Última horaFrancesco Farioli em análise ao Real Bétis 3-2 FC Porto: «A Champions League é uma competição diferente e temos de aprender a competir»
Publicidade

O grande desafio da carreira de Marco Silva

Diogo Grácio · 2 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Em maio do ano passado, Marco Silva assumiu funções como treinador principal do Everton FC, de Liverpool. E logo afirmou que o grande objetivo seria voltar a colocar os Toffes nos lugares cimeiros da tabela.

Depois de boas passagens por Hull City AFC e Watford FC, o jovem treinador chegou à cidade de Liverpool com algum curriculum e bem visto pela direção do Everton.

A escolha de um treinador jovem e com ideias “frescas” foi a aposta feita pelo proprietário do clube, o iraniano Farhad Moshiri. Para cumprir as expetativas e atingir aquele que tinha sido o compromisso feito com a direção e com os adeptos (que queriam voltar a ver o Everton intrometer-se entre os maiores dos maiores na Premier League), Marco Silva foi ao mercado de transferências.

Começou por trazer o extremo Richarlison, um craque brasileiro que já tinha sido treinado por si no Watford. Depois seguiu-se o Yerri Mina, o Lucas Digne e o André Gomes (empréstimo) do FC Barcelona, o Bernard do Shakhtar Donetsk, treinado por Paulo Fonseca, e ainda o central francês Kurt Zouma, que chegou por empréstimo do Chelsea FC.

Com uma equipa bastante equilibrada em todos os setores, com as estratégias do português já adquiridas e com a pré-epoca realizada, o grande desafio de toda a carreira do treinador português estava prestes a começar. Será o técnico, natural de Lisboa, capaz de conduzir o Everton FC aos palcos europeus?

Apesar do início “promissor”, podemos dizer assim, de Marco Silva e da sua equipa, com resultados positivos e com alguns pontos conquistados (inclusive, frente ao Chelsea FC), os Toffes estão a passar por um mau momento. Aquele que era o objetivo inicial para Marco Silva está agora cada vez mais difícil de alcançar. O Everton não é capaz de se manter constante nas vitórias e isso faz com que neste momento permaneça no décimo lugar da tabela, a 10 pontos do quinto classificado, o Arsenal FC.

O Everton FC tem de fazer melhor se quiser sonhar com um apuramento paras as competições europeias. Fonte: Premier League
O Everton FC tem de fazer melhor se quiser sonhar com um apuramento paras as competições europeias.
Fonte: Premier League

Com a segunda volta já iniciada a tarefa para a equipa de Merseyside vai-se tornando cada vez mais difícil. No entanto, e depois de terem sido eliminados na Taça de Inglaterra (3-2 frente ao Millwal do Championship), têm agora uma boa oportunidade para se redimirem e fazerem uma segunda volta diferente. E quem sabe, que ajude os adeptos dos blues a sonharem com um apuramento europeu.

Marco Silva tem estado sempre durante toda a sua carreira entre o limiar do sucesso e do fracasso. Já fracassou nuns, foi bem-sucedido noutros, mas este clube inglês é sem dúvida a grande rampa de lançamento para o português. Só depende de ele próprio para construir o seu futuro enquanto treinador de futebol consagrado. Para isso acontecer tem de dar muito mais de si e fazer mais, em termos de resultados.

No futebol, o treinador tem uma posição muito ingrata, é certo, mas o Marco tem experiência e sabe que um bom trabalho no Everton FC, pode ser o necessário para vir a ser mais um dos técnicos portugueses a ser falados até no fim do mundo.

Foto de Capa: Everton FC

Artigo revisto por: Jorge Neves

Diogo Grácio

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Luz quer continuar a iluminar o caminho europeu | Benfica x Celtic

O Benfica recebe o Celtic, esta quinta-feira, às 20h00, na segunda jornada da fase de liga da Europa League. Depois da excelente vitória em San Siro diante do AC Milan, a equipa de Marco Silva procura dar continuidade ao bom arranque europeu, apostando na capacidade de controlar o meio-campo e explorar a velocidade dos seus jogadores mais ofensivos. Num provável 4-2-3-1, a presença de João Palhinha e Fredrik Aursnes poderá ser fundamental para garantir equilíbrio, enquanto Lukebakio e Prestianni oferecem soluções para desequilibrar pelos corredores. Do outro lado, o Celtic de Martin O'Neill deverá apresentar uma estrutura semelhante, procurando contrariar a superioridade territorial dos encarnados através de um bloco compacto e transições rápidas. Callum McGregor assume particular importância na organização escocesa, enquanto a mobilidade de Benjamin Nygren e a velocidade dos extremos poderão criar dificuldades à defesa benfiquista. A capacidade de resistir à pressão inicial e aproveitar os espaços nas costas dos laterais portugueses será uma das principais armas dos visitantes.

Tiago Campos · 5 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.