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SL Benfica 0-0 Galatasaray SK: Na falta de golos, havia apuramento

Redação BnR · 3 min

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Os dois golos na Turquia ajudaram – e de que maneira – um Benfica que já não acabava jogos sem marcar há algum tempo. Os “encarnados” empataram diante do Galatasaray SK e garantiram a qualificação aos oitavos-de-final da Liga Europa num jogo sem golos e com uma clara falta de inspiração ofensiva.

Pizzi e Grimaldo regressaram ao ‘onze’ em relação ao alinhamento da 1ª mão e o treinador, Bruno Lage, voltou a dar o lugar do meio campo aos miúdos do Seixal: Florentino e Gedson.

Os encarnados entraram melhor no jogo e conseguiram criar sempre mais oportunidades que os turcos durante a primeira metade. No entanto, a intensidade do Benfica não foi suficiente para causar maiores distúrbios à defensiva do Galatasaray SK, que apenas teve de se preocupar com um quase auto-golo do Marcão e um bom remate de Pizzi, já aos 40 minutos, que Muslera desviou da baliza. Esta chance de golo foi tardia e espelhava que os “encarnados” estavam a decidir muito mal os últimos passes entre os avançados, no último terço do terreno.

Na reta final da primeira parte, as águias desaceleraram, mas sem permitir grandes oportunidades aos turcos. As equipas recolheram aos balneários com um simpático e justo 0-0, mas deixando em campo uma vontade de fazer mais e melhor numa noite europeia decisiva.

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Tal não se verificou e as equipas entraram como saíram: um Benfica a cumprir requisitos mínimos emerso na vitória na Turquia e um Galatasaray incapaz de fazer mais e melhor – incapaz de levar o perigo até Vlachodimos.

Os encarnados falharam, e muito, no ataque. As saídas com bola e as jogadas potencialmente perigosas perdiam-se antes de chegarem sequer à entrada da área. Os turcos acabaram por acordar já nos últimos minutos do tempo regulamentar e ainda conseguiram meter duas bolas dentro da baliza das águias. No entanto, em ambos os lances, os homens de Fatih Terim foram apanhados em fora de jogo.

Ao soar do apito, três minutos após os 90, o Benfica carimbou a passagem para os oitavos de final, num nulo morno e agridoce.

A falta de golos, de oportunidades e a sensação de passagem garantida que o Benfica parecia transparecer tornaram uma possível grande noite europeia num cumprimento dos serviços mínimos. Resta agora saber o que a sorte reserva ao Benfica nos oitavos de final.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

SL Benfica: Odysseas Vlachodimos; André Almeida, Rúben Dias, Ferro e Grimaldo; Florentino Luís, Gedson Fernandes, Cervi (Rafa 58’) e Pizzi (82’ Gabriel); João Félix (Jonas 75’) e Seferovic.

Galatasaray SK: Muslera, Mariano, Luyindama, Nagatomo; Ryan Donk (Sinan Gümus 77’), Ndiaye; Feghouli (82’ Emre Akbaba), Belhanda, Onyekuru (82’ Yunus Akgün) e Mbaye Diagne.

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Mariano Ferreira – Um jogador com muita Liga Europa nos pés e que é nomeado com esta distinção na dificuldade do Benfica em finalizar e na vontade do Galatasaray SK, que se ficou apenas por isso. Com passagens pelo Sevilha, outrora vencedor crónico da competição, tapou muito dos caminhos na ala esquerda do Benfica e lançou muito dos ataques perigosos da equipa turca – a companhia nessa faixa era boa: Feghouli, que acabou substituído.

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Ataque do SL Benfica – Houve uma clara falta de isinspiração do meio-campo para a frente nos “encarnados”. No entanto, o 1-2 na Turquia era bastante favorável. Houve dois golos não validados (e bem) que deixaram o aviso. Várias incursões do ataque do SL Benfica animavam as bancadas, mas os lances “evaporavam” ao chegar à baliza adversária. João Félix precisava, neste jogo, de maior assertividade no controlo da bola, Seferovic de não estar tão encostado nas laterais, pois não favorece o seu jogo, Pizzi (a procurar naturalmente jogo interior), Cervi e Rafa não podem estar tão dependentes do apoio dos colegas mais recuados. A aposta em Gedson e Florentino é mais um risco que deu certo para Bruno Lage, mas Gabriel a fazer parceria com um destes jovens jogadores traria, com certeza, maior inspiração e um ataque menos previsível. Entrou tarde na partida.

Rescaldo com a opinião de Joana Libertador e Francisco Correia

Artigo corrigido por: Mariana Coelho

Foto de capa: Carlos Silva/Bola na Rede

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