Wolverhampton Wanderers FC 1-1 Manchester United FC: Armada portuguesa volta a travar um “gigante”

- Advertisement -

Em jogo da segunda jornada da Premier League, o Wolverhampton recebeu o Manchester United no Molineux e conseguiu impedir que estes se juntassem a Liverpool e Arsenal no topo da tabela.

O jogo começou, como seria de esperar, com o Manchester United a “mandar”, a pressionar e com vontade de chegar à vantagem o mais cedo possível. Com a aquisição de Maguire, os “Red Devils” melhoraram, significativamente, a qualidade da sua equipa. Não apenas do ponto de vista defensivo, já que, no momento com bola, ganharam outro calibre, no critério da construção. É o patrão da equipa… E só chegou agora!

Os “Wolves”, entraram com o mesmo onze que terminou a época transata. O 3-5-2 habitual de Nuno Espírito Santo, dá-lhe garantias de uma defesa sólida e de um ataque vertiginoso. No meio campo, Rúben Neves e João Moutinho, são os lançadores de serviço para a velocidade de Jota e Jiménez.

A primeira ocasião da partida só surgiu à passagem do minuto 18’. Rashford fez o que quis de Doherty e cruzou para a pequena área. Martial chegou atrasado. Aos 27’, o internacional francês viria mesmo a fazer o um a zero. Boa jogada coletiva que terminou com um remate indefensável.

O United dominava a seu belo prazer. Viu-se a vencer e limitou-se a gerir, mas com qualidade. Posse de bola assertiva e sem correr grandes riscos. Os Wolves é que estavam a perder, eles é que tinham de correr atrás dela.

Após o golo sofrido, a equipa de NES tinha de subir linhas e de ser mais agressiva defensivamente. A forma como sofreu não é normal neles. Demasiado passivos. Nuno percebeu e a equipa voltou ao campo com outra postura. À entrada para o segundo tempo, Doherty deu o lugar a Adama Traoré. A ideia de colocar o espanhol resultou, visto que foi dos que mais mexeu com a partida.

Logo depois, Rúben Neves fez um golaço daqueles a que já nos habitou (55’). Na sequência de um pontapé de canto, à entrada da área, o médio português atirou fora do alcance de De Gea. Um balde de água fria em cima dos jogadores do Man.United, que fizeram uma primeira parte, praticamente irrepreensível!

Fonte: Wolverhampton Wanderers FC

A partir daí, o jogo ficou cada vez mais partido. “Raides” individuais de Rashford e Jota eram cada vez mais predominantes. Aos 67’, Paul Pogba desperdiçou um penálti, numa altura em que o ritmo começava a quebrar, e que um golo poderia ser decisivo. Mérito para Rui Patrício que adivinhou o lado e defendeu. Mais uma vez, mostrou toda a sua qualidade entre os postes.

Até ao final da partida, não houve ocasiões soberanas de golo. E no seu geral, foi um jogo com “pouca baliza”. Na maior parte do tempo, os defesas estiveram mais fortes que os avançados, daí o empate a uma bola.

O Manchester United demonstra que tem potencial. Não para ser campeão, mas para o “top 4”. Joga com qualidade, a espaços, mas falta-lhes ser mais constante durante os noventa minutos. Martial e Rashford foram os mais inconformados, numa equipa que ainda tem muitas arestas por limar. Para além de que, cada bola a pingar na área, “chora” por um ponta de lança. Mas agora, só se for a custo zero…

Os “Wolves” continuam com a mesma filosofia da época passada. Tem mais “banco” (Neto e Cutrone), mas vamos ver se é suficiente para se aguentarem na Premier League e na Liga Europa, a médio/longo prazo. Sempre à espreita do contra-ataque, favorecem-lhes os jogos com os ditos “grandes”, pelo espaço que buscam nas costas dos defesas. Contra adversários do seu “campeonato” terão de arranjar outra estratégia, ou irão ter dificuldades para fazer golos.

ONZES E SUBSTITUIÇÕES

Wolverhampton Wandereres FC: Patrício, Coady, Bennet, Boly, Doherty (Traoré, 46’), Castro, Neves, Dendoncker, Moutinho, Jota (Neto, 86’) e Jiménez (Cutrone, 90’).

Manchester United FC: De Gea, Wan-Bissaka, Lindelof, Maguire, Shaw, McTominay, Pogba, James (Greenwood, 89’), Lingard (Mata, 80’), Rashford (Pereira, 89’) e Martial.

Filipe Carvalho
Filipe Carvalhohttp://www.bolanarede.pt
O Filipe é um adepto do futebol positivo, diretamente do Alentejo, deu o salto para a Beira Interior em busca do sonho: a formação em Comunicação que o leve à ribalta do jornalismo desportivo.                                                                                                                                                 O Filipe escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

Subscreve!

Artigos Populares

Ben Davies analisa derrota contra Portugal e elogia Cristiano Ronaldo: «Um dos melhores jogadores do mundo»

Ben Davies foi titular na derrota do País de Gales diante de Portugal. Defesa analisou o jogo e elogiou Cristiano Ronaldo.

Já é conhecido o árbitro do Noruega x Portugal da Liga das Nações

François Letexier é o árbitro escolhido para apitar o Noruega x Portugal. Este é o segundo jogo da fase de grupos da Liga das Nações.

Sporting: foi a revelação da pré-temporada e deve ser novamente aposta de Rui Borges

Rui Borges deverá ter de apostar em Rodrigo Dias no jogo frente ao Braga. O lateral foi um dos destaques da pré-temporada.

Maxi Araújo prepara-se para assumir novo papel no Sporting

Maxi Araújo vai assumir mais vezes a braçadeira de capitão. Imprensa nacional garante que o ala se prepara para ganhar protagonismo.

PUB

Mais Artigos Populares

Luís Freire e Mateus Fernandes projetam duelo dos Sub-21: «É um jogo-chave para a qualificação»

Luís Freire e Mateus Fernandes perspetivaram um duelo exigente e decisivo da seleção de Sub-21 portuguesa frente à Bulgária.

Rúben Dias em análise ao Portugal x País de Gales: «Tudo é mais fácil quando as coisas fazem sentido»

Rúben Dias analisou o jogo. Portugal e País de Gales defrontaram-se na Liga das Nações, na estreia de Jorge Jesus.

Jorge Jesus e o sentimento da estreia como selecionador nacional: «Uma emoção, o meu país, a minha bandeira, o meu povo»

Portugal venceu o País de Gales por 1-0, no Estádio José de Alvalade. Em conferência de imprensa, Jorge Jesus fez uma análise a alguns acontecimentos do jogo.