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Vitória SC 1-1 FC Red Bull Salzburg: Se o público jogasse, era de goleada

Marta Reis · 4 min

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Cabeçalho Futebol NacionalO Vitória SC estreou-se nas competições europeias desta época em casa, com os austríacos do FC Red Bull Salzburgo, tentando repetir o sucesso do Braga, que havia jogado anteriormente.

Os vimaranenses apresentaram-se em 4-3-3 com as linhas bem definidas, porém, desde cedo deu muito espaço do lado esquerdo, tendo a equipa adversária optando por fazer grande parte dos ataques por esse lado. Outra questão que se notou no início do jogo foi a ausência de pressão na primeira zona por parte da equipa de Pedro Martins, deixando a equipa de Salzburgo subir com relativa facilidade em campo.

A primeira ocasião de golo do Guimarães chegou por parte de Raphinha que, apesar do esforço de Rincon, não conseguiu fazer melhor que um remate frouxo, que saiu ao lado da baliza adversária.

Por sua vez, a equipa austríaca ia aproveitando os maus passes- que não eram poucos- por parte dos jogadores vimaranenses para fazer contra-ataques, sendo a defensiva vimaranense sempre impenetrável.

O Vitória apertava cada vez mais o cerco à equipa adversária, obrigando o guarda-redes Walke a defender para canto. Começava a cheirar a golo, com este sufoco, que acabou por aparecer de forma natural.  Pedro Henrique salta mais alto que os demais, depois de um livre bem batido do lado direito por Hurtado, e cabeceia com força para a baliza, dando poucas hipóteses ao guardião adversário.

Douglas acaba por ter o primeiro momento para mostrar as suas capacidades. O Salzburgo beneficia de um livre à entrada da área vimaranense, onde Berisha coloca a bola bem encostada ao poste direito do guardião brasileiro, que se esticou para desviar, com sucesso, a bola das suas redes.

O momento do primeiro golo da partida Fonte: Vitória SC
O momento do primeiro golo da partida
Fonte: Vitória SC

Quando o jogo parecia estar a esmorecer, o Salzburgo acaba por fazer o empate aos 44 minutos. Depois de uma bola pingada para a entrada da área do Guimarães, Berisha aproveita o espaço que lhe foi dado nas costas da defesa e o avanço de Douglas para, em esforço, encostar a bola  para dentro da baliza da equipa portuguesa.

O jogo foi assim em aberto para intervalo, com Pedro Martins a ter que pensar bem em como organizar a sua equipa para voltar a ter o domínio que havia tido ao longo do jogo.

A segunda parte começou sem alterações a ambas as equipas, mas com o Vitória a mostrar-se como dono e senhor do jogo.

A primeira jogada de perigo da segunda parte vem mesmo por parte da equipa vimaranense, depois de bastante confusão dentro da área adversária. O ataque dos pupilos de Pedro Martins beneficiou de um canto e depois de vários ressaltos e bolas no ar, não conseguiu fazer o golo.

Ao passar a hora de jogo, Pedro Martins fez a sua segunda substituição. Já tinha substituído Hurtado por Kiko, e depois fez entrar Heldon para o lugar de Rincon. Contudo, as mudanças não surtiam efeito, visto que a equipa austríaca subia cada vez mais em campo.

A pouca sorte também acompanhava a equipa vimaranense. Heldon consegue cruzar para a frente da baliza adversária, sem que nenhum colega chegasse a tempo de encostar a bola para o fundo das redes.

O Salzburgo começava a subir cada vez mais e aproveitou mais uma desatenção da defensiva para fazer um remate à baliza, que não passou longe da baliza de Douglas.

Do outro lado, também Héldon não consegue aproveitar o ‘pontapé na atmosfera’ de um defesa da equipa austríaca, já que Walke chegou mais depressa.

O Vitória cometia cada vez mais erros, falhava mais passes e cometia mais faltas perto da sua baliza. As substituições que Pedro Martins não surtiram o efeito desejado, visto que não deram nenhuma intensidade ao jogo; era explícito o cansaço dos jogadores da casa. Aliás, no espaço de dez minutos, a equipa adversária aproximou-se com perigo da baliza de Douglas.

O jogo acabou por terminar com um empate, com uma exibição muito frouxa na segunda parte por parte do Vitória, o que lhes ia valendo quase uma derrota, não fosse a pontaria menos acertada do Salzburgo.

Os vimaranenses perdem assim a oportunidade de começar a jornada na Liga Europa como desejava, tendo pela frente agora um jogo fora frente ao Torku Konyaspor Kulübü.

A FIGURA:

Fonte: Vitória SC
Fonte: Vitória SC

Claques do Vitória SC – Simplesmente únicos. Com a equipa a errar em campo, a reação era sempre gritar e apoiar mais alto. Apesar de se sentir a frustração com o que se passava no terreno de jogo, nem por um momento abandonaram a equipa.

Nota final ainda para Pedro Henrique. Capitão de equipa e comandante da defesa. Esteve sempre presente quando chamado à acção, sendo a peça mais importante na conquista deste ponto, visto que marcou o golo e permitiu que a equipa não sofresse outros. O melhor dentro das quatro linhas.

O FORA-DE-JOGO:

Fonte: Guimaraesdigital.com
Fonte: Guimaraesdigital.com

Pedro Martins – Viu a sua equipa a acusar o golo sofrido e, com o Salzburgo a apertar cada vez mais o cerco, acabou por mexer mal na equipa, sendo que a entrada de Kiko e Héldon acabaram por não ter o efeito prático desejado, tornando os processos ainda mais lentos.

 

Foto de Capa: Vítória SC

 

Marta Reis

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