Publicidade

Chelsea FC 1-0 Mancheser United FC: Os campeões da eficácia

Gonçalo Miguel Santos · 3 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Naquela que foi uma bela tarde de futebol em Wembley, Chelsea e Manchester United disputaram a final da Taça de Inglaterra em busca de um troféu que pudesse, em parte, salvar a época. Conte e Mourinho apresentaram os XI,s iniciais a que estamos habituados e o único motivo de destaque neste capítulo foi a ausência de Lukaku, que iniciou a partida no banco.

A primeira parte ilustrou na perfeição a ideia de que as finais são sempre jogos fechados e pouco emotivos. Foi um primeiro tempo praticamente sem história, sem jogadas rápidas, lances de desequilíbrio onde se registaram duas oportunidades e um golo.

Apesar desta tendência apática que o jogo assumiu, os blues estiveram ligeiramente por cima, foram os primeiros a criar perigo junto da baliza adversária e adiantaram-se mesmo no marcador. Primeiramente, Hazard ameaçou aos 9 minutos num lance que já lhe é conhecido: fintou um adversário, fletiu para dentro e rematou forte à baliza do United, mas De Gea correspondeu com uma boa defesa com a perna. A seguir à ameaça veio a confirmação e de uma forma que a final da Taça de Inglaterra já não assistia há 15 anos, uma grande penalidade. O autor da falta foi Phil Jones, que com uma entrada imprudente rasteirou, já dentro de área, Hazard que vinha a alta velocidade. O belga foi chamado à linha de 11 metros e concretizou, colocando assim a sua equipa em vantagem.

O Manchester United não soube responder devidamente ao golo consentido e a única oportunidade que conseguiu criar na primeira parte deu-se já em período de compensação com Jones a cabecear perto do poste direito da baliza de Courtois.

Os jogadores regressaram dos balneários com outra atitude, sobretudo os reds devils e o jogo ficou substancialmente mais interessante! José Mourinho mostrou todo o seu valor ao corrigir alguns problemas táticos do seu conjunto e em mexer corretamente na equipa, o que proporcionou ao Manchester United o controlo total do jogo e, por diversos momentos, um domínio completo sobre o Chelsea.

É correto afirmar que o United teve uma panóplia de oportunidades para desfazer a desvantagem e, pelo menos, alcançar o empate: Rashford com um remate fortíssimo dentro da área logo nos instantes iniciais; um golo anulado aos 62 minutos, onde após uma excelente defesa do guardião do Chelsea, Sanchez marcou em posição irregular; aos 71, Rashford perde novamente para Courtois pois tentou de picar a bola sobre o belga mas esta foi barrada pela gigantesca mancha do guarda-redes e, naquele que foi o último lance no qual o United tentou o empate, Pogba completamente sozinho dentro da área falhou de forma inacreditável o golo.

Conte conseguiu sair vencedor desta final, onde reinou a palavra “eficácia”, com um primeiro tempo consistente e um segundo em que os seus jogadores souberam sofrer e assim ofereceu ao Chelsea a oitava Taça de Inglaterra da sua história.

Foto de capa: Manchester United FC

FIGURA

Fonte: Chelsea FC

O belga foi novamente decisivo e peça chave no sucesso do Chelsea. Esteve sempre disponível para a sua equipa e se na primeira parte mostrou-se como determinante na criação de jogadas, na segunda foi importantíssimo pois conseguia com as suas arrancadas fulminantes tirar a sua equipa do meio campo defensivo, permitindo assim aliviar um pouco da pressão que o United criou.

Resumidamente falando: o jogo ganha-se com golos e o da final de hoje foi dele, num lance que só ele seria capaz de criar. Foi o homem da final, foi o homem da taça de Inglaterra.

 

FORA-DE-JOGO

Fonte: Manchester United FC

As finais ganham-se nos pormenores e o jogo de hoje é a prova cabal disso. Phil Jones tem que ficar associado ao triunfo do Chelsea pois no lance do golo dos blues além de não ter conseguido interromper, logo à partida, Hazard, travou-o , dentro da área, com um falta imprudente que teve de ser punida com uma grande penalidade.

Gonçalo Miguel Santos

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Quatro pontos de distância, muito mais em jogo | Braga x Sporting

O Estádio Municipal de Braga recebe, esta sexta-feira, 9 de outubro, às 20h15, um dos encontros mais aguardados da oitava jornada da Primeira Liga portuguesa 26/27. Braga e Sporting estão separados por quatro pontos, num duelo que pode ter consequências importantes nas ambições das duas equipas. Os leões ocupam o terceiro lugar, com 15 pontos, ainda sem derrotas, mas já a seis do líder FC Porto. Os arsenalistas seguem na sexta posição, com 11 pontos e um jogo em atraso, procurando aproveitar o fator casa para se aproximar dos lugares cimeiros. A equipa de Carlos Vicens chega ao encontro depois de um empate sem golos diante do Santa Clara, numa temporada em que tem revelado consistência defensiva, mas também algumas dificuldades na concretização. Com apenas sete golos marcados em seis jornadas, o Braga apresenta números ofensivos modestos para as suas ambições. Do outro lado, o Sporting de Rui Borges continua invicto, mas os empates consecutivos frente a Famalicão e Arouca impediram os leões de acompanhar o ritmo do FC Porto. A formação leonina soma 17 golos em sete partidas, mas já consentiu oito, um indicador das dificuldades que tem sentido para controlar determinados momentos dos encontros.

Tiago Campos · 4 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.