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Agora que chegamos ao fim de mais uma época da La Liga, na qual o Barcelona conquistou o seu 25º título de campeão nacional, é altura de olharmos para os últimos nove meses de futebol nas terras de nuestros hermanos e ver quais foram os jogadores que inesperadamente se afirmaram nas suas equipas, quer sejam jovens ou quase veteranos.
5.

Gonçalo Guedes –Embora continue a pecar na finalização, conseguiu apontar cinco golos em todas as competições, bem como 11 assistências. Afirmou-se no onze inicial do Valencia, apesar de um final de época mais fraco. Emprestado pelo PSG ao Valencia CF no início da época, o avançado português mostrou que a pouca utilização nos seis meses que passou em França não lhe retiraram a qualidade que tinha vindo a demonstrar no Benfica. Antes pelo contrário: mostrou-se um jogador mais maturo e fisicamente evoluído.
Talvez esta época ainda não seja suficiente para ir ao Mundial, mas uma coisa é certa: Gonçalo Guedes tem de começar já a pensar no Europeu de 2020. E a sua melhor hipótese de lá chegar passará, muito provavelmente, por uma saída definitiva do Parque dos Príncipes.
4.

Sergio Léon – Este é o primeiro dos “velhotes” a aparecer nesta lista. Já tem 29 anos, mas só na época passada é que pisou pela primeira vez os relvados da La Liga, pelo Osasuna, após uma longa carreira nos escalões inferiores do futebol espanhol. Nesta época, ao serviço do Real Betis, apontou onze golos, sendo o melhor marcador da formação de Sevilha.
A sua inclusão serve ainda como uma forma de realçar a excelente campanha do Real Betis, que terminou o campeonato em sexto lugar, a sua melhor classificação desde 2004. Tudo isto tendo apenas chegado à primeira divisão há apenas três anos.
3.

Thomas Partey – O médio defensivo ganês é, no fundo, tudo aquilo que Diego Simeone quer num trinco: alto, forte e incapaz de desistir de um lance.
Tendo apenas jogado em dez partidas do campeonato no ano passado (cinco das quais como substituto), conseguiu nesta época ganhar o seu espaço na equipa do Atletico de Madrid. Moostrou-se um distribuidor de jogo anormalmente bom para alguém da sua estatura física, criando inúmeras situações de golo com os seus passes longos. Na defesa, providenciou a Godín e Gímenez um precioso apoio, especialmente em situações de bola parada. Por falar em bolas paradas, o golo contra o Deportivo La Coruña foi um dos seus grandes destaques nesta época.
Uma vez que o Gana não se qualificou para o Mundial, o jovem não se poderá mostrar neste verão; esperemos, então, que em 2022 embarque para o Qatar já como um trinco de referência no futebol europeu.
2.

Rodrigo Moreno – O segundo ex-atacante do Benfica que agora representa o Valencia CF nesta lista, Rodrigo chegou ao emblema espanhol em 2014. Desde então, até setembro de 2017, conseguira apenas dez golos na La Liga; nesta época, apontou 16 tentos, o que lhe valeu o estatuto de melhor marcador da equipa.
O seu talento técnico era inegável desde que se mostrara ao serviço do Benfica, mas já desde essa altura que se percebia que faltava alguma cabeça fria, uma capacidade de decisão e uma capacidade física que certamente viria com a idade. Após três épocas sem dar grandes provas do seu valor, os adeptos começaram a ficar impaciente com o avançado espanhol.
Mas a chegada de Marcelino ao comando do plantel transformou Rodrigo. Finalmente teve alguém que apostasse regularmente nele e deixou de jogar na ala, voltando à sua posição preferida, no corredor central.
Com 27 anos, Rodrigo ainda vai a tempo de realizar excelentes épocas. Mostrou o que sabe fazer quando joga onde quer.
1.

Paulinho – No início da época, facilmente se poderia escrever um top 5 de razões pelas quais a contratação de Paulinho por parte do FC Barcelona era uma má ideia; mas a verdade é que o médio brasileiro de 29 anos foi uma agradável surpresa para os adeptos blaugrana.
Tendo começado a carreira no Corithians, do Brasil, a primeira experiência de Paulinho do futebol europeu foi com o Tottenham Hotspurs, que o contratou na época de 2013/2014. Dizer que essa época lhe correu manifestamente mal é um eufemismo, necessário para não utilizar linguagem imprópria e, provavelmente, mais adequada àquilo que foi a prestação do médio brasileiro.
Em 2016, viaja para a China, para representar o Guanghzou Evergrande. Para muitos, este parecia ser o fim da sua carreira no Velho Continente. Mas no verão de 2017 os dirigente do Barcelona, a precisarem de um médio mais possante fisicamente, que pudesse fazer dupla com Busquets e substitui-lo quando necessário, apostaram em Paulinho.
Uma aposta no mínimo arriscada, mas que deu frutos: deu estabilidade a um meio campo que parecia cada vez menos seguro defensivamente e contribuiu ofensivamente com nove golos e duas assistências. Revelou uma visão de jogo e qualidade de passe que certamente deixou os adeptos do Tottenham a puxar os cabelos, pensando no porquê de nunca terem visto este Paulinho em Inglaterra.
No fundo, foi a grande revelação da época. Não porque ninguém esperava nada de si, mas sim porque todos esperavam o pior de si.
Com o Mundial à porta, esta era a época de que o médio brasileiro precisava.
Foto de capa: La Liga
Artigo revisto por: Jorge Neves









