Análise dos primeiros dois terços da Ligue 1

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Estamos neste momento a nove jogos do fim da Ligue 1 de 2013/2014, e a classificação está inclinada para o PSG renovar o seu título, levando oito pontos de vantagem sobre o segundo classificado (Monaco) e 17 sobre o terceiro (Lille).

Isto não vem como surpresa. Apesar de o Monaco ter gastado milhões em reforços, acabaram de subir de divisão, o plantel não tem ainda opções para desafiar o domínio de um PSG recheado em todas as zonas do campo. Tiveram azar com a lesão do seu melhor jogador (Falcao), mas, parecendo que não, continuam a ser treinados pelo Ranieri. Não se pode pedir milagres.

Com o título “entregue” e o segundo lugar bastante seguro nas mãos do Monaco, resta-nos uma recta final com uma luta a quatro pelo último lugar de acesso à tão cobiçada Liga dos Campeões. De momento, o Lille, liderado pelo ex-Chelsea Salomon Kalou, ocupa o terceiro lugar, mas é seguido de perto pelo Saint-Étienne, de Ruffier, que está apenas a cinco pontos, estando o Lyon, de Gourcuff e Grenier, a oito pontos e o Marselha, de Valbuena e Gignac, a nove. Esta luta vem trazer um pouco de emoção a um campeonato que foi dominado pelo clube de Paris, que provavelmente com a sua equipa suplente conseguiria competir pelo título de França, tal é a profundidade do plantel.

Falcao foi a grande baixa do Monaco Fonte: goal.com
Falcao foi a grande baixa do Monaco
Fonte: goal.com

O Ajaccio parece ter o seu destino traçado, levando apenas 15 pontos em 29 jornadas, e estará certamente a caminho da Ligue 2. Contudo, não estará sozinho, sendo que entre o Sochaux, que é o 19º classificado, e o Nice, que ocupa actualmente a 10ª posição na liga, vão 12 pontos de diferença e ainda estão em disputa 27 pontos. Quaisquer dois deste dez clube – Sochaux, Valenciennes, Évian, Rennes, Nantes, Montpellier, Guingamp, Lorient, Bastia e Nice – poderão fazer companhia ao Ajaccio no próximo ano na Ligue 2.

É pena que a luta pela sobrevivência esteja a ser mais entusiasmante do que a luta pelo título, mas, devido às dispariadades que se verificam entre o PSG e o Monaco e o resto dos participantes na Ligue 1, não era nada que não fosse previsível, e provavelmente para o ano teremos mais do mesmo.

Os clubes que mais têm desiludido têm sido o Rennes, que se esperava que conseguisse lutar pela qualificação para a Liga Europa, o Bordéus, de quem se espera sempre mais do que um 9º lugar, e o Montepellier, cujo 14º lugar é apenas vergonhoso para quem foi campeão há duas épocas. Pelo contrário, quem mais tem impressionado é o Stade de Reims, um clube que já foi grande nas décadas de 1950 e 1960, e que era um dos candidatos à descida. No entanto, ocupa um fabuloso sétimo lugar de momento. Também o Saint-Étienne tem surpreendido, já que, mesmo depois de perder o seu melhor jogador, Aubameyang, para o Dortmund, continua mais um ano na luta pelos lugares europeus até ao fim.

O prémio de treinador do ano deverá ir para Laurent Blanc, que fez da Ligue 1 um passeio. Ajuda ter os dois melhores marcadores do campeonato na sua equipa, Ibrahimovic, que leva uns fantásticos 25 golos em 29 jogos, os mesmos que Ronaldo leva em Espanha e Suarez em Inglaterra, e Cavani, com os seus 14 golos. O jogador do ano deverá ser Zlatan Ibrahimovic. Se ele, no ano passado, dominou a competição, este ano dizimou. Não há resposta para ele no campeonato francês e desconfio de que continuará a não haver no futuro, o que diz mais sobre a qualidade do jogador do que da qualidade da liga.

Laurent Blanc é o timoneiro da equipa parisiense. Fonte: The Daily Telegraph
Laurent Blanc é o timoneiro da equipa parisiense
Fonte: The Daily Telegraph

Relembro que estamos a nove jornadas do fim mas queria terminar deixando aqueles que, para mim, mais me impressionaram em França esta época. Até ao momento, o onze do ano, condicionado pelas nove jornadas que faltam: Sirigu (PSG) na baliza, Thiago Silva (PSG) e Kjaer (Lille) como centrais, Van der Wiel (PSG) e Maxwell (PSG) nas laterais, Moutinho (Monaco), Matuidi (PSG), Grenier (Lyon) e Payet (Marselha) no meio campo e Ibrahimovic (PSG) e Kalou (Lille) no ataque.

João Folgado
João Folgadohttp://www.bolanarede.pt
O João defende que o Porto devia acabar e o Sporting nunca devia ter existido. Carrega, Benfica! Fora de brincadeiras, para além desta paixão cega pelo clube da Luz, venera Mourinho, despreza Villas-Boas e é fã dos Boston Celtics e dos New England Patriots.                                                                                                                                               O João não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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