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“O Ajax nem devia estar na Liga Europa”, disse José Mourinho após o duelo frente ao Crystal Palace no passado domingo, alegando que a prova devia ser exclusivamente disputada por clubes que a disputam desde o início, reprovando a integração dos que provém do 3º lugar da fase de grupos da Champions.
Não precisava de o dizer. Podia perfeitamente ficar-se pelos elogios que deu à equipa holandesa, mas deu essa alfinetada. Escolheu fazê-lo. Porque já sente o frenesim do aproximar da final de uma Liga Europa que quer, como demonstra estas declarações e não só, vencer.
Não se trata só do bónus da qualificação directa para a fase de grupos da Champions. Trata-se, também, do prestígio de um título europeu que o “seu” Manchester United ainda não tem na sua enorme sala de troféus e que a glória e o orgulho pessoal do Special One querem abarcar.
Tudo factores que desmentem a “secundarização” da Liga Europa. Porque em jogo está um dia inesquecível para qualquer clube. Ganhe ou perca. Em jogo está a conquista de uma prova cuja conquista atesta a competência do clube, dos seus representantes e, por inerência, a dos seus adeptos.

Fonte: DailyMail
Adeptos, esses, que nunca apagarão da memória cada momento de cada final disputada pelos seus clubes. Pergunte-se aos do Atlético de Madrid se alguma vez esqueceram os golos de Forlán diante do Fulham ou aos do Chelsea se não se recordam do cabeceamento de Ivanovic que deu a vitória sobre o SL Benfica ou aos do FC Porto, claro, se algum dia precisarão que lhe relembrem da cabeçada vitoriosa de Falcao diante do SC Braga.
Esses adeptos lembram-se de tudo o que aconteceu nessas finais. Das imagens, dos golos, dos treinadores, dos amarelos, dos vermelhos, das datas, dos àrbitros… enfim, dos números. E nós também. Seria injusto, porém, guardá-los só para nós. Por isso, apresentamo-vos os dados sobre as finais da Liga Europa (desde 2010, ano da primeira final).
Desde a forma como foi marcado cada golo, até aos recordes dos treinadores, passando pelos guarda-redes.
Sejam bem-vindos à Força dos Números.
Foto de capa: Zimbio.com
GUARDA-REDES
13 guarda-redes diferentes

Fonte: Zimbio.com
Ao longo das 7 finais da competição, ainda só houve um guarda-redes que marcasse presença em mais que uma final, e, curiosamente, alinhou por dois clubes portugueses diferentes: Artur Moraes perdeu as duas finais que disputou ao serviço de SC Braga e SL Benfica, mas pode orgulhar-se de ser o único ‘goleiro’ com esse feito. De Gea pode igualá-lo caso seja titular na final com o Ajax, já que esteve presente na primeira final da Liga Europa, ao serviço do Atlético de Madrid, contra o Fulham, ‘guardado’ por Schwarzer.
Para além destes três nomes, há a registar os de Helton (FC Porto), Courtois (Atlético), Iraizoz (Athletic), Cech (Chelsea), Beto (Sevilha), Oblak (Benfica), Boyko (Dnipro), Sergio Rico (Sevilha), Mignolet (Liverpool e David Soria (Sevilha).
4 guarda-redes não sofreram golos

Fonte: UEFA
Num recorde com forte marca portuguesa (1 guardião nacional e 2 em representação de equipas portuguesas), apenas 4 dos 13 guardiões mencionados acima não sofreram golos em finais da Liga Europa: Helton (FC Porto), Courtois (Atlético) Oblak (SL Benfica) e Beto (Sevilha).
3 golos sofridos

Fonte: itv
As finais da Liga Europa, como veremos mais à frente, têm, muitas vezes fartura de golos. Bom para o adepto que vê por fora, mau para o guarda-redes que está lá dentro.
Que o digam Iraizoz (Athletic), Artur (1 pelo SC Braga contra o FC Porto e 2 pelo SL Benfica frente ao Chelsea) e Mignolet (Liverpool), que consentiram 3 golos (recorde) em finais da Liga Europa, com a particularidade do primeiro e o último nome desta curta lista terem sofrido os tentos num só jogo – o espanhol frente ao Atlético de Madrid (3-0) e o belga frente ao Sevilha (3-2).
8 nacionalidades diferentes

Fonte: ecestaticos.com
Os chefes de segurança das finais da Liga Europa vieram de 8 países (e 3 continentes) diferentes.
Austrália (Schwarzer), República Checa (Cech), Portugal (Beto) Eslovénia (Oblak) e Ucrânia (Boyko) tiveram uma representação. A Bélgica (Cortouis e Mignolet) teve duas. O Brasil, três (Artur Moraes vezes dois e Helton). A Espanha, detém o recorde de presenças de ‘porteros’ do seu país em finais da Liga Europa, graças às contribuições de De Gea, Iraizoz, Sergio Rico e David Soria.
JOGADORES
149 jogadores, 31 nacionalidades diferentes

Fonte: Mirror
No total foram 149 os jogadores de campo utilizados em finais da Liga Europa, vindos de 31 países distintos e que incluem Nigéria, Geórgia ou Costa do Marfim.
A nação mais representada é, sem surpresa, Espanha, que já teve a presença de 35 atletas diferentes, superando-se aos 25 brasileiros e aos 14 portugueses (André Almeida, André Gomes, Ivan Cavaleiro e Rúben Amorim ao serviço do Benfica; João Moutinho, Rolando e Varela ao serviço do FC Porto; Custódio, Hugo Viana, Miguel García e Sílvio ao serviço do SC Braga; Simão pelo Atlético de Madrid e Daniel Carriço e Diogo Figueiras pelo Sevilha) com minutos de jogo na derradeira partida da prova.
19 disputaram mais que uma final

Fonte: SL Benfica
Coke, Vitolo, Daniel Carriço (todas pelo Sevilha), Lima (1 pelo SC Braga e 2 pelo SL Benfica) e Salvio (2 pelo Atlético de Madrid e 1 pelo SL Benfica) são recordistas, com 3 presenças cada um.
Logo atrás, com duas finais, surgem Banega, Mbia, Bacca, Iborra, Reyes, Gameiro e Kolodziejczak (ambas pelo Sevilha), Alvaro Dominguez (Atlético de Madrid) e Gaitán, Rodrigo, Luisão, André Almeida e Cardozo (ambas ao serviço do SL Benfica).
Há ainda espaço para Falcao (FC Porto e Atlético de Madrid) que se junta ao duo Lima e Salvio no restrito grupo de 3 jogadores que disputaram finais da Liga Europa ao serviço de clubes diferentes.
2 presenças como suplente-utilizado

Fonte: Goal.com
Salvio (Altético de Madrid), Kevin Gameiro e Iborra (ambos pelo Sevilha), foram os jogadores mais vezes escolhidos para entrar durante o decorrer de uma final da Liga Europa.
4 jogadores fizeram mais que um golo num jogo

Fonte: UEFA
Forlán e Falcao bisaram e decidiram a favor do Atlético de Madrid as finais da Liga Europa frente a Fulham e Athletic, respectivamente.
Bacca e Coke fizeram o mesmo, mas ao serviço do Sevilha diante do Dnipro e do Liverpool, respectivamente.
3 golos

Fonte:: Pinterest
Falcao, com três golos (2 pelo Atlético e 1 pelo FC Porto), é o jogador com mais golos em finais da Liga Europa. Dois golos de pé esquerdo (frente ao Athletic) e um de cabeça (frente ao SC Braga) dão, também, outro recorde ao colombiano – foi o único a marcar, em épocas diferentes, no jogo derradeiro.
GOLOS
19 golos marcados

Fonte: AFP
Em 7 finais da Liga Europa foram apontados 19 golos. Uma média que se aproxima dos 3 tentos por partida, tornando a competição numa das mais “produtivas” no jogo derradeiro.
9 golos com o pé direito

Fonte: Goal.com
Mais de metade dos golos foram apontados de pé direito. Forlán e Coke, com um bis por Atlético de Madrid (frente ao Fulham) e Sevilha (contra o Liverpool), respectivamente, foram quem mais marcou por esta via.
Os outros foram apontados por Simon Davies (Fulham), Fernando Torres (Chelsea), Krychowiak (Sevilha), Bacca (Sevilha) e Rotan (Dnipro).
7 golos com o pé esquerdo

Falcao foi quem mais usou o pé canhoto para fazer estragos – foi assim que assinou o tal bis pelo Atlético de Madrid ao Athletic.
Diego (Atlético), Cardozo (SL Benfica), Bacca (o único a marcar com os dois pés, ambas pelo Sevilha), Sturridge (de trivela, pelo Liverpool) e Gameiro (Sevilha) marcaram 1 golo com o pé esquerdo
3 golos de cabeça

Fonte: DailyMail
Falcao, ao serviço do FC Porto, contra o SC Braga foi o primeiro a resolver uma final à cabeçada. Seguiu-se Ivanovic, pelo Chelsea, a decidir, sob o último minuto, a final contra o SL Benfica.
Kalinic foi o outro jogador a marcar de cabeça numa final da Liga Europa, mas não de forma decisiva, pois o golo que apontou não foi suficiente para que o “seu” Dnipro vencesse o Sevilha.
7 golos marcados entre os 30 e os 45 minutos

Fonte: Zimbio
O último quarto de hora da primeira parte é aquele em que mais se marca em finais da Liga Europa.
Foi neste período que Falcao (44′) decidiu o encontro decisivo de 2010/11, pelo FC Porto, frente ao SC Braga.
No primeiro quarto de hora, foram apontados 2 golos, enquanto que no segundo, apenas se marcou 1, tornando a primeira parte nos 45 minutos mais concretizadores (10 golos) nesta fase da prova.
Na segunda metade foram apontados 8 golos – apenas 1 foi apontado entre os 45 e os 60 minutos; 5 foram marcados entre os 60′ e os 75′ e 2 entre os 75′ e os 90′.
Apenas por uma vez se marcou um golo no prolongamento – Forlan setenciou o 2-1 final a favor do Atlético, contra o Fulham.
2 assistências

Fonte: Newsligabola
É o máximo de assistências feitas por um jogador em finais da Liga Europa. Ou melhor, por três.
Aguero (na final de 2009/10, ao serviço do Atlético), Mata (pelo Chelsea, em 2011/12) e Vitolo (uma em 2014/15 e outra em 2015/16, ambas pelo Sevilha) detém este recorde.
O segundo, agora ao serviço do Manchester United, pode distanciar-se na próxima quarta-feira.
JOGOS
5 jogos tiveram 3 ou mais golos

Fonte: 123rf.com
A tendência é, definitivamente, para haver golos, já que 72% das finais tiveram 3 ou mais golos.
O 1-0 de 2010/11 entre FC Porto e SC Braga e o 0-0 de 203/14 entre Benfica e Sevilha foram as excepções.
8 cartões exibidos

Fonte: Reuters
O recorde de 8 cartões é dividido entre a final de 2010/11 (FC Porto-SC Braga) e a de 2014/15 (Dnipro-Sevilha).
Dnipro e SC Braga foram as equipas mais visadas – 5 cartões exibidos.
Ainda não houve expulsões em finais da Liga Europa.
18 de Maio

Fonte: Sportsmole
Esta é a data em que mais finais (2) da Liga Europa se disputaram. Aconteceu em 2010/11, no FC Porto-SC Braga e em 2015/16 no Liverpool-Sevilha.
O Atlético de Madrid – Athletic, 2012/13, foi a final disputada mais cedo (9 de Maio) e o Dnipro-Sevilha, em 2014/15, a que foi jogada mais tarde (27 de Maio).
TREINADORES
3 triunfos

Fonte: Sky Sports
Unay Emery foi quem mais Ligas Europa conquistou, todas ao serviço do Sevilha.
É, também, o treinador que mais golos da sua equipa festejou (6 golos), porém, é também, um dos 4 que mais tentos (3) viu ser consentidos por si orientada, a par de Klopp (Liverpool), Markevych (Dnipro) e Iraizoz (Athletic).
2 desaires

Fonte: ibtimes
Jorge Jesus foi quem mais perdeu em finais da Liga Europa. Ou melhor, quem mais não ganhou, dado que a final de 2013/14 foi decidida, contra o SL Benfica (que orientava na altura), nas grandes penalidades.
6 nacionalidades diferentes

Fonte: ESPN
11 treinadores diferentes orientaram uma equipa numa final da Liga Europa, provenientes de 6 nacionalidades.
A mais representada é, mais uma vez, a espanhola, com quatro treinadores diferentes (Quique Flores pelo Atlético, Iraizoz pelo Athletic, Rafa Benítez pelo Chelsea e Unay Emery pelo Sevilha).
Este recorde, porém, vai ser igualado por Portugal na próxima quarta-feira. José Mourinho, com o Manchester United, vai juntar-se a André Villas-Boas (FC Porto), Domingos Paciência (SC Braga) e Jorge Jesus (SL Benfica) na galeria de treinadores lusos em finais da Liga Europa.
VENCEDORES
3 equipas venceram a prova vindas da Champions

Fonte: Reuters
A avaliar pela história da competição, José Mourinho não precisa de estar assim tão preocupado com o facto do Ajax ter ‘caído’ da Liga dos Campeões. É que das sete finais na história da Liga Europa, apenas 3 sorriram a clubes que não começaram a prova na respectiva fase de grupos – Atlético de Madrid em 2009/10, Chelsea em 2012/13 e Sevilha em 2015/16
13 vitórias

Fonte: Zimbio
É este o recorde de triunfos conseguidos por um vencedor da Liga Europa na respectiva edição, e pertence à campanha de 2011/12 do Atlético de Madrid, que só não venceu dois jogos (um empate e uma derrota).
3 derrotas

Fonte: UEFA
O máximo de derrotas averbadas por um vencedor da prova pertence ao Sevilha e é relativo à época 2013/14. Na final da competição, os andaluzes derrotaram o SL Benfica numa final atípica: única a terminar sem golos e a ser decidida nas grandes penalidades.
37 golos marcados

Fonte: FC Porto
Aqui entra uma equipa portuguesa! O FC Porto, em 2010/11, estabeleceu nos 37 golos o recorde de tentos apontados por um vencedor da Liga Europa. Falcao, com uns incríveis 17 golos (melhor marcador de sempre numa só edição), foi crucial contribuinte para estes números.
8 golos sofridos

Fonte: Reuters
Atlético de Madrid (2009/10) e Sevilha (2015/16) foram os vencedores da prova com menos golos sofridos, porém, beneficiaram do facto de terem saído da Champions e de terem disputado apenas 9 jogos na prova.
Entre as equipas vencedoras da Liga Europa que disputaram a competição desde o seu início, os melhores números defensivos pertencem ao Atlético de Madrid de 2010/11, que encaixou apenas 10 golos.
Com 14 golos, o FC Porto de 2010/11 e Sevilha de 2014/15 são os vencedores da Liga Europa com mais golos sofridos.









