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Nuno Espirito Santo, após uma época onde falhou a conquista de títulos ao serviço do Futebol Clube do Porto, decidiu aventurar-se no Championship Inglês, aquela que é considerada por muitos a liga mais competitiva da Europa, ao serviço do Wolverhampton. Aquilo que podia ter sido tido em conta como um passo atrás, devido à mudança de um grande clube português para um clube de segunda liga, aparenta ter sido sim uma rampa de lançamento aproveitada pelo português, para na próxima época se poder estrear na melhor liga da Europa, a Premier League.
A equipa de Nuno esteve praticamente toda a época na liderança, tendo desde cedo garantido uma vantagem pontual confortável, que já lhe permitiu, a algumas jornadas do fim do campeonato, garantir a subida direta ao principal escalão. Agora falta ainda lutar pelo objetivo de vencer o título, que dificilmente deixará de alcançar. Nesta jornada vitoriosa, além do técnico, vários jogadores (sete!) fizeram parte do plantel e deram o seu contributo para a construção de um caminho notável em direção à Premier League. Falemos, então, sobre alguns deles.
Rúben Neves

O médio que Nuno Espírito Santo trouxe consigo do Porto tem sido a principal figura da equipa dos lobos, estando até nomeado para o prémio de melhor jogador do Championship. O ex-Porto assumiu-se como o maestro da equipa, e tem passeado classe pelos relvados ingleses, onde os adeptos do seu clube até já cantam que “é melhor do que Zidane”. A sua qualidade técnica, os seus passes de morte e os belíssimos golos que tem marcado colocam-no já como alvo de clubes de maior nomeada. É portanto mais um exemplo puro de um passo dado atrás para posteriormente dar dois à frente. Seja ao serviço da atual equipa, ou de um clube de maior patamar, o certo é que na próxima temporada terá a chance de mostrar toda a sua qualidade nos maiores palcos da Europa, alcançando um patamar tão elevado quando tem apenas 21 anos de idade.
Diogo Jota

Outro jogador que trocou o estádio do Dragão pelo Molineux Stadium foi Diogo Jota, que tinha representado os portistas por empréstimo do Atlético de Madrid. O avançado que já em Portugal havia demonstrado a sua veia goleadora conseguiu elevá-la para um nível ainda superior nesta sua aventura inglesa, sendo o melhor marcador da equipa com 17 tentos apontados por esta altura na soma de todas as competições. Estes números tornam-no num dos melhores marcadores portugueses da europa. É mais um caso que soube aproveitar de sobremaneira esta oportunidade, e que na próxima época, ao manter-se ao serviço dos Wanderers, poderá mostrar a sua veia goleadora e capacidade de desequilíbrio numa das ligas mais exigentes do mundo.
Ivan Cavaleiro

O avançado formado no Sport Lisboa e Benfica foi, desde cedo, apontado como uma grande promessa, não conseguindo no entanto afirmar-se ao serviço dos encarnados. Esteve por uma época emprestado ao Deportivo da Corunha, onde conseguiu tempo de jogo e suscitar o interesse do Monaco, que investiu 15 milhões de euros na sua contratação. No entanto, Ivan não conseguiu ter muitas oportunidades para mostrar o seu futebol em solo monegasco, acabando assim por rumar aos ingleses na época transata. Aí, começou a ter mais tempo de jogo e a afirmar-se como uma importante peça na equipa, tendo nesta segunda época potenciado ainda mais os seus números.
Nesta altura leva já 46 partidas disputadas, mais 15 do que na anterior, e já aumentou o registo de golos de cinco para nove. Com grande capacidade técnica e alguma apetência para o golo, Cavaleiro terá na próxima época mais uma oportunidade para se mostrar num grande campeonato. Cabe a si aproveitá-la e provar que não era apenas uma jovem promessa, mas que é sim um talento confirmado do nosso futebol.
Hélder Costa

Tal como Ivan Cavaleiro, Hélder Costa é mais uma das pérolas da formação do Benfica. O ala esquerdino foi mais um que não teve oportunidades para se dar a conhecer ao serviço da “casa mãe”, sendo obrigado a rumar a outras paragens para demonstrar o seu valor. Foi assim que rumou por empréstimo primeiramente ao Deportivo da Corunha e na temporada seguinte ao AS Mónaco.
Na temporada passada quebrou a sua ligação aos encarnados, rumando a título definitivo ao Wolverhampton. Rapidamente conquistou o seu espaço e se foi afirmando como uma das principais figuras da equipa. Além dos desequilíbrios que causa com a sua explosividade e com o seu talentoso pé esquerdo, Hélder Costa mostra também ter veia goleadora. Após ter começado a presente época mais tarde, devido a uma lesão que o afastou alguns meses dos relvados, voltou ainda a tempo de ser importante na caminhada da equipa, e é mais um jogador que se mantiver a sua regularidade exibicional no principal escalão inglês terá boas possibilidades de lograr patamares mais elevados na sua carreira.
Foto de Capa: Wolverhampton FC
Artigo revisto por: Rita Asseiceiro










