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Wolverhampton Wanderers FC 1-2 Tottenham Hotspur FC: Duelo de treinadores portugueses “sorri” aos homens da capital

Alexandre Candeias · 4 min

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Foi o “mestre” quem levou a melhor sobre o “aprendiz”. O Tottenham, de José Mourinho, deslocou-se a Wolverhampton, casa da “armada” portuguesa da Premier League, comandada por Nuno Espírito Santo, e bateu a equipa local, num jogo que teve resultado incerto até final.

Nos onzes iniciais, tanto José Mourinho como Nuno Espírito Santo apostaram naqueles que têm sido os seus alinhamentos habituais. Do lado dos “Spurs”, Son, Alli, Lucas e Kane eram quatro homens de mira apontada à baliza adversária; já nos “Wolves”, o destaque recaía sobre os portugueses titulares: Patrício, Neves, Moutinho e Jota.

O jogo começou a “todo o gás”: logo aos sete minutos, após algumas tentativas da parte dos “lobos”, a resposta do Tottenham surgiu e resultou logo em golo. Depois de uma primeira ameaça de Son, Lucas Moura recebeu a bola, no lado direito do ataque, tirou do caminho vários adversários, com um slalom brilhante, e disparou uma verdadeira bomba, que não deu qualquer hipótese a Rui Patrício. Uma jogada de classe desbloqueou o nulo no marcador logo nos primeiros minutos do encontro.

A resposta do Wolverhampton foi pronta, tendo assumido a iniciativa do jogo logo a partir do momento em que se viram em desvantagem. No entanto, só aos 26 minutos é que tiveram uma verdadeira oportunidade de perigo, quando Diogo Jota driblou até à área do Tottenham e tocou para uma finalização ligeiramente ao lado de Raúl Jiménez.

As balizas andaram um pouco “desaparecidas” e só passados dez minutos reapareceram, quando uma fantástica combinação entre Eric Dier e Dele Alli deixou o ex-Sporting isolado, mas o remate final bateu com estrondo no poste. Apesar do “Wolves” estar a conseguir reprimir os “Spurs” e confiná-los aos últimos 35 metros do terreno de jogo, o certo é que as oportunidades de verdadeiro perigo estavam a ser para o lado dos homens de José Mourinho, que podiam mesmo ter ampliado a vantagem. No entanto, o intervalo chegou e a vantagem pela margem mínima a favor dos londrinos mantinha-se.

Um poderoso remate de Lucas fazia a diferença ao intervalo
Fonte: Premier League

A segunda parte principiou com a equipa da casa a mostrar-se agressiva ofensivamente, impondo um ritmo muito alto e indo em busca do empate, o que obrigou mesmo Gazzaniga a uma defesa apertada, após remate do ex-Benfica Jiménez. Perante esta entrada imponente dos comandados de Nuno Espírito Santo, o Tottenham só conseguiu criar algum perigo ao minuto 57, quando Dele Alli se mostrou pela primeira vez em todo o jogo e rematou em arco a partir da entrada da área, tendo o remate passado a centímetros do poste.

O domínio do jogo manteve-se do lado dos “lobos” e a recompensa chegou, finalmente, ao minuto 67. Jiménez baixou até ao meio-campo, recebeu a bola e, já perto da área, deixou com Adama Traoré, que disparou um verdadeiro míssil para as redes dos “Spurs”. Estava reestabelecido o empate e com justiça, dado que era o Wolverhampton quem mais procurava o golo, desde o momento em que se viu em desvantagem.

Assim que a igualdade regressou ao marcador, o jogo tornou-se mais partido, com a equipa de Londres a ver-se obrigada a atacar e a ir em busca da vitória. Para isso, tentaram puxar a iniciativa do jogo para si, mas foram mesmo os “Wolves” quem continuou por cima. Já dentro dos 80 minutos, Romain Saiss cabeceou para uma defesa de alto nível de Gazzaniga, na sequência de um livre cobrado por João Moutinho.

Em cima do minuto 90, e apesar de ter caído um verdadeiro dilúvio durante todo o jogo, cum balde de água fria gelou o Molineaux. O recém-entrado Christian Eriksen cobrou um pontapé de canto para o centro da área do Wolverhampton e este foi correspondido com um cabeceamento bastante colocado de Jan Vertonghen, que só parou no fundo da baliza de Rui Patrício. A vantagem voltava para o lado dos “Spurs” e desta vez não mais a deixaram fugir.

A vitória da equipa de José Mourinho não foi totalmente ajustada, dado o que se passou durante os 90 minutos de jogo. No entanto, este triunfo coloca o Tottenham a apenas três pontos do quarto lugar, sendo bastante visível a melhoria na classificação desde a chegada do técnico português. Já o Wolverhampton fica provisoriamente no oitavo lugar da classificação, dado que o Arsenal ainda vai jogar e pode colocar-se um ponto acima da turma de Nuno Espírito Santo.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Wolverhampton Wanderers FC – Rui Patrício; Leander Dendoncker; Conor Coady; Romain Saiss; Matt Doherty; Rúben Neves; João Moutinho; Jonny Castro; Adama Traoré; Diogo Jota; Raúl Jiménez.

Tottenham Hotspur FC – Paulo Gazzaniga; Serge Aurier; Davinson Sánchez; Toby Alderweireld; Jan Vertonghen; Eric Dier; Moussa Sissoko; Lucas Moura (Eriksen ’89); Dele Alli (Winks ’90+2); Son Heung-Min (Foyth ’90+2) ; Harry Kane.

A FIGURA

Fonte: Premier League

Adama Traoré – Para além do golo que apontou, foi sempre o homem que mais “dores de cabeça” provocou à linha defensiva do Tottenham. Juntando força e velocidade, como já nos habituou, teve o seu trabalho premiado com um golo, mas não foi suficiente para fazer com que os três pontos ficassem em Wolverhampton.

O FORA DE JOGO

Fonte: Tottenham Hotspur FC

Dele Alli – Ao contrário do que vinha sucedendo desde a chegada de José Mourinho aos “Spurs”, o médio ofensivo inglês passou muito ao lado do jogo, e a equipa ressentiu-se disso. A falta de criatividade ofensiva do Tottenham, a par da pouca influência de Son no jogo, muito se justifica por este “apagão” de Dele Alli.

Foto de Capa: Premier League

artigo revisto por: Ana Ferreira

Alexandre Candeias

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