eliminatória em Paris.

 

 

Foto de Capa: UEFA

Guilherme Costa

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Sporting

A nova fase do leão | Shakhtar Donetsk x Sporting CP 

Anunciada a saída de Rui Borges do comando do Sporting e com Paulo Fonseca de malas feitas, os verdes e brancos preparam-se para enfrentar o Shakhtar Donetsk, em solo inglês, em embate relativo à quarta jornada da Liga dos Campeões. Ainda na ressaca do primeiro desaire europeu, sofrido em Alvalade diante do LASK por 3-2, os pupilos orientados por Tiago Fernandes, treinador interino que vai constar no banco de Stamford Bridge, apontam as suas fichas ao regresso aos triunfos, numa fase em que vão entrar num ciclo completamente exigente na prova milionária, com encontros marcados com gigantes do futebol europeu.

Inês Flores · 3 min de leitura
Ler a crónica
Benfica

Depois do Halloween, apareceu um Diablito para evitar uma ida do Benfica às bruxas

Uma equipa grande também se faz naqueles jogos mais chatinhos, onde a inspiração se perde nos poros de suor e nada parece correr bem. Será algo do género que Andreas Schjelerup terá ecoado ao intervalo, quando ficou no balneário, ou quando Gianluca Prestianni, talvez já moldado pelo peso do brilhantismo, enfrentou pela frente mais uma muralha de jogadores adversários. Se no final da época for feita uma compilação dos grandes momentos do Benfica, será pouco provável ver muitos lances deste jogo, talvez apenas aquele em que o argentino com um toque de classe fez a bola passar por entre as pernas de Touaizi, perdido no meio de tamanho inconformismo. O retrato geral, não o escondeu Marco Silva, numa dose de realismo que já há muito não se via nos corredores da Luz, foi desinspirado. Felizmente para os encarnados, há Echeverri. Não é o primeiro momento de brilhantismo desmedido do reforço de verão por quem a cláusula de opção de compra já se afigura uma mera formalidade, mas, fosse esse o caso, seria quase poético. Depois de se celebrar o Dia das Bruxas, Halloween para os falantes de inglês, brilhou no Estádio da Luz um Diablito, que impediu Marco Silva de procurar explicações para o tropeço nas bruxas e dissipou qualquer questão sobre os fantasmas do empate que assombraram o Benfica na última época. Quem tem um Joker assim, pode sempre sorrir.

Diogo Ribeiro · 5 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.