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Na época passada chegou o treinador que despertou o maior entusiasmo da última década: Jürgen Klopp. Com um grande trabalho realizado em Dortmund, chegou à cidade dos The Beatles para devolver a esperança aos adeptos, que se regem pelo lema “You will never walk alone” (“Nunca caminharás sozinho”). O alemão andou perto dos títulos: perdeu a final da Liga Europa para o Sevilha e a final da Taça da Liga Inglesa para o Manchester City. Mas a prova rainha em Inglaterra ficou, mais uma vez, aquém do esperado. A 8.ª posição foi escassa, até para chegar às competições europeias, mas contou com a atenuante de não ter sido ele a iniciar a época.
É assim que chega uma nova temporada, mais milhões gastos em novas caras, sonhos renovados, com um à cabeça: ser campeão inglês. Mas não se avizinha fácil a tarefa dos Reds. Terão pela frente um Manchester United que investiu muito forte e com Mourinho sedento de títulos; um Manchester City com Guardiola ao leme, que tem atropelado os adversários nos campeonatos por onde tem passado; e um Chelsea que tem sido das equipas mais vencedoras a nível interno e que contratou António Conte para os guiar, ele que levou a Juventus, de novo, ao topo do futebol italiano.
Daqui virão as principais ameaças ao sucesso do Liverpool, pois nem Arsenal, nem as surpresas da época passada, Tottenham e Leicester, parecem conseguir ombrear com os restantes. Contudo, a Premier League é fértil em surpresas, como o título do Leicester provou recentemente. Para já, o Liverpool parte com uma vantagem sobre todos estes concorrentes: não terá o cansaço das competições europeias ao longo de toda a temporada.
Logo na jornada inaugural, uma vitória no sempre difícil Emirates sobre o Arsenal, eleva as expectativas para a época que se avizinha. Wijnaldum e Sadio Mané começaram já a mostrar serviço e a justificar os milhões neles investidos. O avançado senegalês encaixa na perfeição nas ideias de Klopp, veloz e letal frente à baliza. Será, certamente, uma pedra fulcral para o alemão. Wijnaldum chega finalmente a um clube onde pode explanar todo o futebol que vem prometendo ao logo dos anos e está no auge das suas capacidades aos 25 anos.

Fonte: Liverpool FC
A defesa foi retocada ao centro com Klavan e Matip a juntarem-se a Sakho e Lovren. Clyne é, cada vez mais, o melhor defesa direito inglês e uma força da natureza naquele corredor. Pela esquerda, Moreno continua a ser a única opção e será este o setor a reforçar até Setembro. No meio-campo, Henderson, Lallana, Emre Can, Lucas Leiva e Milner lutarão por dois ou três lugares, consoante Klopp opte pelo 4-1-3-2 ou pelo 4-3-3. Estes homens darão proteção à estrela da companhia: Philippe Coutinho. O brasileiro vem dando mostras de querer explodir e depois da sua época mais produtiva, com 12 golos, inicia esta com um bis em Londres e um livre direto só ao alcance dos predestinados. Veremos se as promessas se cumprem.
No ataque, sobram soluções para um ou dois lugares. Ao já referido Mané, juntam-se Sturridge, Firmino, Benteke (que pode até estar de saída) e Origi. Avançados para todos os gostos, dos mais velozes para o contra-ataque, aos mais estáticos e exímios cabeceadores para o jogo direto, tantas vezes utilizado por aquelas bandas. Balotelli e Markovic estão fora das contas para o treinador.
Com um treinador que é a cara do clube a nível de garra e ambição, talentos que vêm adiando a afirmação ao longo dos anos, um plantel recheado de valores, num misto de juventude e experiência, e com a sede de vitórias que se vive em Anfield Road, será este o ano do Liverpool voltar à ribalta internamente?
Os adeptos, esses, certamente não os deixarão caminhar sozinhos.
Foto de Capa: Liverpool FC












