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Os 5 jogadores mais decisivos no título do Club Atlético de Madrid

Diogo Soares Loureiro · 4 min

Foto: La Liga

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Diego Simeone fez magia, uma vez mais, e conquista o seu oitavo troféu ao serviço da equipa da capital espanhola, desta vez mais um saboroso campeonato que escapava desde a temporada 2013/2014.

Para se ter uma ideia do impacto do treinador argentino no clube, além de já ser o treinador dos colchoneros com mais títulos conquistados, conquistou oito dos 10 troféus que o clube colecionou nos últimos 12 anos, sendo que nas 14 épocas anteriores o clube não tinha levado qualquer troféu para a sua vitrine. O palmarés fala por si: duas ligas espanholas, duas ligas europa, uma taça de Espanha, uma supertaça de Espanha, duas supertaças europeias e duas finais de liga dos campeões, numa equipa que não tem nem de perto nem de longe os mesmos argumentos financeiros e desportivos de alguns dos seus mais diretos rivais.

Mas nem só de títulos se escreve a história deste Club Atlético de Madrid de Simeone, o percurso dos últimos anos fica marcado essencialmente pela enorme competitividade que o treinador argentino conseguiu incutir na equipa. Nos 10 anos anteriores à sua chegada os colchoneros não conseguiram alcançar, nem por uma vez, o terceiro posto. Desde a sua chegada, além de vencerem dois campeonatos, acabaram sempre no top 3, sendo que em duas ocasiões até no segundo posto. Isto sem falar nas quatro finais europeias, algo que o clube só por uma vez tinha alcançado na sua história.

Enfim, Simeone, um game changer.

Vamos então analisar os cinco jogadores mais importantes nesta epopeia vitoriosa de 2020/2021.


5.


Koke – O capitão. Confesso que hesitei entre Koke e Angel Correa, um jogador que também desempenhou um papel muito importante, mas um bom campeão tem sempre de ter um bom capitão.

Koke é pau para toda a obra. Além de desempenhar bem todas as posições do meio-campo, é um jogador profundamente identificado com a cultura do treinador, do clube e dos adeptos.

Intenso, concentrado, lutador, regular. Um menino da casa que funciona como uma “chave mestra” pela sua adaptabilidade tanto no momento defensivo como ofensivo. Após a saída de Gabi, Koke tornou-se a personificação do treinador dentro do campo.

4.


Ferreira Carrasco – Depois de uma passagem pouco brilhante pela China, onde parecia que ia “desaparecer do mapa desportivo”, só Diego Simeone para pegar neste jogador e numa fase já avançada da carreira fazer dele um falso lateral/ala esquerdo absolutamente decisivo.

Além de ter tido a capacidade de se adaptar e passar mais tempo útil de jogo no momento defensivo do que no ofensivo, os seus rasgos de génio deram golos, assistências e pontos fundamentais nesta caminhada. Foi sempre o quebra-cabeças, capaz de virar os jogos mais fechados ou bloqueados.

Confesso que já não contava ver Ferreira Carrasco a fazer uma época destas.

 

3.

Oblak – A melhor defesa da prova tem o melhor guarda-redes do campeonato, talvez até o melhor guarda-redes do mundo.

Apelidado pelo seu treinador como “o Messi das balizas”, é um jogador absolutamente essencial na manobra defensiva da equipa, na presença, na segurança que transmite, na liderança silenciosa. Mesmo sem fazer defesas ajuda a equipa a não sofrer.

Um jogador que parece mentalmente de gelo, com pouquíssimos erros que nos possamos recordar. Talvez o guarda-redes mais regular do mundo, fez mais uma excelente época, salvando inclusivamente penaltis em “extra time” que valeram pontos de ouro.

“O Barcelona tem o Messi, nós temos o Oblak. É fantástico e resolve jogos” – mencionou Simeone em 2020 após a vitória do Atlético de Madrid em Anfield Road frente ao Liverpool FC.

 

2.


Luís Suarez – O dispensado.

O futebol devolve-te quase sempre o esforço, mais tarde ou mais cedo. A forma surreal e injusta como foi dispensado do FC Barcelona por ser “velho” (sim, o mesmo clube que acabou de anunciar a contratação de Kun Aguero com a mesma idade…) iniciou um guião de um verdadeiro filme dramático.

Quem aproveitou foi, uma vez mais, o perspicaz Diego Simeone e o Atlético de Madrid, que contratam um craque a custo zero que lhes garantiu 21 golos e um rendimento chave para a conquista do título. Foi, por exemplo, o jogador que consumou a reviravolta nos dois últimos jogos da temporada, quando o atual campeão espanhol começou a perder frente ao Osasuna e ao Valladolid.

Aos 34 anos, ainda que sem a velocidade de outros tempos, transpira classe e qualidade. Para muitos o MVP deste Atlético campeão.

1.


Marcos Llorente – Absolutamente brilhante.

Ao longo da época Marcos Llorente foi médio defensivo (posição de origem), médio centro, extremo, avançado e lateral direito. Sempre brilhante, sempre preponderante.

O jogador que mais surpreendeu na época e que acaba o campeonato com dois dígitos de golos e assistências. Além da conquista do campeonato, outra das principais conquistas do treinador argentino foi esta: a forma como conseguiu potenciar e “criar” um jogador que parecia perdido nas reservas do Real Madrid.

Durante grande parte da época foi o jogador que “carregou” o jogo ofensivo da equipa, decidindo inúmeros jogos.

Llorente tem velocidade, inteligência, agressividade, capacidade de finalização e uma resistência fora do normal. Um touro de força. O touro de Madrid.

Diogo Soares Loureiro

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