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Liga Inglesa | Os 5 jovens a ter em conta em 2021/22

Carlos Ribeiro · 5 min

Foto: Manchester City FC

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Um dos fatores mais aliciantes do futebol moderno é que grande parte das equipas das principais ligas europeias – e não só – já começam a apostar de forma mais séria e reiterada no lançamento de jogadores jovens, seja da sua formação, seja da formação de outros clubes. O rigor tático e qualidade das camadas jovens é cada vez mais uma realidade e, por isso, as novas esperanças do futuro já chegam ao presente com uma preparação muito boa.

A Primeira Liga Inglesa é um claro exemplo disso. Neste artigo, vou destacar os cinco jovens jogadores cujo percurso vou acompanhar com especial atenção.

5.

Pedro Neto – É porta-estandarte luso dos nossos jovens em Terras de Sua Majestade. Vai continuar a ser treinado por um português – Bruno Lage – e vai beneficiar do seu estilo de jogo positivo e sem grandes amarras. Via-o facilmente a dar o salto para o Tottenham Hotspur FC, com Nuno Espírito Santo, mas a lesão da qual se encontra a recuperar deve fazer com que fique mais um ano nos “Wolves”.

Seja na ala, seja no centro do terreno (tem essa polivalência), é um jogador muito vertiginoso, com grande capacidade técnica e velocidade. Algumas vezes ainda peca na decisão – remata quando deve passar e vice-versa –, mas, mesmo assim, consegue fazer muitas assistências e tem aquilo que hoje em dia vale muito dinheiro: golo. Aos 21 anos, tem uma margem de progressão boa e, não tarda, estará de forma mais frequente na nossa Seleção.

4.

Wesley Fofana – A selecção francesa e o Leicester City FC podem esfregar as mãos: há um novo patrão da defesa em crescimento nas mãos de Brendan Rodgers. Foi na época passada que começou a aparecer e até o FIFA, o popular jogo, no seu modo “Ultimate Team”, o destacou com uma presença na sua Team Of The Season da Liga Inglesa.

Wesley Fofana tem apenas 20 anos, mas não se deixem enganar pela idade: já demonstra uma grande maturidade nas decisões que toma em campo. Diz-se que os centrais só chegam ao seu “ponto de rebuçado” mais tarde na carreira, mas, cada vez mais, conseguimos observar jovens a assumirem-se numa mais tenra idade. Mais uma vez, devido ao excelente trabalho que se faz na formação por esse mundo fora.

Rápido, forte no jogo aéreo… faz-me lembrar Varane, e auguro nele um futuro com qualidade semelhante ao novo reforço do Manchester United FC.

3.

Tariq Lamptey – Com apenas 20 anos, o inglês de ascendência ganesa Tariq Lamptey é dos laterais/alas direitos mais promissores da Primeira Liga Inglesa. Formado no Chelsea FC, um clube que tem uma aposta forte na formação, embora muitos deles depois brilhem ao serviço de outras equipas, transferiu-se para a zona sul de Inglaterra, em janeiro de 2020, e, desde logo, se percebeu que era para ser aposta do treinador Graham Potter.

Por ter um centro de gravidade baixo – tem 1,64m (já não servia para Jorge Jesus) – é muito rápido e tecnicista, dando assim uma tremenda profundidade aos ataques da sua equipa. Tem algumas debilidades defensivas – especialmente no jogo aéreo – mas surpreende-me com a forma como “tapa” bem os espaços que muitas vezes deixa abertos nas suas costas, devido às constantes subidas ao ataque. É especialmente útil numa tática onde a ala direita seja inteiramente da sua responsabilidade, ou seja, na moda dos centrais que vemos muito nos dias de hoje.

2.

Emile Smith-Rowe – O novo “10” dos “Gunners” é uma das maiores esperanças dos adeptos do Arsenal FC para o futuro. Aposta de Arteta, a renovação de longa-duração (que simboliza que a direção tem confiança nas suas capacidades) diz-me que vai ter ainda mais tempo de jogo que na última época, onde conseguiu fazer boas exibições.

É um “10” à antiga, criativo e com muita técnica, mas, como o rigor tático muitas vezes se sobrepõe à “beleza do jogo”, é-lhe pedida uma missão mais de box-to-box, que desempenha com qualidade, ainda que com algumas lacunas defensivas. Penso que se o Arsenal FC se pretende reerguer até à elite do futebol inglês, sobretudo na Liga, a aposta passa por homens como Emile Smith-Rowe.

1.

Phil Foden – Se na Liga Inglesa da época passada já esteve bem, depois de um Euro 2020 pobre (por culpa de Southgate) e do merecido descanso, tem tudo para explodir em 2021/22 e dar o salto para uma elite de futebolistas internacionais onde poucos conseguem chegar.

Phil Foden é o jogador que todos os treinadores gostariam de ter, mas nem todos têm a capacidade para o colocar a render o seu potencial máximo. Não quero com isto dizer que Guardiola não tem rigor tático (claro que tem), mas a forma como coloca os seus jogadores em campo, com as características que mais lhe interessam, é propícia a que talentos como o do jovem inglês apareçam.

Phil Foden faz melhores exibições no Manchester City FC e na Liga Inglesa do que, por exemplo, na selecção, porque lhe dão mais liberdade para ele fazer o que sabe: ser decisivo, fazer passes para golo e movimentar-se bem entre linhas. Southgate amarrou-o muito a tarefas defensivas (como aos seus restantes nove companheiros de campo) e, para além disso, encostou-o a uma ala. Guardiola + Foden é uma dupla que tem tudo para dar bom resultado, aliás, o troféu individual de melhor jogador jovem da Primeira Liga Inglesa em 2020/21 é um óptimo pronúncio.

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos

Carlos Ribeiro

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