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Os 5 pontos de destaque nas meias finais da Liga dos Campeões

Diogo Soares Loureiro · 4 min

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Se por todas as vicissitudes e pela anormal longevidade, este já seria um ano atípico, ainda mais se tornou quando vimos o desfecho dos jogos dos quartos de final, com todas as surpresas e tomba gigantes. Seguem-se as meias finais.

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Temos tido competição a sério, com muita qualidade e com excelentes espetáculos.

Aqui seguem os cinco pontos de especial interesse para seguirmos nesta “final four” da Liga dos Campeões, edição 2019/2020.

5.

Favoritismo FC Bayern Munique – Quando se iniciou o “mini torneio” de Lisboa, a equipa bávara já se apresentava com um dos claros favoritos à vitória final. Mas a cada dia que passou, esse favoritismo foi-se tornando cada vez maior.

Primeiro com a queda do Atlético de Madrid, depois com o esmagamento do FC Barcelona e finalmente com a eliminação do Manchester City, as equipa que pareciam poder ter capacidade para contrariar o favoritismo do Bayern foram ficando pelo caminho, e neste momento, a equipa alemã parece ter todas as condições para levantar o caneco: é a equipa mais poderosa, está num momento de forma tremendo e é a equipa com mais experiência (ao ponto de ser a única em prova que já venceu o troféu).

Esta edição 2019/2020 tem-nos demonstrado que não existem vencedores antecipados, mas se a equipa de Munique não abordar os jogos com excesso de confiança, e jogar o que pode e sabe, não se prevê desfecho diferente que não o de Neuer a levantar a taça no dia 23 de maio.

4.

Duelo Upamecano vs Neymar – Vai dar faísca.

Os MVPs dos quartos de final, nas suas respetivas partidas, vão agora entrar em campo para um duelo direto, que tem tudo para ser um dos grandes destaques desta meia-final.

Frente à Atalanta, Neymar esteve absolutamente endiabrado, juntando um recorde de dribles bem executados e criando enormes dificuldades na defensiva italiana. Já Upamecano fez o Atlético provar do próprio veneno, e registou uma exibição imperial do ponto de vista defensivo, não deixando o Atlético aproveitar as suas transições venenosas.

Quem levará a melhor?

3.

Jogadores em destaque – Existe um conjunto de jogadores com registos e exibições impressionantes nesta temporada na Liga dos Campeões: 

  • Upamecano, Angelino e Sabitzer do RB Leipzig;
  • Anthony Lopes (o único português ainda em prova), Houssem Aouar, Caqueret, Bruno Guimarães e Memphis Depay do Lyon;
  • Neymar e Marquinhos do Paris Saint Germain.
  • Da parte do Bayern de Munique é difícil destacar alguém, simplesmente estamos a falar de uma equipa completa, harmoniosa em que todos os jogadores desempenham o seu papel na plenitude. Mas se me pedirem (muito muito) para escolher três nomes, aqui vão eles – Alphonso Davies, Kimmich e Lewandowski.

Aguardamos para que nas meias-finais o nível exibicional destes jogadores permaneça o mesmo em relação ao que têm exibido até agora.

2.

Possibilidade de um novo vencedor da prova – Como já referi anteriormente, dos quatro semi-finalistas só o Bayern de Munique já venceu a prova. Para algumas das equipas é inclusivamente a primeira vez que atingem este patamar da competição.

Será que o Bayern confirma o favoritismo? Será que o PSG finalmente consegue o sonho que persegue há anos? Será o “verdinho” RB Leipzig a levantar o caneco? Ou haverá espaço para o Lyon continuar a surpreender? Estamos sem dúvida perante um ano atípico, com duas equipas francesas e duas equipas alemãs ainda em prova.

Ano sem exemplo ou mudança no paradigma do futebol europeu?

1.

Variedade de estilos de jogo – Para mim o principal foco de destaque trata-se de estarmos perante quatro equipas com abordagens de jogo completamente diferentes e com dinâmicas e sistemas bastante distintos. 

Estas meias-finais serão interessantes não só para quem olha apenas para o lado “estético” do jogo e para o espetáculo, mas igualmente para os que gostam de estar atentos à parte tática do jogo.

Temos equipas que apresentam linha defensiva com quatro unidades, outras com três, equipas de posse e equipas de transição, entre outras nuances ainda mais profundas. Mais uma demonstração de que não há uma forma de jogar ou abordar o jogo mais ou menos correta.

Venham esses jogos!

Diogo Soares Loureiro

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