Manchester United 3-1 Barcelona: Surpresa com dedo de Van Gaal

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Em mais um duelo de gigantes na Internacional Champions Cup, Manchester United e Barcelona proporcionaram um excelente espetáculo de futebol com os britânicos a levarem de vencida os campeões europeus por 3-1. Nos onzes iniciais, Van Gaal e Luís Enrique não surpreenderam: no lado inglês, o técnico holandês optou por colocar já um onze inicial muito aproximado daquele que certamente iniciará a Premier League; na equipa catalã, Enrique – não contando ainda com os titulares Dani Alves, Mascherano, Neymar e Messi – procurou dar mais consistência no meio campo do Barça, colocando quatro homens nessa zona do terreno (Busquets, S. Roberto, Iniesta e Rakitic). Em contrapartida, a equipa do United teve no onze três dos reforços para esta época: o lateral direito Darmian, o médio centro Schneiderlin e o jovem avançado holandês Memphis Depay.

Apesar das ausências importantes no onze, a verdade é que o Barcelona entrou a todo o gás no encontro desta noite. Aliás, nos primeiros dez minutos, assistimos a um ritmo de jogo verdadeiramente alucinante, com o perigo a rondar as balizas de De Gea e Ter Stegen. Do lado catalão, Suárez (num remate ao poste) e Sergi Roberto criaram duas excelentes oportunidades para marcar; no M. United, Wayne Rooney teve bem mais eficácia que os adversários e acabou por, no primeiro remate da sua equipa, inaugurar o marcador, aos sete minutos, na sequência de um cabeceamento após um canto. O avançado inglês aproveitou a falta de marcação de Adriano para fazer o primeiro para o United, num lance que se revelou decisivo no encontro.

Com o golo, a verdade é que o Manchester United acabou por assentar a sua estratégia. Ciente de que não poderia discutir o jogo pelo jogo com o Barça, a equipa de Van Gaal não teve qualquer receio em jogar com a estratégia para controlar os catalães. Para isso, a importância das dinâmicas de Depay e Rooney foram fundamentais, tendo em conta as limitações que ambos os jogadores foram provocando na primeira fase de construção ofensiva catalã. Durante esse período, e apesar do maior controlo da bola pelo Barça, foi o United a estar perto de marcar, com Young a proporcionar aos 27 minutos uma excelente intervenção a De Gea. Surpreendidos pela capacidade tática do adversário, o Barcelona, apesar da boa dinâmica que foi tendo, não conseguiu acercar-se com a frequência pretendida do último terço do terreno. Para que isso tenha acontecido, em muito contribuiu a capacidade defensiva de Mata e Young, que não raras vezes impediram o jogo em profundidade de Adriano e Jordi Alba. Ainda assim, a vantagem do Manchester ao intervalo era injusta, tendo em conta o número de oportunidades que o Barça continuava a desperdiçar. Até ao fim do primeiro tempo, em duas ocasiões, Suárez esteve muito perto de marcar (numa a bola foi ao poste e na outra De Gea parou o remate do avançado uruguaio).

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Suárez foi o espelho da ineficácia catalã
Fonte: Facebook FC Barcelona

O segundo tempo acabou por trazer um ritmo mais pausado ao encontro. Em virtude das diversas alterações que Van Gaal e Luís Enrique promoveram nas suas formações, Barça e United acabaram por diminuir de intensidade na segunda parte. Ainda assim, isso não invalidou a criação de lances de perigo em ambas as balizas. Aliás, aos 61 minutos, o árbitro da partida anulou (o lance deixa muitas dúvidas) um golo a Luís Suárez após excelente jogada de entendimento com Pedro Rodriguez, um dos maiores agitadores do jogo catalão. A diferença é que o Manchester United voltou a ser mais eficaz e, apenas quatro minutos após o golo anulado ao uruguaio – e já depois de imensas alterações na equipa -, os ingleses chegaram mesmo ao segundo golo, por intermédio de Jesse Lingaard, que aproveitou um lance muito bem construído no lado esquerdo do ataque do United. Sergi Roberto – que jogou adaptado a lateral direito no segundo tempo – teve muitas culpas no cartório mas isso não tira o mérito a um golo muito bem construído pelos ingleses e onde se provou a inteligência com que Van Gaal preparou a sua equipa para o jogo desta noite.

Jogando sempre mais no contra ataque e na inteligência posicional, os red devils iam vencendo por dois golos de vantagem. Até ao final do encontro, as caras novas de ambas as equipas procuraram mostrar aos seus treinadores que também são opções válidas para a nova temporada. Por isso, não foi de estranhar que o golo tenha surgido em ambas as balizas: depois de duas tentativas de Rakitic, o Barça conseguiu reduzir o marcador para 2-1 ao minuto 90 após um excelente remate de pé esquerdo do médio Rafinha. No lado inglês, foi a vez de Januzaj – em mais um erro defensivo do Barça, desta vez de Bartra – fechar o marcador em 3-1 apenas um minuto depois do golo da equipa espanhola. Num jogo com um ritmo bastante interessante tendo em conta a fase da pré temporada, o Manchester United acabou por levar a melhor numa partida onde a tática se superiorizou à técnica. Ainda assim, ficaram boas impressões de duas equipas que provaram ter armas suficientes nos plantéis para fazer excelentes épocas a nível interno e nas competições europeias.

A Figura:
Estratégia do Manchester United –
É indiscutível considerar-se que muito do mérito da vitória inglesa frente ao Barça teve que ver com a estratégia pensada por Van Gaal. Fazendo do jogo posicional a sua principal arma, os ingleses souberam aproveitar as debilidades defensivas contrárias para chegar a uma vitória surpreendente frente ao campeão europeu.

O Fora-de-Jogo:
Erros defensivos do Barcelona – Três golos sofridos devido a três erros defensivos são uma fatura demasiado alta para uma equipa que é campeã europeia. Adriano, Sergi Roberto e Bartra foram os réus dos erros que impediram o Barça de fazer um resultado melhor frente ao Manchester United. Se no ataque a equipa demonstrou uma boa dinâmica, a nível defensivo ficaram muitas lacunas para Luís Enrique corrigir.

Redação BnR
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