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Chelsea FC 1-1 Manchester United FC: Podia ter sido um grande jogo, mas não foi

Tomás Gomes · 3 min

Chelsea FC 1-1 Manchester United FC: Podia ter sido um grande jogo, mas não foi

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cab premier league liga inglesa

O Chelsea e o Manchester United encontraram-se hoje em Londres para o que podia muito bem ser um jogo para a Liga dos Desiludidos. As duas equipas deixaram os lugares de topo e as conquistas para se acostumarem a ter empates e derrotas como resultados; muito mais vezes do que é normal. As previsões para o jogo de hoje dividiam-se: uns achavam que duas equipas que tanto têm desiludido nunca poderiam apresentar um bom espectáculo; outros falavam na emoção de um jogo grande, na vontade de dar a volta, no orgulho.

O jogo de hoje podia ter sido muito bom, mas não foi. O Manchester United entrou com tudo, a procurar explorar os flancos em velocidade e a dar especial destaque a Martial, que hoje jogava deslocado e junto à linha. O Chelsea parecia que não tinha frente de ataque. Willian foi o único que procurou romper com a defesa dos blues, Oscar passou ao lado do jogo e Diego Costa bem que tentou, mas perdeu por completo o duelo com Smalling, que foi implacável nas acções defensivas. Por outro lado, apresentou uma defesa muito coesa e que, até à saída de Zouma, por lesão, conseguiu sempre travar os avanços do United.

As duas partes acabaram por ser bastante idênticas. Os primeiros 30/35 minutos foram completamente dominados pelos pupilos de Van Gaal e os últimos minutos de cada parte foram dominados por uma cavalgada do Chelsea a tentar contrariar o sentido do jogo, algo que só acontecia quando Matic conseguia meter-se ao lado de Fabregas e subir no terreno para apoiar Diego Costa.

A figura do United acabou por ser Lingaard, que aos 61 minutos inaugurou o marcador com um remate acrobático. O golo resultou de uma falha de marcação de Cahill, recém-entrado, que parecia ainda adormecido no jogo. O jovem extremo não perdoou e fez as vezes de Rooney, que esteve desaparecido durante todo o jogo – só acordou já em tempo de compensação para tentar marcar um golo enorme.

Diego Costa tanto insistiu que conseguiu o empate para os blues Fonte: Chelsea FC
Diego Costa tanto insistiu que conseguiu o empate para os blues
Fonte: Chelsea FC

O problema foi o golo. Até ao golo o United dominava e fazia por merecer estar na frente do marcador. Assim que conseguiu colocar a bola no fundo das redes os red devils estacionaram no meio-campo do Chelsea e deixaram-se ficar, muito parados, muito apáticos, com a certeza de que o resultado estava feito. Ora, como eu já havia dito, o final da segunda parte haveria de ser muito idêntico ao da primeira: com o Chelsea a ir atrás do prejuízo exibicional na primeira meia hora desse período de jogo. Só que desta vez o Chelsea foi com tudo. Pedro entrou para dar garra e velocidade e mesmo tendo entrado Hazard para atrapalhar a lateral – até o jogador a correr transparece tristeza- impediu Diego Costa, na primeira vez que se viu livre de Smalling, de rematar para o fundo das redes e igualar a partida, vencendo também o duelo com David de Gea.

O jogo foi assim: morninho. Esperava-se mais golos e mais acção, se bem que Courtois e De Gea tenham feito muito boas exibições com várias defesas importantes. Ainda assim pedia-se mais ao actual campeão inglês e a um clube que tenta fazer tudo para regressar à glória de um período cronológico denominado “Ferguson”, que parece já ter sido há muito tempo, mas que foi apenas há dois anos atrás. Estes clubes não podem ser grandes quando não dignificam o seu estatuto, a sua história, mas, pior que tudo, não dignificam os seus adeptos. Parece que chove todos os dias em Stamford Bridge, e não é do céu.

A Figura:

Smalling – conseguiu travar Diego Costa em quase todas as suas investidas.

O Fora-de-Jogo:

Hazard – entrou mais para atrapalhar do que para ajudar.

Foto de Capa: Chelsea FC

Tomás Gomes

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