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Wenger In ou Wenger Out?

Nuno Couto · 3 min

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Cabeçalho Futebol Internacional

1996. Este foi o ano em que chegou ao Arsenal um técnico que viria a ser um dos mais marcantes do clube de Londres. Chegava do Japão, depois de ter treinado o AS Mónaco e o Nancy em França, e já com alguns títulos na bagagem, Arsène Wenger, com o objetivo de aumentar o recheio da sala de troféus do clube. O Arsenal continuou a colecionar conquistas com o técnico francês, mas nos últimos anos essas não têm sido conseguidas com a mesma frequência dos anos passados, razão pela qual cada vez mais adeptos gunners sentem necessidade de exprimir o seu descontentamento em relação ao comando de Wenger da equipa londrina, fazendo aumentar a pressão sobre o treinador que está ao leme da equipa há mais de 20 anos, apesar de rumores recentes indicarem uma alegada renovação de contrato por mais um ano.

Já não é de agora. As críticas ao trabalho de Arsène Wenger no Arsenal sempre existiram (que treinador nunca foi criticado?), mas a verdade é que se têm vindo a acentuar à medida que a estadia do francês no Highbury/Emirates se vai tornando mais longa, e nesta época tomaram proporções nunca antes vistas no seio dos adeptos do clube.

A 21ª época de Wenger no clube não tem corrido da melhor forma. Depois de mais uma vez ter visto o título “fugir” para outro clube, e uma vez que se encontra apenas na sexta posição da classificação da Premier, o Arsenal volta a virar-se para o único troféu que resta na época – a Taça de Inglaterra, até porque o sonho de vencer a Liga dos Campeões voltou a esbarrar num colosso europeu, desta vez o Bayern München, por números bastante expressivos (2-10 no agregado) nos oitavos de final, ronda da qual não passa desde 2010. Esta tem sido realmente uma das piores épocas desde que o treinador chegou ao banco do Arsenal, mas o que verdadeiramente fez despoletar a onda de críticas e descontentamento por parte dos aficionados do clube em relação a Wenger terá sido o já relativamente grande ciclo de insucessos na Liga e nas competições europeias iniciado na época seguinte ao último campeonato conquistado pelos gunners, que ocorreu em 2003/2004.

O que se constata é que não se verifica uma unanimidade no que toca a um possível abandono de Wenger do comando técnico do Arsenal. Se por um lado, nas bancadas do Emirates, se têm visto vários atos contra o treinador, como por exemplo faixas ou até mesmo aviões (!) com mensagens do género “Wenger Out!” (“Wenger fora”) ou “Time for change” (“Tempo de mudar”), ou transmissões de canais de fãs do clube que incessantemente protestam contra a continuidade do francês no cargo, por outro, nessas mesmas bancadas, são algumas vezes visíveis mensagens de apoio a Wenger (p. ex. “In Arsène we trust” (“Em Arsène confiamos”)).

A contestação em torno de Wenger tem subido de tom nos últimos tempos Fonte: Facebook do Arsenal
A contestação em torno de Wenger tem subido de tom nos últimos tempos
Fonte: Facebook do Arsenal

É preciso, como em muitos outros casos, colocarmo-nos em ambos os lugares, no de apoiante e no de “protestante”.

Claro está que não é fácil ser, atualmente, um apoiante de Arsène Wenger. Os resultados ultimamente obtidos por si no clube estão longe de ser os melhores e por isso torna-se sempre mais fácil criticar, daí que o principal argumento dos que se colocam do lado do treinador seja o seu passado no clube. O que nenhum crítico do técnico poderá afirmar é que este não foi um pilar importante no sucesso do Arsenal e na história do clube. Com Wenger, o clube do Norte de Inglaterra conquistou 15 dos seus 41 títulos, o que, arredondando, equivale a 36% do total de títulos do emblema londrino.

Foto de capa: Facebook do Arsenal

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

Nuno Couto

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