Última horaJosé Juan Romero: do Real Bétis a Ceuta, dos milagres dentro de campo ao futebol em segundo plano
Publicidade

Manchester United FC 2-1 Liverpool FC: Pragmatismo tremeu mas venceu

Gonçalo Pereira · 4 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Era um jogo que dispensava apresentações, o maior clássico do futebol inglês que mexe sempre com as emoções dos adeptos e dos amantes do desporto rei.

De um lado José Mourinho, experiente e pragmático. Do outro, o exuberante Jurgen Klopp, ambas as equipas um espelho dos seus treinadores. Mas onde mais interessa dentro de das quatro linhas jogaram estrelas como Sanchez, Lukaku, e De Gea contra o famoso ataque Mané, Firmino e a estrela egípcia Mohamed Salah.

Os dois pontos de desvantagem do parte do Liverpool em relação ao segundo classificado Manchester United obrigavam os Reds a lutarem obrigatoriamente pelos três pontos. Do lado do United apesar da baixa de peso da última hora com a lesão de Pogba, a equipa acabaria por entrar de uma forma compacta como já vem sendo habitual.

O jogo começou bastante dividido e disputado, essencialmente a meio campo, até que surge o menino Marcus Rashford servido por Romelu Lukaku, fez o que quis do defesa do Liverpool Alexander Arnold, marcando o primeiro golo da partida aos 14 minutos.

Após o golo a partida ganhou outro ritmo com o Liverpool à procura do empate, no entanto, a equipa de Mourinho foi conseguindo manter o controlo do jogo com a dupla McTominay e Matic a fecharem por completo todo o processo ofensivo da equipa do Liverpool.

Com a bola a não chegar aos homens da frente devido à falta de criatividade do meio campo, o Liverpool poucas oportunidades teve para causar perigo.

Em mais um lance ganho no jogo aéreo a Lovren, Lukaku começou aí a jogada que deu origem ao segundo golo, mais uma vez de Marcus Rashford, que após um ressalto dentro área com classe remata para a baliza de Karius, aumentando a vantagem do United na para 2-0.

A qualidade defensiva e o rigor tático do meio campo do United resumiram um pouco o que foi a primeira parte, domínio do jogo por parte da equipa da casa, principalmente nos momentos em que não tiveram bola. Ao nível ofensivo a sociedade Mata/Sanchez no apoio constante à ala esquerda onde esteve Rashford causou sempre grandes dificuldades à defensiva do Liverpool, que nunca conseguiu dar conta das constantes movimentações e triangulações por parte dos avançados dos Red Devils.

Liverpool entrou forte e mais dominante com vontade de disputar a partida. Com mais agressividade, mas ainda com alguma falta de criatividade na construção.

Por volta da hora de jogo  entra Adam Lallana, e minutos depois, Eric Bailly faz autogolo num lance caricato. É o momento de viragem da partida, com o 2-1 o Liverpool acredita que é possível e vai atrás do empate.

Mourinho leu bem a partida e viu um United cada vez mais apertado e fez entrar o soldado Fellaini para fechar o meio-campo. Apesar disso, a entrada de Lallana e o recuo de Mané para zonas centrais continuaram a confundir o meio-campo dos Red Devils, que foi sendo encostado às cordas.

Aos 80 minutos Klopp arriscou tudo, retirando os dois laterais para dar o lugar a Wijnaldum e Solanke. O jogo partiu e as oportunidades foram surgindo para ambas as equipas. Com uns minutos finais alucinantes, como já é habito nos jogos da Premier League, o United com alguma sorte à mistura acabou por conseguir segurar a vantagem, vencendo a partida por 2-1.

A vitória foi construída na primeira parte com o selo do jovem internacional inglês Marcus Rashford, que deu justiça a um jogo totalmente controlado pelo Manchester United até à hora de jogo, altura em que Klopp introduziu na equipa uma injeção de criatividade vinda dos pés de Lallana, coincidindo com o autogolo de Bailly.

A partir daí foi um jogo impróprio para cardíacos, com oportunidades tanto para o Liverpool empatar como para o United matar o jogo.

De destacar o rigor tático de McTominay ao longo dos 90 minutos e a insistência de Sadio Mané, que foi o mais inconformado e o que mais tentou dar algo mais ao ataque do Liverpool.

A FIGURA

Fonte: Manchester United FC

Marcus Rashford – Não era titular desde Novembro, depois da lesão que o afetou, no entanto, voltou ao onze de Mourinho da melhor maneira com dois golos que deram a vitoria à equipa. A somar a isso, uma excelente prestação individual que dará com certeza confiança ao internacional inglês para o que ainda falta da temporada e claro, com olho no Mundial da Rússia.

O FORA-DE-JOGO

Fonte: Liverpool FC

Mohamed Salah – Sendo a estrela da equipa, era esperado que o egípcio assumisse as rédeas do ataque e causasse estragos na defensiva do United. Isso acabou por não acontecer, o avançado foi muito bem marcado ao longo de toda a partida e nunca se conseguiu destacar. O último lance do jogo foi o espelho da exibição apagada de Salah, onde o egípcio já dentro da área, depois de um pontapé de canto, mandou a bola para a bancada.

Artigo revisto por: Jorge Neves

Gonçalo Pereira

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

José Juan Romero: do Real Bétis a Ceuta, dos milagres dentro de campo ao futebol em segundo plano

SEVILHA, ANDALUZIA- Espanha não tem sido notícia apenas por boas razões nos últimos meses, bem pelo contrário. A queda do governo de Pedro Sánchez está na ordem do dia e tal ‘crise’ justifica-se com vários pontos: alianças políticas que já não estavam a funcionar, aumento do descontentamento da população, salários que não acompanham o custo de vida, crise habitacional que levou a manifestações por todo o território… No entanto, a memória é traiçoeira. Faz-nos pensar que certos acontecimentos já ocorreram há bastante tempo, quando não é bem assim. Quantos se recordam do dia 30 de julho de 2026? Foi nessa data que ocorreu o começo da crise migratória de Ceuta e as consequências da mesma ainda se fazem sentir hoje em dia. 70 mil pessoas oriundas de Marrocos entraram no território a partir do mar durante as 48 horas, provocando uma crise migratória totalmente inesperada. As razões que estiveram na origem desta entrada em massa não são o foco desta análise. A maioria das pessoas teria uma boa índole, procurando o melhor para si e para os seus. Histórias de vida diferentes umas das outras, mas o objetivo comum de atingir a felicidade. No entanto, também existiu o outro lado da moeda: quem procurou o conflito e a criação de um ambiente tóxico.

Ricardo João Lopes · 5 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Quem é o rei da Andaluzia? É o Real Bétis. Ah, bem me parecia!

SEVILHA, ESPANHA- As últimas temporadas permitiram confirmar um novo paradigma no futebol espanhol. A Andaluzia, recheada de históricos por todas as suas províncias, acabou por ver o Real Bétis transformar-se na instituição mais forte da região. O designado de número 1. Há poucas missões mais difíceis que esta. Uma Comunidade Autónoma larga, com cidades com um espólio enorme, não é fácil de dominar. Para isso, os béticos lograram montar um projeto com vários prazos e uma figura central, beneficiando também do mau momento vivido por outras instituições. Ao pensarmos no futebol na Andaluzia, sem dúvida alguma que o Real Bétis é um dos primeiros emblemas que nos vêm à cabeça. No entanto, o Sevilha já foi o Rei da Europa League e é lembrado em primeiro lugar por muitos. Málaga, Granada, Cádiz, Almería, Real Jaén… as preferências dividem-se, como em tudo. Porém, o domínio estabelecido pela instituição do Benito Villamarín é inegável. Vivemos tempos em que o verde e brancos está na moda no sul de Espanha.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Em Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)

SEVILHA, ESPANHA- Ao pensarmos em escolas de formação, com a sua especialidade em extremos, o nosso cérebro vai pensar automaticamente no Sporting. Cristiano Ronaldo, Nani, Simão Sabrosa e Ricardo Quaresma são o expoente máximo de craques saídos da cantera do emblema do José de Alvalade, capazes de fazer magia a partir da linha, procurando espaços interiores ou dando profundidade nas zonas exteriores, aliando-se ao lateral. Nos últimos anos, Espanha assumiu-se como o país protagonista no futebol, não apenas nos seniores, mas também na formação. As academias ganharam um papel importante no desenvolvimento do desporto rei desde a viragem do século, com vários emblemas a apostarem na manutenção e criação de infraestruturas para que os atletas possam atingir os níveis máximos. As conquistas do Euro 2024 e do Mundial 2026 provam este ponto. São a cereja no topo do bolo de um processo que obviamente não se construiu de um dia para o outro.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Denílson no Real Bétis: o brasileiro que encantou Manuel Lopera e que chegou a deter o título de jogador mais caro da história

SEVILHA, ESPANHA- Em 1997, o mundo preparava-se já para a viragem do século, com todos os países do mundo ocidental a procurarem a modernização e o protagonismo global. No futebol, não era distinto. Vivíamos os primeiros anos da Premier League, que procurava destronar a Serie A como o campeonato mais poderoso do mundo. Os ingleses tinham dinheiro e queriam a maior audiência possível, proporcionando assim ao espetador os melhores encontros possíveis. Era uma batalha entre poderosos, que hoje em dia é quase inimaginável. Em Espanha, a La Liga tinha uma boa cotação, mas ainda não estava no mesmo patamar que as suas congéneres. No entanto, o caminho traçado era claro. Ainda em 1990, o governo espanhol, farto de ver os clubes a gerarem prejuízos dantescos, criou a Ley del Deporte, que levava a que os clubes profissionais criassem uma Sociedade Anónima Desportiva. A partir desse momento, as instituições também passavam a ser empresas. Os únicos que escaparam a isto (por terem fechado as contas no positivo)? Barcelona, Real Madrid, Athletic e Osasuna. Presentemente, estes quatro emblemas continuam a pertencer aos sócios.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.