Publicidade

Os 5 centrais em destaque da Liga Inglesa 19/20

Diogo Soares Loureiro · 5 min

Os 5 centrais em destaque da Liga Inglesa 19/20
Foto: Premier League

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Desde miúdo que a minha posição favorita no terreno de jogo foi defesa central. Além do equilibro defensivo, é na maior parte das vezes a voz de comando e a extensão do treinador dentro das quatro linhas. Os grandes centrais da história foram quase sempre grandes capitães de equipa.

Assim, decidi destacar 5 jogadores que na minha opinião exibiram um nível altíssimo no melhor campeonato do mundo e no campeonato mais competitivo. Ser um grande central em terras de sua majestade não é tarefa fácil, por isso estes jogadores merecem todo o destaque pela boa época que fizeram:

5.

Nathan Aké (AFC Bournemouth) – É um pouco surpreendente que eu destaque, numa lista de apenas cinco nomes, a de um central que joga no penúltimo classificado da liga inglesa e numa equipa que está à beira da despromoção. 

Mas não é seguramente por culpa deste central holandês que o AFC Bournemouth se prepara para abandonar o principal escalão deste futebol tão apaixonante. Rápido, com capacidade para sair a jogar com bola no pé e com uma enorme capacidade de antecipação, foi graças ao seu rendimento que o clube de Bournemouth não está neste momento já matematicamente despromovido.

Com apenas 25 anos e com a qualidade e margem de progressão que apresenta, não só foi eleito o jogador da época para os adeptos, como já está a ser disputado por clubes como o Manchester City, Manchester United ou Chelsea.

4.

John Egan (Sheffield United) – Um dos esteios do surpreendente Sheffield United.

A equipa sensação da Liga inglesa encontrou no central irlandês um porto seguro para a sua linha de três centrais, sendo um jogador com uma combatividade e uma capacidade física notável, o que o permite encaixar que nem uma luva no estilo de jogo inglês.

A somar a tudo isto, é presença assídua nos tops das estatísticas oferecidas pela Liga, nomeadamente no que diz respeito a desarmes, tackles e duelos ganhos. O jogador participou em 37 jogos oficiais esta época, tendo marcado apenas dois golos, mas que apareceram numa fase final da temporada e em jogos absolutamente decisivos, que permitiram ao Sheffield United sonhar com um lugar europeu até à última jornada.

3.

Conor Coady (Wolverhampton) – O central sem imprensa. O jogador humilde, trabalhador e low profile. 

Coady acordou tarde. Formado em Liverpool, passou de um médio centro/lateral direito banal para um super defesa central. Quando Nuno Espírito Santo chegou ao clube, colocou Coady a jogar nesta posição por necessidade quando esse setor foi atacado por várias lesões.

A partir desse momento foi escrita uma nova história: tornou-se capitão de equipa, o jogador mais utilizado por Nuno Espírito Santo desde que é treinador do Wolves e esta época foi totalista. São mais de 100 jogos do campeonato, seguidos, a somar todos os minutos em campo.

Tendo em conta as suas caraterísticas, não sei se é um jogador que consiga singrar fora da liga inglesa, mas a verdade é que se figurasse em mais publicidades ou entrevistas, tivesse grandes carros e algumas tatuagens, hoje seria unanimemente considerado um dos três ou quatro melhores centrais da melhor liga do mundo. Um jogador extremamente confiável e um líder nato.

2.


Caglar Soyuncu (Leicester City) – Um touro de força.

Tendo em conta a sua juventude e concorrência, não se tornou imediatamente titular na equipa de Leicester, mas a temporada 19/20 veio demonstrar todo o seu potencial e toda a capacidade que já demonstrava na Alemanha e ao serviço da sua seleção.

Um central extremamente completo: rápido, inteligente, tecnicamente evoluído, agressivo, destemido e talhado para grandes jogos.

Mais de 40 jogos a titular num Leicester City que chegou a ser segundo classificado e que andou praticamente todo o campeonato nos quatro primeiros lugares que dão acesso à Champions League.

1.

Virgil Van Dijk (Liverpool FC) – Absolutamente previsível. 

Em duas épocas foi campeão Inglês e campeão europeu, chegou à final da Liga das Nações, sendo que na época passada foi considerado o melhor jogador do campeonato e ficou em segundo na bola de ouro (na minha opinião merecia o primeiro lugar…).

Ainda que esta época não tenha sido tão brilhante nem tão impressionante como na época 18/19, a verdade é que continua a ser claramente o melhor central da liga inglesa e talvez até o melhor central do mundo. Passeia classe em campo, sendo capaz de fazer desarmes e interceções de um nível de dificuldade acrescida, com uma simplicidade de quem parece estar a roubar a bola a uma criança de cinco anos. 

À semelhança de Soyuncu, é um central extremamente completo, sendo que acaba por ser melhor em quase todos os campos porque tem atributos físicos notáveis. É alto, forte, rápido, inteligente, agressivo, técnico e tem uma leitura de jogo extraordinária.

Não vai ser fácil tirá-lo deste primeiro lugar.

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Diogo Soares Loureiro

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Quatro pontos de distância, muito mais em jogo | Braga x Sporting

O Estádio Municipal de Braga recebe, esta sexta-feira, 9 de outubro, às 20h15, um dos encontros mais aguardados da oitava jornada da Primeira Liga portuguesa 26/27. Braga e Sporting estão separados por quatro pontos, num duelo que pode ter consequências importantes nas ambições das duas equipas. Os leões ocupam o terceiro lugar, com 15 pontos, ainda sem derrotas, mas já a seis do líder FC Porto. Os arsenalistas seguem na sexta posição, com 11 pontos e um jogo em atraso, procurando aproveitar o fator casa para se aproximar dos lugares cimeiros. A equipa de Carlos Vicens chega ao encontro depois de um empate sem golos diante do Santa Clara, numa temporada em que tem revelado consistência defensiva, mas também algumas dificuldades na concretização. Com apenas sete golos marcados em seis jornadas, o Braga apresenta números ofensivos modestos para as suas ambições. Do outro lado, o Sporting de Rui Borges continua invicto, mas os empates consecutivos frente a Famalicão e Arouca impediram os leões de acompanhar o ritmo do FC Porto. A formação leonina soma 17 golos em sete partidas, mas já consentiu oito, um indicador das dificuldades que tem sentido para controlar determinados momentos dos encontros.

Tiago Campos · 4 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.