Publicidade

Os 8 jogadores capazes de fazer a diferença nos oitavos da Liga Europa

Miguel Simões · 6 min

Os 8 jogadores capazes de fazer a diferença nos oitavos da Liga Europa
Foto: Wolves

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

As competições europeias estão de regresso e estão também prontíssimas a jogar num curto espaço de tempo. No que diz respeito à Liga Europa, serão 15 jogos em 17 dias. Muito futebol para ver e apreciar! Na antevisão aos oito jogos desta fase, apresentamos uma lista de jogadores mais capazes de poder fazer a diferença em cada um dos encontros dos “oitavos” da Liga Europa.

AGOSTO REPLETO DE EMOÇÃO NA BET.PT! A LIGA EUROPA ESTÁ DE VOLTA E SÃO OITO OS JOGOS ONDE PODES FAZER UM DINHEIRO EXTRA PARA AS FÉRIAS.

Nestes “oitavos” da competição, seis jogos terão uma segunda mão a ser disputada no reduto da equipa que jogou fora no primeiro encontro, tal como manda a regra. No entanto, os outros dois (FC Internazionale Milano-Getafe CF e Sevilla FC-AS Roma) enfrentarão uma situação “excecional”. Devido à pandemia da COVID-19, a primeira mão dos respetivos jogos não se chegou a realizar e a eliminatória vai então ser decidida em campo neutro, na Alemanha – país que vai acolher toda a restante competição (“quartos”, “meias” e, claro, a final).

8.

FC Kobenhavn – Istanbul Basaksehir FK


Edin Visca – Autor de quatro golos importantes nos últimos três jogos da competição, Edin Visca assume-se como uma das peças mais desequilibradoras do campeão turco, cujo rendimento parece ser inquestionável. Não é por acaso que está no topo de melhores marcadores da Liga Europa, mesmo que alguns desses golos tenham surgido da marca de grande penalidade. Além disso, sabendo-se da inegável importância de marcar um golo fora de portas (após o triunfo caseiro por 1-0 na primeira mão), o avançado bósnio de tudo fará para ajudar o Basaksehir a causar estragos no terreno do Copenhaga – adversário que ainda conta com aspirações legítimas em chegar aos “quartos”. Conseguirá ele baralhar as contas do adversário?

7.

FC Basel – Eintracht Frankfurt


André Silva – Não se pode dizer que a época do avançado português tenha sido pautada pela regularidade desejada, principalmente no que toca a golos. Ainda assim, desde o regresso das competições profissionais, o ex-FC Porto não só deu muito mais nas vistas, como também foi o autor de vários tentos decisivos. Poucos foram os jogos em que não marcou neste “pós-pandemia”. É certo que a equipa de Frankfurt parece estar com um pé e meio fora da Liga Europa – fruto do triunfo inesperado do Basileia por 0-3 na primeira mão –, mas no futebol não há impossíveis. Sem jogar oficialmente há um mês, o conjunto alemão terá de ir atrás do prejuízo em território suíço e André Silva pode ter uma palavra a dizer nessa difícil missão.

6.

Bayer 04 Leverkusen – Rangers FC


Edmond Tapsoba – Fazer a diferença não se prende só a golos ou assistências e é por isso que o destaque, desta vez, vai para um defesa. Chegou em janeiro, jogou e convenceu com características raramente vistas num central de 21 anos, tais como o timing de interceção, o jogo aéreo ou a condução de bola. Após o triunfo por 1-3 no reduto do Rangers, a formação de Leverkusen ficou mais perto da passagem aos “quartos”. Contudo, na presente temporada, a turma de Peter Bosz sabe bem o que é ser surpreendida no seu reduto com dois ou três golos de rajada. E para isso não se voltar a repetir…muito pode contribuir a qualidade técnica e tática do central que chegou à Alemanha proveniente do Vitória SC.

5.

FK Shakhtar Donetsk – VfL Wolfsburg


Alan Patrick – Não há dúvidas de que esta tem sido uma das peças mais importantes no “puzzle” que Luís Castro tem construído desde a sua mudança de Guimarães para a Ucrânia. Eficácia de passe, sentido de desmarcação e pragmatismo nos momentos de transição do Shakhtar são, talvez, os aspetos mais evidentes no brasileiro de 29 anos. Não é um médio com muito golo, mas o que é facto é que marcou dois dos quatro que eliminaram o SL Benfica da competição. Depois da vitória por 1-2 no campo do Wolfsburg (equipa que já não joga de forma oficial há um mês), o conjunto ucraniano parece bem encaminhado, mas tudo pode mudar. A presença de Alan Patrick em campo tem tudo para ser um travão às aspirações alemãs.

4.

Manchester United FC – LASK Linz


Mason Greenwood – Se há jogo dos “oitavos” que parece ter (ou tem!) o destino traçado é precisamente o que opõe austríacos e ingleses, dado que o Manchester United venceu no reduto do LASK Link por uns claros 0-5. Assim sendo, é de esperar que Solskjaer possa dar oportunidade a alguns jovens para uma eliminatória já resolvida: um deles será, provavelmente, Mason Greenwood. O jovem avançado foi tendo diversas oportunidades ao longo da época – inclusive a titular – e pode ter aqui nova janela para mostrar o seu potencial à Europa, tratando-se de uma promessa inglesa a seguir atentamente. Curiosamente, contra os austríacos, cinco minutos na reta final da primeira mão bastaram para marcar um dos cinco golos.

3.

Wolverhampton Wanderers FC – Olympiacos FC


Rui Patrício – Num duelo recheado de portugueses em ambas as equipas (e em ambos os bancos)…o destaque vai, precisamente, para um português. Atendendo às circunstâncias, o escolhido é Rui Patrício. Sabendo-se da importância de manter a baliza a zeros na receção à formação orientada por Pedro Martins (após o empate a uma bola na Grécia), a turma de Nuno Espírito Santo terá de ter grandes cautelas defensivas e, para isso, muito pode contribuir a qualidade do guardião ex-Sporting CP, com defesas que muitas vezes decidem jogos. Nos últimos oito encontros realizados no Molineux, Rui Patrício apenas concedeu golos num. Estará aqui a chave do sucesso para a passagem aos “quartos” da competição?

2.

FC Internazionale Milano – Getafe CF


Romelu Lukaku– No primeiro de dois jogos a realizar-se em campo neutro, é expectável que o jogador mais capaz de fazer a diferença seja mesmo o avançado de referência da formação de António Conte: Romelu Lukaku. Quem mais? Mesmo não sendo o mais regular dos avançados na hora de fazer o gosto ao pé, o belga revela ter a astúcia e frieza necessárias nos grandes momentos de decisão: os que valem pontos ou passagens à fase seguinte, como aconteceu na eliminatória anterior diante do PFC Ludogorets Razgard. Frente a um Getafe que, no pós-pandemia, defraudou todas as expetativas em Espanha (apenas um triunfo), o Inter de Milão terá, assim, melhores condições para seguir em frente. Será Lukaku o decisor desta partida?

1.

Sevilla FC – AS Roma


Jesús Navas – Golos em toda a época? Nenhum. Mas não é isso que impede o experiente central de 34 anos de poder vir a ter um dos papéis mais preponderante diante da Roma de Paulo Fonseca. Atendendo ao facto de a equipa de Lopetegui não ter perdido nenhum dos últimos 17 (!) jogos – e de não ter sofrido golos em mais de metade – será de esperar um grande comprometimento defensivo e, claro, uma maior exploração pelas transições. Navas não só tem ajudado na missão defensiva como também é um dos jogadores do Sevilla com mais passes para golo. E estamos a falar de um central… As equipas vão procurar anular-se uma à outra e não será de admirar que a qualidade técnica e tática do espanhol possa sobressair no desfecho

Miguel Simões

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Em Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)

SEVILHA, ESPANHA- Ao pensarmos em escolas de formação, com a sua especialidade em extremos, o nosso cérebro vai pensar automaticamente no Sporting. Cristiano Ronaldo, Nani, Simão Sabrosa e Ricardo Quaresma são o expoente máximo de craques saídos da cantera do emblema do José de Alvalade, capazes de fazer magia a partir da linha, procurando espaços interiores ou dando profundidade nas zonas exteriores, aliando-se ao lateral. Nos últimos anos, Espanha assumiu-se como o país protagonista no futebol, não apenas nos seniores, mas também na formação. As academias ganharam um papel importante no desenvolvimento do desporto rei desde a viragem do século, com vários emblemas a apostarem na manutenção e criação de infraestruturas para que os atletas possam atingir os níveis máximos. As conquistas do Euro 2024 e do Mundial 2026 provam este ponto. São a cereja no topo do bolo de um processo que obviamente não se construiu de um dia para o outro.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Denílson no Real Bétis: o brasileiro que encantou Manuel Lopera e que chegou a deter o título de jogador mais caro da história

SEVILHA, ESPANHA- Em 1997, o mundo preparava-se já para a viragem do século, com todos os países do mundo ocidental a procurarem a modernização e o protagonismo global. No futebol, não era distinto. Vivíamos os primeiros anos da Premier League, que procurava destronar a Serie A como o campeonato mais poderoso do mundo. Os ingleses tinham dinheiro e queriam a maior audiência possível, proporcionando assim ao espetador os melhores encontros possíveis. Era uma batalha entre poderosos, que hoje em dia é quase inimaginável. Em Espanha, a La Liga tinha uma boa cotação, mas ainda não estava no mesmo patamar que as suas congéneres. No entanto, o caminho traçado era claro. Ainda em 1990, o governo espanhol, farto de ver os clubes a gerarem prejuízos dantescos, criou a Ley del Deporte, que levava a que os clubes profissionais criassem uma Sociedade Anónima Desportiva. A partir desse momento, as instituições também passavam a ser empresas. Os únicos que escaparam a isto (por terem fechado as contas no positivo)? Barcelona, Real Madrid, Athletic e Osasuna. Presentemente, estes quatro emblemas continuam a pertencer aos sócios.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.