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Real Madrid CF 0-3 FC Barcelona: Xeque-mate real!

Pedro Machado · 3 min

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Cabeçalho Liga Espanhola

 

Xeque-mate! Ao vencer o Real Madrid no Santiago Bernabéu, o Barcelona hipotecou, praticamente, as hipóteses do rival chegar ao bicampeonato, deixando-o a 14 pontos da liderança, por si ocupada. Como foi isto acontecer? Há explicações que vão de Messi a Suarez, e que passam por Carvajal, mas já lá vamos.

Comecemos pelo início. O Barcelona entrava em campo tranquilo, o Real Madrid tinha urgência em ganhar. Ainda assim, Zidane preferiu tirar rasgo  e criatividade ao meio-campo (Isco e Asensio ficaram no banco) e dar-lhe maior capacidade de pressão, com Kovacic. Pensou que o Barcelona começaria a anular-se no seu ataque. E pensou bem. O croata “colou-se” a Busquets e os blaugrana tiveram dificuldades em sair a jogar, pertencendo ao Real a iniciativa de jogo durante os primeiros vinte minutos, ainda que sem oportunidades de grande realce (Cristiano Ronaldo chegou a aparecer em posição prometedora… mas falhou a bola).

Porém, este Barcelona é inteligente e maleável, tal como o seu treinador. Perante este contexto, Ernesto Valverde mandou compactar o seu bloco, fazendo recuar os médios de construção e Messi e a equipa começou a respirar melhor perante a pressão merengue. A partir daqui o jogo dividiu-se, e houve oportunidades de perigo para ambos os lados. Paulinho, por duas vezes (uma delas isolado por Messi em zona mais recuada), esteve perto do golo; Cristiano Ronaldo e Benzema (atirou, de cabeça, ao poste), também. A primeira parte terminaria, porém, sem que o placard fosse colorido.

CR7 esteve perto de inaugurar o marcador na primeira parte Fonte: La Liga
CR7 esteve perto de inaugurar o marcador na primeira parte
Fonte: La Liga

A segunda parte conheceu um Barcelona mais criterioso na hora de sair a jogar e um Real Madrid algo adormecido, deixando de conseguir exercer a pressão ofensiva que efetuou na primeira parte. O corredor central madrileno ficou livre para ser explorado pelo rival, que agradeceu a generosidade. Rakitic começou a mover-se como quis e a gizar o jogo blaugrana com um certo à vontade. Foi assim que proporcionou oportunidades de perigo aos seus colegas, nomeadamente Suarez, que desperdiçou a primeira oportunidade criada por Rakitic, mas não a segunda, inaugurando o marcador à passagem dos 10 minutos da segunda parte.

O Real Madrid não conseguiu reagir, o Barcelona continuava a crescer no encontro e chegou mesmo ao segundo golo, através de uma grande penalidade, convertida por Messi, aos 65 minutos, que se revelou como lance capital para o desfecho do encontro. Não só porque resultou no segundo golo blaugrana, mas também por significar a expulsão de Carvajal, que se opôs com a mão a um cabeceamento de Paulinho para a baliza deserta.

Em superioridade numérica, com dois golos de vantagem e com 25 minutos para disputar, O vencedor estava encontrado. O Real tentou dar mostras de incoformismo e até esteve perto do golo por Bale (entrou, juntamente com Isco, para os lugares de Kovacic e Casemiro) e Sergio Ramos, teve razões de queixa da arbitragem (duas mãos na àrea blagurana), mas foi o Barcelona a ampliar a vantagem, sob o apito final, por Aleix Vidal, que confirmou a 93ª vitória do Barcelona em Classicos e que significa, também, o adeus madrileno ao título. Recuperar 14 pontos (podem ser 11, sim, se o Real conseguir vencer o jogo que tem em atraso) a um Barcelona tão regular e tão inteligente parece tarefa impossível.

Foto de capa: Real Madrid CF

A FIGURA

Fonte: FC Barcelona
Fonte: FC Barcelona

Ivan Rakitic (FC Barcelona) – O crescimento do Barcelona durante a segunda parte deveu-se, em parte, ao adormecimento merengue, mas se não houvesse quem o aproveitasse, podia passar despercebido. Mas não passou. Porque Rakitic soube como explorar a passividade merengue no corredor central, desenhando a vitória blaugrana com o encanto e o brio de pés mágicos e aos quais o futebol mundial já está habituado.

FORA-DE-JOGO

Fonte: Real Madrid CF
Fonte: Real Madrid CF

Casemiro (Real Madrid CF) – Seria fácil apontar o dedo a Carvajal por ter visto vermelho directo, mas seria injusto também. Afinal, o espanhol limitou-se a sacrificar em prol da equipa, num lance em que até foi o menor dos culpados, porque não era ele o responsável de trancar o corredor central. Casemiro, sim. E merece mais este prémio que o espanhol, embora o pudesse dividir com os parceiros do meio-campo. Porém, sendo o jogador mais recuado, é mais responsável que eles pelo crescimento blaugrana e pela consequente derrota merengue.

Pedro Machado

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