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O 11 do século XXI do Olympique Lyonnais

João Pedro Gonçalves · 5 min

O 11 do século XXI do Olympique Lyonnais

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O Olympique Lyonnais, uma das equipas sensação da Liga dos Campeões em 2019/2020, tem vindo, ano após ano, a presentear os adeptos do futebol com craques prontos para marcar pontos nos maiores palcos do mundo, assim como ser uma das equipas mais apetecíveis para alguns jogadores de renome continuarem a carreira. Tapado pela hegemonia parisiense, a cidade de Lyon, que festejou já por sete vezes a liga francesa, tenta voltar à disputa pelos troféus.

Os Les Gones que este ano não vão marcar presença nas competições europeias, e com um plantel recheado de qualidade podem voltar ao reinado em França. Neste artigo, numa retrospetiva do que tem sido a qualidade dos plantéis do Olympique Lyonnais, diria que foi uma missão bastante difícil escolher só onze, já que foram muitas camisolas que marcaram a história do clube e também do futebol.

Guarda-Redes


Coupet – Um pau de três bicos para esta posição. Coupet foi a minha escolha pelo facto de ser o recordista do clube francês com 541 jogos, divididos em 12 temporadas, e ter conquistado os sete títulos de campeão francês que o Olympique Lyonnais tem no seu palmarés. O guardião foi por quatro vezes o melhor guarda-redes da liga francesa. Uma escolha difícil, já que de fora fica Lloris e Anthony Lopes.  

Defesa Direito


Réveillère– Mais um dos ídolos do clube francês. O defesa é o terceiro atleta do clube com mais jogos. No total são 408 partidas em dez temporadas, que se traduziram em cinco títulos de campeão francês e duas Taças de França. Réveillère fez parte ainda por uma vez do melhor onze da época em França.

Defesa Central


Cris – Dono da posição de central do Olympique Lyonnais durante vários anos, Cris é na linha dos anteriores um histórico do emblema francês. O registo mostra-nos que o brasileiro esteve oito épocas nos Les Gones, onde subiu ao relvado por 313 vezes e festejou quatro ligas francesas, entre outros títulos nacionais. Para esta posição, Edmilson e Umtiti ficam no banco.

Defesa Direito


Abidal – Um jogador de renome mundial, com uma das despedidas mais emocionantes dos últimos anos e uma história de superação enorme. Eric Abidal tem um palmarés riquíssimo, onde destaco as duas Ligas dos Campeões, duas Supertaças Europeias, dois Campeonatos do Mundo de Clubes, três ligas francesas e quatro espanholas, e muito mais. Abidal esteve três anos no Olympique de Lyonnais antes de partir para o FC Barcelona onde se conseguiu destacar durante algum tempo.

Médio Defensivo


Essien – O embaixador ganês no futebol europeu esteve duas épocas de grandíssimo nível nos Les Gones antes de ingressar no Chelsea FC. No emblema francês, Essien ainda venceu duas ligas francesas e duas supertaças. Diarra e Pjanic não entraram no onze, mas seriam certamente duas soluções muito positivas.

Médio Centro


Juninho – Uma das maiores figuras da história dos Les Gones, e admirado por todos os adeptos. Juninho deixou um legado no Olympique Lyonnais. Foi o melhor jogador em França uma temporada, venceu sete ligas francesas, uma taça de França e uma Supertaça. Foram 343 jogos, 100 golos – segundo melhor marcador do clube -, 72 assistências e muita qualidade em oito épocas. Para este não tenho nenhum no banco que me causa dúvidas. 

 

Médio Centro


Gonalons – A dupla do miolo tem direito a foto. Gonalons entrou no início da década na formação do Olympique Lyonnais e só de lá saiu em 2016/2017. Produto da formação, o médio somou 334 com a camisola dos campeões franceses por sete vezes. Com 31 anos, o sexto jogador com mais jogos nos Les Gones está agora ao serviço do Granada FC, e, não fossem as lesões, o francês podia ter tido uma carreira de maior gabarito. No banco temos opções como Tolisso, Fékir, entre outros.

Extremo Direito


Govou – Detentor da medalha de prata de jogador com mais partidas (409) pelo emblema francês, Govou fez 76 golos e faz parte do lote de jogadores que conquistou os sete títulos de campeão em França. O internacional francês marcou também uma geração, e entra no XI em vez de jogadores como Malouda.

Extremo Esquerdo


Michel Bastos – Proveniente do Lille OSC, o internacional brasileiro teve três épocas e meia de grande qualidade no Olympique Lyonnais. Os 141 jogos traduziram-se em 35 golos, e muito perigo criado. Michel Bastos era uma seta que chegava na área adversária a “toque de caixa”. No banco, uma das opções seria por exemplo Martial.

Segundo Avançado


Sonny – Os 94 golos em 161 partidas fazem do brasileiro o quarto maior marcador da história do emblema francês. O brasileiro esteve apenas quatro épocas no clube, mas tornou-se uma marca, que poderia ter sido maior não fosse “a curta” passagem comparativamente com outros nomes. Um goleador como poucos e uma ginga especial, Sonny merece figurar o XI.

Avançado


Lacazette – As opções são muitas se pensarmos em Benzema, Gomis, Lisandro e tantos outros, mas irremediavelmente a escolha tinha de ser o avançado do Arsenal FC. Produto da formação, o francês somou em 275 partidas uns meros 129 tentos, que fazem de si o melhor marcador da história do Olympique Lyonnais. Lacazette é um ídolo para qualquer aficionado dos Les Gones.

Artigo revisto por Joana Mendes

João Pedro Gonçalves

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