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Diego Simeone fez magia, uma vez mais, e conquista o seu oitavo troféu ao serviço da equipa da capital espanhola, desta vez mais um saboroso campeonato que escapava desde a temporada 2013/2014.
Para se ter uma ideia do impacto do treinador argentino no clube, além de já ser o treinador dos colchoneros com mais títulos conquistados, conquistou oito dos 10 troféus que o clube colecionou nos últimos 12 anos, sendo que nas 14 épocas anteriores o clube não tinha levado qualquer troféu para a sua vitrine. O palmarés fala por si: duas ligas espanholas, duas ligas europa, uma taça de Espanha, uma supertaça de Espanha, duas supertaças europeias e duas finais de liga dos campeões, numa equipa que não tem nem de perto nem de longe os mesmos argumentos financeiros e desportivos de alguns dos seus mais diretos rivais.
Mas nem só de títulos se escreve a história deste Club Atlético de Madrid de Simeone, o percurso dos últimos anos fica marcado essencialmente pela enorme competitividade que o treinador argentino conseguiu incutir na equipa. Nos 10 anos anteriores à sua chegada os colchoneros não conseguiram alcançar, nem por uma vez, o terceiro posto. Desde a sua chegada, além de vencerem dois campeonatos, acabaram sempre no top 3, sendo que em duas ocasiões até no segundo posto. Isto sem falar nas quatro finais europeias, algo que o clube só por uma vez tinha alcançado na sua história.
Enfim, Simeone, um game changer.
Vamos então analisar os cinco jogadores mais importantes nesta epopeia vitoriosa de 2020/2021.
5.
𝐌𝐀𝐃𝐑𝐈𝐃 𝐄𝐒 𝐑𝐎𝐉𝐈𝐁𝐋𝐀𝐍𝐂𝐀 🔱❤️🤍💪🏼 #AúpaAtleti pic.twitter.com/qhSsOitMJ8
— Koke Resurrección (@Koke6) May 23, 2021
Koke – O capitão. Confesso que hesitei entre Koke e Angel Correa, um jogador que também desempenhou um papel muito importante, mas um bom campeão tem sempre de ter um bom capitão.
Koke é pau para toda a obra. Além de desempenhar bem todas as posições do meio-campo, é um jogador profundamente identificado com a cultura do treinador, do clube e dos adeptos.
Intenso, concentrado, lutador, regular. Um menino da casa que funciona como uma “chave mestra” pela sua adaptabilidade tanto no momento defensivo como ofensivo. Após a saída de Gabi, Koke tornou-se a personificação do treinador dentro do campo.
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🔝 ¡Qué jugador… y que pedazo de look!💇♂️😜#CampeonesPartidoAPartido pic.twitter.com/FNY8S8yS1x
— ❤️🤍🏆 CAMPEONES 🏆❤️🤍 (@Atleti) May 23, 2021
Ferreira Carrasco – Depois de uma passagem pouco brilhante pela China, onde parecia que ia “desaparecer do mapa desportivo”, só Diego Simeone para pegar neste jogador e numa fase já avançada da carreira fazer dele um falso lateral/ala esquerdo absolutamente decisivo.
Além de ter tido a capacidade de se adaptar e passar mais tempo útil de jogo no momento defensivo do que no ofensivo, os seus rasgos de génio deram golos, assistências e pontos fundamentais nesta caminhada. Foi sempre o quebra-cabeças, capaz de virar os jogos mais fechados ou bloqueados.
Confesso que já não contava ver Ferreira Carrasco a fazer uma época destas.
3.
Oblak – A melhor defesa da prova tem o melhor guarda-redes do campeonato, talvez até o melhor guarda-redes do mundo.
Apelidado pelo seu treinador como “o Messi das balizas”, é um jogador absolutamente essencial na manobra defensiva da equipa, na presença, na segurança que transmite, na liderança silenciosa. Mesmo sem fazer defesas ajuda a equipa a não sofrer.
Um jogador que parece mentalmente de gelo, com pouquíssimos erros que nos possamos recordar. Talvez o guarda-redes mais regular do mundo, fez mais uma excelente época, salvando inclusivamente penaltis em “extra time” que valeram pontos de ouro.
“O Barcelona tem o Messi, nós temos o Oblak. É fantástico e resolve jogos” – mencionou Simeone em 2020 após a vitória do Atlético de Madrid em Anfield Road frente ao Liverpool FC.
2.
Nacidos para ganar.
❤️🤍 #CampeonesPartidoAPartido pic.twitter.com/OtmSAsOCl4
— ❤️🤍🏆 CAMPEONES 🏆❤️🤍 (@Atleti) May 24, 2021
Luís Suarez – O dispensado.
O futebol devolve-te quase sempre o esforço, mais tarde ou mais cedo. A forma surreal e injusta como foi dispensado do FC Barcelona por ser “velho” (sim, o mesmo clube que acabou de anunciar a contratação de Kun Aguero com a mesma idade…) iniciou um guião de um verdadeiro filme dramático.
Quem aproveitou foi, uma vez mais, o perspicaz Diego Simeone e o Atlético de Madrid, que contratam um craque a custo zero que lhes garantiu 21 golos e um rendimento chave para a conquista do título. Foi, por exemplo, o jogador que consumou a reviravolta nos dois últimos jogos da temporada, quando o atual campeão espanhol começou a perder frente ao Osasuna e ao Valladolid.
Aos 34 anos, ainda que sem a velocidade de outros tempos, transpira classe e qualidade. Para muitos o MVP deste Atlético campeão.
1.
Feliz por la victoria y feliz por el doblete. ¡Vamooooossss, equipo! ¡A seguir! 😜😜😜😜🤞🏻#AúpaAtleti 🔴⚪️ pic.twitter.com/RqPkIxp12o
— Marcos Llorente (@marcosllorente) April 18, 2021
Marcos Llorente – Absolutamente brilhante.
Ao longo da época Marcos Llorente foi médio defensivo (posição de origem), médio centro, extremo, avançado e lateral direito. Sempre brilhante, sempre preponderante.
O jogador que mais surpreendeu na época e que acaba o campeonato com dois dígitos de golos e assistências. Além da conquista do campeonato, outra das principais conquistas do treinador argentino foi esta: a forma como conseguiu potenciar e “criar” um jogador que parecia perdido nas reservas do Real Madrid.
Durante grande parte da época foi o jogador que “carregou” o jogo ofensivo da equipa, decidindo inúmeros jogos.
Llorente tem velocidade, inteligência, agressividade, capacidade de finalização e uma resistência fora do normal. Um touro de força. O touro de Madrid.









