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No jogo grande da jornada, o Tottenham recebeu e venceu o City de Guardiola, naquele que foi o primeiro desaire do técnico catalão em terras de Sua Majestade em jogos a contar para a Premier League.
Nota mais para Pochettino no confronto em White Hart Lane entre Spurs e Citizens. Num jogo que se adivinhava de combate e de ritmo acelerado, o treinador argentino promoveu o regresso de Danny Rose à titularidade, Son, na frente de ataque, a render Janssen, e alinhou com Sissoko e Wanyama no meio-campo, colocando Dele Alli, Lamela e Eriksen no apoio ao avançado sul-coreano. E foi no meio-campo que a partida se discutiu: face à ausência de Kevin de Bruyne, Guardiola alinhou com Fernandinho e Fernando no centro do terreno, com David Silva atrás de Aguero e Navas e Sterling nas alas.
Com Sissoko e Wanyama desde cedo a superiorizarem-se a Fernando e Fernandinho e os Spurs a jogar em pressão alta durante a maior parte do encontro, a corrente de jogo cedo pendeu para os homens da casa: após aviso do Son, o Tottenham chegou à vantagem à passagem do minuto 9, com Kolarov a não conseguir aliviar um cruzamento vindo da esquerda e introduzindo a bola na própria baliza. Aberto o marcador, os Spurs não desarmaram e ampliaram a vantagem ao minuto 37, com Dele Alli a dar a melhor conclusão a uma excelente jogada de entendimento do ataque dos Spurs.

Fonte: Tottenham FC
O ritmo foi alto até ao final do encontro, com os citizens a demonstrarem maior pendor ofensivo após substituição de Fernando por Gundogan, mas foi aos Spurs que foi pertenceu a melhor oportunidade do segundo tempo, através de uma grande penalidade que Lamela não conseguiu concretizar.
Eriksen provou a classe que todos lhe atribuem, Dele Alli e Son foram os maiores agitadores, mas o maior destaque individual da partida vai para Victor Wanyama, pelo enorme raio que cobriu e pela forma como conteve as iniciativas de David Silva.
Tendo este sido um jogo que descreve ponto por ponto o que se espera ao assistir a um jogo de Premier League, no duelo de treinadores, Pochettino superiorizou-se a Guardiola, e não é todos os dias que se pode dizer que o técnico ex-Bayern de Munique é tacticamente inferior ao treinador adversário.
Numa partida com elevado grau de exigência, o Tottenham disse presente e reforçou a pretensão ao título que viu fugir na temporada transacta, colocando-se agora em segundo lugar no campeonato, a um ponto do líder, o City.
Se o jogo entre primeiro e segundo classificados foi riquíssimo a vários níveis, o jogo dos Manchester United de Mourinho frente ao Stoke de Mark Hughes situa-se no extremo oposto: empate a uma bola, numa partida em que ficou a sensação que o desacerto dos Red Devils com as redes adversárias, e as poucas ideias no ataque montado por José Mourinho, são as maiores explicações para novo desaire.
Não obstante, o United entrou bem na partida, com ritmo, solidez e criatividade, mas a ineficácia impediu os homens da casa de chegar à vantagem. Porém, só na segunda parte, o United abriu o activo, com o recém-entrado Martial a fazer o 1-0 com vistoso remate em arco, numa execução técnica irrepreensível.
Contudo, o Stoke chegou mesmo à igualdade à passagem do minuto 82, com Joe Allen a aproveitar um erro de De Gea para estabelecer o 1-1 final.

Fonte: Manchester United
Tendo menos três pontos à 7.ª jornada do que tinha na temporada passada, o United de Mourinho tem desapontado, e apesar de este novo desaire ter sido suavizado pela derrota do City em Londres, fica a ideia que o técnico ex-Chelsea e os seus jogadores terão de fazer mais e melhor para alcançarem o título que lhes foge desde a era de Ferguson.
No Liberty Stadium, o Liverpool deslocou-se ao País de Gales para defrontar o Swansea, numa partida que venceu por 2-1. Os Reds entraram praticamente a perder, por golo de Leroy Fer logo aos 8 minutos, mas conseguiram dar a volta ao marcador com golos de Firmino aos 54’ e de Milner, aos 84’, através da conversão de um castigo máximo. O Liverpool continua assim a realizar um bom campeonato, encontrando-se actualmente em quarto lugar, a apenas dois pontos do primeiro.

Fonte: Liverpool FC
Contudo, e apesar da vitória, Jurgen Klopp quererá certamente tirar notas e corrigir o processo defensivo da equipa, que revela bastantes limitações nesse aspecto, especialmente nas bolas paradas defensivas. O Swansea, que não tem demonstrado uma boa dinâmica ofensiva, por várias vezes provocou calafrios aos Reds, que confiaram na má finalização dos galeses nos lances de bola parada para levar os três pontos no regresso a Merseyside.
Com deslocação a Old Trafford na próxima jornada, a estratégia vencedora de Klopp terá de passar pela correcção desta lacuna na defesa do Liverpool, que frente a jogadores como Fellaini, Pogba e Ibrahimovic, não poderá conceder tantas facilidades.
Foto de capa: Premier League










