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SSC Napoli 1-0 Liverpool FC: Ninguém resiste para sempre

Gonçalo Miguel Santos · 4 min

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O estádio San Paolo recebeu um dos jogos grandes desta segunda jornada da Liga dos Campeões. Um jogo que colocou frente a frente Nápoles e Liverpool. Os italianos na primeira jornada não foram além de um empate na Sérvia diante do Estrela Vermelha, enquanto que os ingleses somaram três pontos, num triunfo suado e só garantido ao cair do pano frente ao Paris Saint Germain. Comparativamente com os 11 que alinharam no jogo passado, os treinadores procederam algumas alterações. Ancelotti, treinador do conjunto italiano, trocou Zielinski por Hamsík, fazendo cair Ruiz para o lado esquerdo do setor intermediário. Por outro lado, Klopp retirou Henderson e Sturridge, substituindo-os por Keyta e Firmino, respetivamente.

Assistiu-se a um primeiro tempo desprovido de grandes oportunidades, decorrente do facto de as equipas estarem “muito bem encaixadas uma na outra”, com linhas defensivas bastante compactas e tornando o jogo maioritariamente disputado a meio campo, não dando lugar assim a um elevado caudal ofensivo para nenhuma das partes. Contudo, dentro do registo de equilíbrio, que foi a primeira parte, é possível afirmar que a equipa napolitana foi quem mais se mostrou e procurou pela vantagem, colecionando duas oportunidades de golo e a supremacia no capítulo da posse de bola.

A primeira grande oportunidade, à passagem dos 11 minutos de jogo, surgiu por intermédio de Insigne, que com um remate forte, a arrasar o poste esquerdo da baliza de Alisson, deixou o cheiro a golo no San Paolo e materializou a excelente entrada do Nápoles na partida com esta bela chance. Nota também para a infeliz lesão de Naby Keita nesta primeira parte. Após extensos e “enfadonhos” minutos de um espetáculo com pouca história, o jogo torna a ganhar algum interesse e alento com um potente remate de autoria de Milik.

Chegava assim o término da primeira parte, que apesar de alguma superioridade, por parte do Nápoles, mostrava no marcador um resultado que se deve considerar justo.

Mantendo-se a mesma toada da primeira parte, dentro daquilo que era o equilíbrio da partida, foi de novo o Nápoles quem mais se mostrava e foi acumulando oportunidades:

50´ na conclusão de uma boa jogada de entendimento coletivo, Milik rematou rasteiro fora da área, mas viu mais uma vez Alisson negar-lhe o golo com uma defesa de belo efeito.

52´nova intervenção de Alisson, desta feita anulando o golo a Fabian Ruiz, ao rematar também fora da área, num lance que se tornara frequente dada a fragilidade que a linha defensiva dos red iam apresentando.

Ao final de 20 minutos de total controlo napolitano, o Liverpool deu finalmente um ar de sua graça. Mohamed Salah surge pela primeira vez em evidência e quase que marcava. Gesto técnico que lhe é bastante habitual, um remate em força sobre o poste direito da baliza de David Ospina.

Após este tentativa de inverter a tendência por parte da equipa de Klopp, tudo regressou ao normal com o Nápoles a assumir as despesas do jogo e a começar a “colocar mais carne no assador”. A linha defensiva subiu, foi feita uma pressão alta e a equipa do Liverpool ficou submetida aos últimos 30 metros do campo. As repercussões desta abordagem rapidamente se fizeram sentir. Primeiro com Callejon na cara do guarda-redes a perder para o adversário e depois, já dentro dos últimos 10 minutos da partida, Dries Mertens teve nos pés a melhor oportunidade da partida, mas não correspondeu de forma exímia ao cruzamento de Mário Rui e atirou à barra de Alisson. O Liverpool podia respirar de novo e continuava a resistir a este pressing dos italianos.

Fonte: UEFA

Está escrito que apenas os gatos têm sete vidas…E assim foi, o Liverpool não podia nem sequer merecia, sobreviver para sempre. Foi assim, à passagem do minuto 90, que Insigne coloca a sua equipa em vantagem. Uma jogada que é um hino ao futebol. Depois de segundos de paciência e posse, o Nápoles guardou a bola e depois lançou o ataque rapidíssimo, com a mudança do jogo para a extrema direita, cheia de combinações e passes, que colocam Callejon em excelente posição para oferecer o golo, ao internacional italiano, Lorenzo Insigne, que mergulha para empurrar a bola e fixar o 1-0 final.

Justiça no marcador. Vitória para os napolitanos, que assim viram recompensada a boa exibição e o claro domínio sobre os adversários, ganhando ainda enorme motivação para seguir em frente na prova.

Onzes iniciais

SSC Napoli: David Ospina, Mário Rui, Nikola Maksimovic, Kalidou Koulibaly, Raúl Albiol, Allan, Fabián Ruiz( Verdi´68), Marek Hamsík(Zielinski´81), José María Callejón, Lorenzo Insigne, Arkadiusz Milik(Mertens´68)

Liverpool FC: Alisson Becker, Virgil van Dijk, Joe Gómez, Andy Robertson, Alexander-Arnold, Gini Wijnaldum, James Milner(Fabinho´76), Naby Keita(Henderson´19), Roberto Firmino, Sadio Mané(Sturridge´89), Mohamed Salah

A FIGURA:

Fonte: Liverpool FC

Alisson – Quem dá tudo o que tem merece o destaque. Aguentou até onde pode, foi o principal responsável pela resistência dos red ter durado 90 minutos e não apenas 11. Leva deste jogo um enorme conjunto de defesas e certamente a sensação de impotência por sair prejudicado mesmo tendo feito um trabalho quase imaculado.

O FORA-DE-JOGO:

Fonte: Liverpool FC
Jürgen Klopp – Se há vezes em que esta análise é discutível, hoje não: o treinador tem culpas no resultado da sua equipa. Transmitiu uma tremenda falta de vontade em ganhar a partida, limitando-se a defender e a tentar não sofrer golos, esperando quem sabe por lance furtuito. Exige-se mais para o finalista da temporada passada, ainda para mais com jogadores munidos em qualidade e com valências para ganhar a qualquer equipa. Klopp deveria ter feito mais!
Foto de Capa: UEFA
Gonçalo Miguel Santos

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