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O eclipse de Rony

Ruben Brêa Marques · 2 min

Rony Lopes
Foto: Sevilla FC

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Rony Lopes, extremo internacional de 24 anos, é um dos maiores talentos do futebol português. Dono de uma capacidade técnica invejável, desde receção, passe, condução, cruzamento e remate, o desequilibrador formado no SL Benfica e Manchester City FC, vive momentos difíceis nesta fase da carreira. Tratando-se de um jogador com mais do que qualidade para estar regularmente nas convocatórias de Fernando Santos, a gestão da sua carreira interessa aos adeptos portugueses e, portanto, é pertinente fazer um ponto de situação atual.

No dia 14 de agosto de 2019, o Sevilla FC anunciava a aquisição de Rony Lopes ao AS Mónaco por uma quantia a rondar os 25 milhões de euros, a contratação mais cara da História do clube. Apesar de o clube francês estar ao nível da grandeza do clube espanhol, a La Liga tem um prestígio e reconhecimento superior à Ligue 1. Numa fase de reestruturação do clube andaluz, que procura voltar a ser campeão espanhol e consolidar-se nas eliminatórias da Liga dos Campeões, Rony acabou por ser a principal aquisição da era “Monchi & Lopetegui”.

Para além disso, não só houve uma aposta forte no extremo português, como houve um abdicar de um dos principais jogadores do conjunto espanhol para a equipa francesa – Wissam Ben Yedder – de forma a facilitar o negócio.

A verdade é que, Rony, tem somente oito participações em janeiro, sendo que soma grande parte dos minutos na Liga Europa (na La Liga, tem apenas uns assustadores 11 minutos). E o cenário parece que não irá mudar. Parece claro que, Julen Lopetegui não conta com o português, até porque na última partida (empate a um ante o Athletic Bilbao), com várias lesões na posição de extremo, o internacional português, mesmo assim, ficou fora dos convocados e Oliver Torres jogou adaptado, com o menino de 18 anos, Bryan Gil, no banco.

Rony ainda só foi titular em jogos da Liga Europa
Fonte: Sevilla FC

Com o Sevilla FC nos 16 avos da Liga Europa e a apenas cinco pontos do primeiro lugar, naturalmente, Lopetegui tem os créditos todos e, provavelmente, não restará grandes hipóteses a Rony. Ou continua até maio seguindo esta tendência de pouca utilização à espera que mude ou, já em janeiro, procura a saída.

No entanto, é difícil de perceber o porquê do insucesso do português. Um jogador desconcertante, que defende razoavelmente e que ataca superiormente, consegue encaixar-se numa equipa do ADN do conjunto andaluz. É verdade que Lucas Ocampos tem estado irrepreensível nesta primeira metade de temporada, mas mesmo assim, surpreende que Rony seja uma carta tão fora do baralho como tem sido.

Interessados não devem faltar e, portanto, caberá ao atleta e seus conselheiros decidir se continuam a tentar mudar a opinião de Lopetegui ou se o melhor será cada uma seguir com a sua vida, sendo certo que, nesta fase da carreira, dificilmente o Sevilla FC terá o retorno do seu investimento.

Foto de Capa: Sevilla FC

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Ruben Brêa Marques

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