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AS Monaco: o melhor ataque da europa

João Nuno Aguiar · 3 min

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Cabeçalho Liga Francesa

No principado do Mónaco mora uma equipa rejuvenescida. Leonardo Jardim, muitas vezes considerado um treinador defensivo e calculista, está a montar uma autêntica máquina de fazer golos. Prova disso é o facto de, até agora, apenas num jogo (contra o líder Nice) não ter conseguido encontrar as redes adversárias.

Em apenas 12 jogos no campeonato gaulês, leva já 36 golos marcados, só menos 21 do que em toda a época transata. Na ‘Champions’, em 4 jogos, soma também já 7 tentos apontados, num grupo que lidera e onde tem o apuramento muito bem encaminhado. É certo que não está no topo da Ligue1, mas com a qualidade atacante apresentada entusiasma os adeptos e augura-se um bom desfecho de época.

Este poderio ofensivo tem algumas bases nas quais assenta. Sempre que joga em casa, o técnico português não abdica de jogar com dois laterais muito ofensivos e que apesar da tenra idade são já duas esperanças do futebol francês, Mendy e Sidibé. Não raras vezes se transformam em extremos e surgem com regularidade a cruzar para os exímios finalizadores do ataque monegasco.  No centro da defesa destaca-se Glik, um polaco que já fez alguns golos e é um perigo constante para os adversários nas bolas paradas ofensivas.

Mas é no meio-campo que está o grande segredo da turma de Jardim. Fabinho, o ex-Rio Ave, é o jogador mais utilizado de toda a equipa, um lateral transformado em médio defensivo e que dá cobertura aos criativos, mas com uma amplitude de movimentos enorme, que lhe permite muitas vezes aparecer em situações de finalização. A alternância de funções com Bakayoko ou Moutinho permite-lhe soltar-se a qualquer momento.

Bernardo Silva tem tido papel importante na veia goleadora do Monaco Fonte: AS Monaco
Bernardo Silva tem tido papel importante na veia goleadora do Monaco
Fonte: AS Monaco

Mas, deixando patriotismos de parte, é no vértice ofensivo do meio-campo que assenta toda a magia desta equipa. Bernardo Silva, já apelidado de ‘Principe do Mónaco’, está, provavelmente, a fazer a sua melhor época como profissional. Aliando velocidade a uma técnica cada vez mais apurada, é capaz de explorar os espaços vazios nas linhas ou no centro do terreno, destroçando depois cada adversário que lhe surge pela frente, para assistir os companheiros ou mesmo ele próprio finalizar. Nunca se esconde do jogo, por ele tinha a bola nos pés os 90 minutos. Jardim está a fazer dele um senhor jogador e não nos admiremos se os gigantes europeus encetarem em breve uma luta feroz para o terem nas suas fileiras.

No ataque, um misto de juventude e experiência vão demonstrando a combinação perfeita. Se Germain, Falcao e Guido Carrillo são já avançados com algum nome no panorama internacional, Mbappé e Thomas Lemar são jovens que prometem conquistar França com o seu talento.

Falcao e Germain são os avançados mais fixos, jogadores de área que estão sempre à espreita da oportunidade e que não costumam falhar muitas. O colombiano procura recuperar o tempo perdido ao longo dos últimos anos e se as lesões o deixarem promete voltar a estar perto do nível a que nos habituou. Mas Germain parece ser o avançado que dá mais garantias a Jardim neste momento. Excelente cabeceador, depois de um empréstimo bem sucedido ao Nice, volta esta época ao seu Mónaco de sempre e dá mostras de que aos 26 anos vai afirmar a sua veia goleadora.

Thomas Lemar, atuando como médio ala ou como extremo, tem sido o complemento perfeito a Bernardo Silva. O francês de 20 anos é muito rápido e forte nos duelos individuais, mas é o seu remate e a veia finalizadora que o destacam. É mestre na execução de bolas paradas. Mbappé é outro menino que cresce a olhos vistos com Jardim. Tem somente 17 anos e não é destaque pelo que tem contribuído até  agora (embora já leve 2 golos), mas pelo talento que pode vir a emprestar à formação monegasca. Campeão europeu Sub-19 pela França, é um extremo veloz que tem faro pelo golo. Está nas mãos certas e pode vir a ser um caso sério.

A manter esta acutilância ofensiva e se não bloquear nos jogos mais duros fora do Louis II, este Mónaco do madeirense pode manter a ambição nos píncaros. Com o PSG aparentemente mais fraco, sonhar com título que foge há 16 anos é legitimo.

 

Foto de capa: AS Monaco

João Nuno Aguiar

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