O estado de graça de De Bruyne no City: constrói, organiza e define

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Cabeçalho Liga Inglesa

Muito peculiar é o caso de Kevin de Bruyne. Foi contratado pelo Chelsea pela sua valia a médio-longo prazo, mas não encheu os olhos ao nosso José Mourinho. Num clima de crispação, acabou por tomar a decisão de abandonar o clube londrino e procurar jogar.

Procurou jogar e agora faz jogar. De Bruyne é, claramente, um dos melhores médios ofensivos da atualidade a jogar e a fazer jogar no líder do melhor campeonato do mundo. Provou que Mourinho estava errado e hoje essa demonstração de capacidades converge diretamente com o português: primeiro, porque são vizinhos; segundo, porque ambos almejam ficar em primeiro lugar na classificação. A isto acresce o Mourinho vs Guardiola. Coisas de novela, mas coisas como esta cobrem todo o acontecimento relacionado, neste caso específico, com a Premier League.

Como mero espetador de futebol, De Bruyne desempenha um papel escrito e encenado por Pep Guardiola. O seu perfil faz-me lembrar o de Frank Lampard. Defende, controla, aparece facilmente em zonas de finalização e tem uma excelente e potente longa distância. Fugindo a quaisquer comparações, reitero que a sua envolvência no jogo é bastante semelhante à do antigo capitão do Chelsea.

Uma das suas variadas virtudes é a inteligência. Sabe ler, processar e contemporizar cada lance, cada jogada. É claramente um jogador de classe mundial, mas que ainda tem algo a provar. Títulos. Um jogador atinge uma marca de renome quando se começa a encher de títulos, ou será que não? Primeiro, responderia que não necessariamente. Ocorreu-me o nome de Steven Gerrard, mas logo depois lembrei-me de que ergueu uma Liga dos Campeões e umas quantas Taças. Depois, lembro-me de Ronaldo Nazário, Ibra, Totti, que nunca venceram essa competição, mas as conquistas domésticas ou correspondentes a provas de índole internacional (Seleções), acabam por complementar o jogador. Ou seja, depois de me debruçar sobre a importância dos títulos, percebi que realmente são indispensáveis para que um jogador atinja a marca de elite. Um jogador que seja protagonista num campeão é automaticamente reconhecido, e ganha aquela reputação ímpar.

Este City parece estar disposto a arrecadar tudo o que estiver em disputa. De Bruyne tem um peso tão grande no futebol dos citizens que nem ele o sente. Está numa completa zona de conforto. Zona essa que requer nunca se sentir confortável! Parece contraditório, mas num meio campo, em qualquer jogo da Liga Inglesa, a atenção tem de ser constante. Para um centro campista, a missão é ser mais um na retaguarda quando necessário ou conveniente; assumir um papel de construção; e liderar uma saída rápida na transição ofensiva. De Bruyne é isto tudo no City, e ainda deixa o seu nome na lista dos marcadores. Neste momento, em que muito provavelmente a sua progressão como futebolista já não terá muito mais continuidade, será a aprimoração das suas qualidades a fazê-lo melhor jogador. Como dizem os entendidos, o difícil não é chegar ao topo, mas manter-se por lá…

O seu selecionador Roberto Martinez vincou bem recentemente bem o final do último parágrafo. Pegando no facto do seu jogador estar a ter um início de época deslumbrante, diz que poderá chegar ao mais alto nível se se mantiver bastante ativo nos jogos que realiza, que se torne uma chave, uma referência na equipa, chegando ao ponto de a liderar. Em artigos que tive a oportunidade de ler, de forma a conhecer um pouco a personalidade de Kevin de Bruyne, saltou-me à vista algo interessante.

Diogo Fresco
Diogo Frescohttp://www.bolanarede.pt
Fã de um futebol que, julga, não voltará a ver, interessa-se por praticamente tudo o que envolve este desporto, dando larga preferência ao que ocorre dentro das quatro linhas. Vibra bastante com a Seleção Portuguesa de Futebol.                                                                                                                                                 O Diogo escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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