Liverpool FC 2-2 Manchester City FC: Em luta entre titãs, empate é vitória justa

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A CRÓNICA: PRESTAÇÃO DOS “REDS” EM ANFIELD OFERECE BOA HOMENAGEM A “SIR ROGER”

Sem cadeiras vazias à vista em Anfield, os primeiros minutos de jogo evidenciaram um Liverpool FC a entrar por cima, embalado pelo fantástico ambiente proporcionado pelos seus adeptos. Pela sua parte, o Manchester City FC conseguia ter bola, sim, mas sem ser capaz de chegar ao último terço do terreno.

Aos 17’, tudo começou a mudar. O ataque posicional e a pressão alta de Guardiola começaram a dar frutos e ditaram o decorrer do restante tempo da primeira parte. Os Reds não foram verdadeiramente capazes de criar perigo, ao passo que os Citizens estiveram perto do golo por várias vezes.

Em destaque tivemos diversas incursões de Bernardo Silva e João Cancelo que, incansáveis visionários, nos proporcionaram passes de alto nível. Aos 20’, momento mágico de Bernardo que rodopiou sobre vários adversários e, tão naturalmente como respirar, serve Foden em bandeja de ouro. Praticamente sozinho, o inglês não foi capaz de concretizar e permitiu a defesa de Alisson.

Por sua vez, três minutos depois, Cancelo na ala esquerda faz um passe teleguiado para De Bruyne que, em remate cruzado, falha a baliza. Aos 34’, outra excelente abertura de Bernardo para Foden permitiria o cruzamento para a cabeça de De Bruyne que, mais uma vez, não é capaz de abanar as redes da equipa da casa.

Os Citizens voltariam a ameaçar à porta do intervalo sem que houvesse mexidas no marcador. Principalmente da parte dos homens de Manchester, paciência e concentração foram palavras de ordem durante a primeira metade da partida. Além da boa prestação a nível atacante, o City concedeu pouco espaço ao adversário e reorganizou-se sempre muito rapidamente, limitando o jogo ofensivo dos Reds, como aliás se pôde ver pelas raras vezes em que Sané e Salah tiveram a bola nos pés.

A segunda parte começaria de forma mais equilibrada e com mais atitude por parte do Liverpool, com Diogo Jota à cabeça que, já dentro da área, consegue rodar sobre os adversários e arrancar um bom remate que por pouco não deu em golo.

A boa entrada da equipa da casa serviria como prenúncio para o que se passaria a seguir. Através de jogada rápida, entre os partners in crime do costume, Salah coloca a bola na perfeição em Sané, que não perdoa e inaugura o marcador em Anfield Park.

A melhor liga do mundo não nos deixaria ficar mal e bastaram apenas dez minutos de espera para sermos presentados com o golo do empate. Após diagonal da direita para o meio, Gabriel Jesus encontraria Phil Foden em boa posição na esquerda para um remate cruzado forte. Sem hipótese para Alisson.

Aos 75’, um “pouco” mais de magia. No corredor direito, Salah desfaz-se de quatro adversários com muita categoria e coloca novamente a bola dentro da baliza.

O final da partida confirmaria o espetáculo inacreditável que tivemos o prazer de acompanhar, e os Citizens voltariam a empatar com um remate forte de De Bruyne e algum azar para o Liverpool, com a bola a tocar ao de leve no defesa e a apanhar o guarda-redes brasileiro em contrapé.

A partida terminaria em empate e o topo da Liga Inglesa continua a dar-nos tudo o que queremos e mais alguma coisa.

 

A FIGURA

Mohamed Salah – O egípcio não está claramente interessado em voltar a ter uma época menos inspirada. A quantidade de golos e assistências que tem proporcionado nas últimas cinco épocas continuam a ser fulcrais para as ambições do Liverpool. Hoje, mais um golo e uma assistência. A ver vamos quantas surpresas mais nos irá trazer Mohamed Salah.

 

O FORA DE JOGO

Jack Grealish – Por pouco não marcou, mas não esteve de todo inspirado em Anfield no jogo de hoje. Mérito também para a defesa do Liverpool, que não lhe deu muito espaço para mostrar a criatividade individual que tanto admiramos.

 

ANÁLISE TÁTICA – LIVERPOOL FC

Os Reds alinharam em 4-3-3, com Alisson na baliza, Robertson à esquerda, Matip e van Dijk no eixo central, e Milner a substituir o lesionado Alexander-Arnold.

Mais à frente, Henderson, Fabinho e Curtis Jones foram os responsáveis por criar jogo para os “três mosqueteiros” da frente, Sané, Salah e Diogo Jota.

Apesar de não ter feito uma má partida, Milner não conseguiu dar tanta profundidade ao ataque do Liverpool como Arnold costuma fazer, acabando por comprometer um pouco o flanco direito da equipa de casa, principalmente na primeira parte.

No meio campo, Curtis Jones e, principalmente, Fabinho, estiveram um pouco apagados, valendo ao Liverpool a criatividade e poder de explosão de Sané e Salah.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Alisson (6)

James Milner (7)

Joël Matip (7)

van Dijk (6)

Robertson (6)

Henderson (6)

Fabinho (6)

Curtis Jones (7)

Salah (8)

Diogo Jota (6)

Mané (7)

SUBS UTILIZADOS

Firmino (6)

Gomez (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – MANCHESTER CITY FC

O Manchester City FC compareceu em Liverpool para jogar igualmente em 4-3-3. Na defesa, a linha a que já estamos habituados, com Cancelo, Laporte, Dias e Walker à frente do guardião Ederson.

No meio-campo, Hernández, De Bruyne e Bernardo Silva perfizeram o trio que apoiou Grealish, Foden e Gabriel Jesus na frente de ataque.

Destaque para a excelente partida de Cancelo e Bernardo Silva que estiveram mais produtivos na criação de ataque do que, por exemplo, Hernández e De Bruyne.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ederson (6)

Cancelo (7)

Laporte (6)

Dias (6)

Walker (6)

Silva (7)

Hernández (6)

De Bruyne (7)

Grealish (6)

Foden (8)

Jesus (7)

SUBS UTILIZADOS

Sterling (6)

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