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Ligue 1: O que pode trazer a segunda volta

José Pedro Barata · 2 min

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Cabeçalho Liga Francesa

Janeiro é o mês ideal para refletir. É o momento de todas as equipas técnicas olharem para trás, e analisarem a sua primeira metade da época. Agora, é possível corrigir os problemas e os erros que estão a atormentar as equipas que se apresentam com dificuldades. Janeiro é assim sinónimo da reabertura do mercado.

Na ligue 1, chegámos agora a metade da época. A surpresa deste ano é claramente a equipa da cidade de Nice. Os “Le Aiglons” estão no primeiro posto da tabela e estão lançados para a conquista do quinto campeonato francês. Com apenas uma derrota no terreno do Caen, é notório que o ponto forte da turma do técnico Favre Lucien é a sua defesa. Uma autêntica muralha que apresenta na sua composição o jovem Sarr Malang de apenas 17 anos.  Este pupilo francês é o defesa com mais partidas jogadas na equipa e a peça chave do setor defensivo. No meio-campo, espera-se que Jean Seri mantenha o nível exibicional das primeiras 19 jornadas. O costa-marfinense que passou pelo futebol português (Paços Ferreira) apresenta exibições de encher o campo tornando-o o melhor assistente da liga.

No entanto, no segundo lugar surge o poderoso AS Mónaco. A equipa de Leonardo Jardim é só o melhor ataque de todas as ligas europeias. Radamel Falcao parece estar de volta aos tempos de matador, com 11 golos em 13 partidas jogadas. Mas não é só o colombiano que está em boa forma, os vermelhos e brancos apresentam um plantel de craques que fazem do seu emblema aquele que melhor pratica futebol. Dá gosto ver jogos no Stade Louis II. Nota-se que existe harmonia e bastante entendimento entre todo o plantel, mas era importante que o técnico português procurasse agora um defesa para melhorar os setores mais recuados do terreno.

 A surpreendente equipa de Nice é primeiro classificada na liga Fonte: OGC Nice
A surpreendente equipa de Nice é primeiro classificada na liga
Fonte: OGC Nice

Obviamente que nesta luta pelo título não podemos descartar o Paris SG. O atual campeão em título deixou-se afetar com as saídas de Zlatan Ibrahimovic e de David Luiz para o campeonato inglês. Cavani e Di Maria são os que apresentam melhores índices físicos, mas não chega para carregar o resto da equipa as costas. É necessário reforçar o plantel nesta reabertura de mercado se o técnico Unai Emery quiser levar a taça para o Parc des Princes. O título obviamente que ainda é possível, mas terá de haver melhorias no futebol do PSG para fazer frente aos dois primeiros classificados.
Não só no topo da tabela, mas também no fundo desta existe uma luta acesa pela manutenção liga. Neste momento tudo é possível porque temos 10 clubes a apenas 3 pontos da linha de água. O Lorient está numa situação precária e será difícil lutar contra a corrente, pois está em último com 38 golos sofridos e 12 derrotas. Com este futebol, a equipa deverá voltar a ligue 2, de onde saiu na época de 2005-2006.
Desta forma, prevê-se um resto de campeonato bastante competitivo entre primeiros e últimos classificados. Uma tradição que foge à regra visto que o PSG tem vencido facilmente as últimas quatro ligue 1. O Nice está em primeiro, joga muito bem, mas o AS Mónaco poderá ser bem capaz de subir ao topo e ser campeão.

Foto de capa: Ligue 1

José Pedro Barata

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Opinião

Torreense ‘Til I Die On The Beach

O Sunderland é uma das equipas mais românticas desta edição da Europa League. Não pelo futebol, mais próximo da ideia genérica do futebol inglês e britânico e pouco dado a estéticas e modernidades, mas pela história de um clube tradicional que, aos olhos de todo o mundo, desceu à 3.ª Divisão, fez o caminho das trevas e, à primeira, garantiu o acesso às competições europeias. Nesta caminhada, a série «Sunderland ‘Til I Die» ajudou o clube do Nordeste de Inglaterra a tornar-se mais global, solidarizando e sensibilizando adeptos de todo o mundo. No que toca a ter as ruas do seu lado, há poucos clubes mais bem posicionados do que o Sunderland. Um deles, ainda assim, é o Torreense. Por mais que seja interessante olhar para lá do óbvio, não nos podemos esquecer, em qualquer análise, que a competição para o emblema de Torres Vedras é altamente desigual. Enquanto se debela com um arranque de época delicado na Segunda Liga, o Torreense vai usando a Europa League como uma diversão cada vez mais competitiva, como uma montra de luxo para se publicitar enquanto clube e como uma recompensa merecida a um feito extraordinário. Este carinho natural para com o outsider roubou algum do protagonismo à primeira deslocação europeia do Sunderland em 53 anos. E, mais do que os dados lançados antes do jogo, o rumo dos 90 minutos ajuda a ganhar um sentimento de identificação com o Torreense.

Diogo Ribeiro · 7 min de leitura
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