Publicidade

Crystal Palace | Um exemplo de como fazer muito com pouco

Filipe Carvalho · 2 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Certamente, poucos esperariam um arranque de campeonato tão tranquilo para os homens da equipa da zona sul de Londres. A ocupar o nono lugar da Premier League, ao fim de onze jornadas, o Crystal Palace superou as expectativas de todos os adeptos, estando inclusive, à frente de emblemas de quem se esperava bem melhor (Manchester United, Tottenham, Wolverhampton e Everton).

Quatro vitórias, três empates e quatro derrotas, colocam os “Eagles” nesta posição. Mas o futebol não é apenas feito de números. As suas exibições têm-se destacado pela simplicidade de processos e pragmatismo na hora de concretizar. Para a história recente deste clube, ficam a vitória forasteira em Old Trafford e o empate com o Arsenal (também fora), depois de ter estado em desvantagem de dois golos.

Uma defesa experiente, um meio-campo consistente e um ataque vertiginoso são as imagens de marca deste Palace. Analisando por setores, podemos verificar:

Defesa

A aquisição do experiente (Gary Cahill) e a permanência de um daqueles jogadores de quem sempre se esperou mais (Mamadou Sakho) – uma dupla de dois “ex-grandes” – só acrescentou qualidade ao setor mais recuado (e consistente) do Crystal Palace. Van Aanholt, Tomkins e Ward completam o conjunto de defensores do guardião espanhol, Vicente Guaita.

Meio-campo

Milivojevic tem sido um dos jogadores mais regulares e influentes ao longo das épocas
Fonte: Crystal Palace FC

O capitão Milivojevic é o farol de toda a equipa. A acompanhá-lo, tem dois “box-to-box” (Kouyaté e McArthur), responsáveis por levar a equipa para a frente e, ao mesmo tempo, deixá-la equilibrada. Se faltar criatividade, também há Max Meier para lançar os velocistas do ataque.

Ataque

A Wilfried Zaha, o fantasista marfinense, é-lhe dada toda a liberdade para rasgar nos últimos quarenta metros. Ao seu lado, pode ter Andros Townsend ou o “joker” Jeffrey Schlupp (que tanto pode jogar a lateral ou a extremo). O objetivo principal destes homens é servir de bandeja os pontas de lança: um mais posicional (Christian Benteke) ou um mais versátil (Jordan Ayew).

A meu ver, o “segredo” do sucesso do Crystal Palace está na estabilidade do plantel e na gestão sustentável dos lucros. Apesar do encaixe de cinquenta e cinco milhões com a venda de Aaron Wan-Bissaka no mercado de verão, não houve “loucuras” nem gastos desmedidos. Quanto a entradas significantes a apontar, só a de McCarthy e Camarassa.

Esta é a prova de que não é necessário fazer grandes mudanças todos os anos. A estabilidade/consistência beneficia os artistas e torna mais fácil o trabalho do técnico. Talvez este seja um bom exemplo para os clubes mais “pequenos”, neste caso, de Terras de Sua Majestade.

A orientar este grupo completíssimo, está o antigo selecionador de Inglaterra, Roy Hodgson. Confesso que não era propriamente fã do futebol que implementou na seleção, mas, ao comando dos Eagles, soube encontrar a fórmula para fazer render “o peixe” (neste caso, a qualidade em quantidade que tem ao seu dispor).

Agora, será que a regularidade que o Crystal Palace FC tem demonstrado até ao momento, se vai manter no decorrer da época, ou o rendimento apresentado vai quebrar?

Foto de Capa: Crystal Palace

Artigo revisto por Joana Mendes

 

Filipe Carvalho

Redação Bola na Rede · ver artigos