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Melhor 11 português do século XXI na Liga Inglesa

João Pedro Gonçalves · 5 min

Melhor 11 português do século XXI na Liga Inglesa
Foto: Manchester United FC

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É nas Terras de Sua Majestade que encontramos o melhor campeonato do Mundo. E como não podia faltar, os portugueses marcam presença, ano após ano, mostrando a qualidade que nos é reconhecida. Talvez nem sempre, de entre os 72 lusos que contam com passagem pela liga com maior mediatismo, seja possível encontrar as mais variadíssimas histórias de sucesso e insucesso, não fosse o pioneiro destas andanças, de seu nome Calita, nunca se ter estreado oficialmente.

Em 2018/2019, o contingente nacional em Inglaterra bateu recorde – eram 20 os nomes. Esta temporada foram 17. Cristiano Ronaldo é provavelmente aquele que maior protagonismo teve. Contudo, não é quem detém o recorde de jogos. Mas já lá vamos. A relação entre portugueses e Liga Inglesa parece que veio para durar, e tornou-se já numa montra tanto para jovens jogadores, como para atletas mais experientes. Nesta viagem pelo (ainda curto) século XXI, a tarefa demonstrou-se árdua, e lançar o onze foi uma dor de cabeça com tamanha qualidade. Em relação ao treinador que há em ti, que alterações fazias?

GUARDA-REDES

Rui Patrício – Os portugueses ainda não se conformaram com esta posição. O guardião da formação de Nuno Espírito Santo veio contrair a tendência e mostrar toda a sua qualidade entre os postes. Bastante elogiado pela imprensa, Rui Patrício ganhou o respeito dos adversários e é, atualmente, uma das peças fundamentais no Wolverhampton Wanderers FC. A idade não lhe permitirá, possivelmente, um salto para um clube maior, mas estas duas épocas em Inglaterra têm sido bastante positivas para o guarda-redes das quinas.

LATERAL DIREITO

Paulo Ferreira – A primeira boa dor de cabeça. Apesar de a opção ter recaído logo para Paulo Ferreira, uma lateral acima da média com boa capacidade técnica, com garra e forte a defender, aos poucos e poucos foram aparecendo outras opções, como Bosingwa e Ricardo Pereira. Contudo, as qualidades do defesa campeão europeu pelo Chelsea FC, vencedor de três Ligas Inglesas e uma Liga Europa pela formação londrina, falaram mais alto.

DEFESA CENTRAL

Ricardo Carvalho – Óbvio. Inevitável. Fácil. Um dos melhores centrais que vi jogar. Sinto pena de não poder ter visto mais anos. Um central completo e uma figura do Chelsea FC. Esteve em Londres seis épocas, onde, entre outras competições nacionais, venceu três ligas inglesas. Um jogador bastante acarinhado pelos adeptos dos blues e que é sinónimo de boas recordações.

DEFESA CENTRAL

Abel Xavier – Esteve dos dois lados do Merseyside Derby, sendo que representou o Everton FC antes de ingressar no Liverpool FC. Abel Xavier esteve quatro épocas e meia em Inglaterra – jogou também o Middlesbrough FC –, e venceu uma Supertaça Europeia pelos reds em 2001. Para fazer companhia a Ricardo Carvalho, podia ter escolhido ainda José Fonte, Jorge Costa ou Ricardo Rocha. Ainda assim, sem desfazer da sua qualidade, a irreverência e a história deste central com uma fama peculiar devido ao seu cabelo valeu-lhe bilhete para o XI.

LATERAL ESQUERDO

Nuno Valente – Sem concorrência para esta posição, o antigo jogador do Everton FC merece lugar pela sua qualidade. Fustigado por lesões, fica a sensação de que a carreira de Nuno Valente na Liga Inglesa poderia ter sido mais brilhante. No entanto, apesar dos problemas físicos, o lateral esquerdo convenceu os adeptos dos toffees e, por isso, tem um lugar especial na asa esquerda da seleção das quinas.

MÉDIO DEFENSIVO

Tiago – O médio centro que calcava também os terrenos da posição “seis” esteve uma época no Chelsea FC, e foi peça fundamental no esquema de José Mourinho. Foram 51 jogos e quatro golos em 2004/2005, e muito brilho nos terrenos ingleses que pisou. Tiago Mendes foi um jogador habituado a grandes palcos e que encantou por onde passou.

MÉDIO CENTRO

Raúl Meireles – Três épocas de qualidade em Inglaterra divididas entre Liverpool FC e Chelsea FC. Raúl Meireles viveu o topo da sua carreira em Terras de Sua Majestade. Dono de um pontapé fortíssimo, eram muitas as qualidades reconhecidas ao internacional português. Deixou certamente muitas saudades aos adeptos dos reds e dos blues.

MÉDIO CENTRO

Deco – Apesar de o seu auge não ter sido passado em Inglaterra, Deco foi uma das estrelas mundiais na primeira década do século XXI. Com uma qualidade ímpar, o internacional luso venceu por duas vezes o prémio da UEFA para Melhor Médio, o prémio UEFA Melhor Jogador e a Bola de Ouro do Mundial de Clubes em 2006. De fora ficam jogadores como Manuel Fernandes, Rúben Neves, João Moutinho, Bruno Fernandes, entre outros.

EXTREMO DIREITO

Bernardo Silva – Um prazer vê-lo jogar. Um dos maiores talentos do futebol com 25 anos. Recheado de qualidade e talento, Bernardo Silva é uma peça chave para Guardiola. Não há muito a dizer, é o Bernardo Silva.

EXTREMO ESQUERDO

Cristiano Ronaldo – Aquele que para muitos é o melhor do Mundo. Não há nada acrescentar. Uma menção a Nani que fez épocas muito boas ao serviço do Manchester United FC, e que seria uma suplente de luxo tanto para a asa esquerda como direita do ataque.

AVANÇADO

Luís Boa Morte – O avançado é o português com mais jogos no principal escalão inglês, onde somou jogos atrás de jogos no Arsenal FC, Southampton FC, Fulham FC e West Ham UFC, durante 13 épocas. O internacional luso fez ainda uma temporada pelos Cottagers e pelo Chesterfield FC em escalões inferiores. Luís Boa Morte ganhou o respeito em Inglaterra, e é, inclusive, convidado a participar muitas vezes em jogos de antigas estrelas.

Artigo revisto por Mariana Plácido

João Pedro Gonçalves

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