Publicidade

Wolverhampton Wanderers FC | A boa forma assenta na estabilidade

Diogo Mimoso Ferreira · 3 min

Wolverhampton Wanderers FC | A boa forma assenta na estabilidade

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

A equipa mais portuguesa de Inglaterra continua a ser uma das equipas sensação da Premier League. O Wolverhampton está novamente a fazer uma época de grande qualidade, com menos recursos financeiros que várias equipas da Premier League e com um plantel jovem, com uma média de idades de 25,15 anos. Recentemente empatou para a taça de Inglaterra como o Manchester United, obrigando a uma futura repetição da partida, e há menos de duas semanas conseguiu uma reviravolta categórica sobre o Manchester City, vencendo o encontro por três bolas a duas.

Há duas épocas atrás, os Wolves, já comandados por Nuno Espírito Santo, conquistaram o Championship e garantiram desta forma a subida de divisão. No regresso ao principal escalão do futebol britânico ocuparam o sétimo lugar da tabela classificativa, garantindo o acesso aos playoffs da Liga Europa. Na presente temporada, os Wolves ocupam novamente o sétimo lugar no campeonato e já carimbaram o acesso à fase eliminatória da Liga Europa, terminando o grupo em segundo lugar, atrás do Sporting de Braga.

Os Wolves continuam a assumir-se em Inglaterra. Nuno Espírito Santo formou uma equipa bastante competitiva, com exibições regulares e que pratica um futebol atrativo e de grande intensidade.

Dando seguimento às grandes exibições da época transata, nesta equipa destacam-se os portugueses Rui Patrício, Rubén Neves, João Moutinho, o avançado ex Benfica Raúl Jímenez, o lateral direito Matt Doherty, e o capitão Conor Coady.

Sem dúvida, a grande revelação desta equipa é Adama Traoré. O médio direito espanhol de 23 anos formado no Barcelona tem vindo a subir de forma e afirma-se cada vez mais como uma figura indiscutível. Destaca-se pela sua velocidade e pelo seu físico, mas também pela sua polivalência. Pode atuar em toda a lateral direita, jogando como extremo explorando o ataque ou fazendo todo o corredor cumprindo missões mais defensivas. Tem vindo a ser essencial, e um exemplo foi a sua exibição na vitória recente frente ao Manchester City, marcando um golo e fazendo uma assistência.

Fonte: Wolverhampton Wanderers FC

Segundo o site especializado em valores de mercado no futebol, o jogador mais valioso do plantel é Rúben Neves, estando avaliado em 50 milhões de euros. Em segundo lugar encontra-se Raúl Jímenez, avaliado em 42 milhões de euros. A fechar o top 3 do Wolverhampton está Diogo Jota, que vale 35 milhões de euros.

No meu ponto de vista, a chave para o sucesso dos Wolves é a estabilidade. Desde 2017/18 que o clube aposta no mesmo treinador. Nuno Espírito Santo já provou o seu valor enquanto técnico principal, conquistando o título de campeão do segundo escalão do futebol inglês, e comandou a equipa numa época e meia brilhante na Premier League. A grande maioria dos elementos chave da última subida de divisão, da equipa mais portuguesa da Premier League, mantêm-se no plantel, como é o caso de Doherty, o capitão Coady, Boly, Rúben Neves e Diogo Jota, por exemplo.

Os Wolves jogam no próximo sábado em casa, no Molineux Stadium, frente ao Newcastle, 13º classificado do campeonato inglês. Neste jogo, a “armada lusa” espera voltar aos triunfos após duas derrotas consecutivas na Premier League. No dia 14, o Wolverhampton visita Old Trafford na repetição do jogo a contar para a taça de Inglaterra. Relativamente à Liga Europa, a equipa de Nuno Espírito Santo joga a primeira mão dos 16 avos de final da competição apenas no dia 20 de fevereiro. O Wolverhampton é o favorito a vencer a eliminatória, onde defrontará o último classificado da liga espanhola, o Espanyol.

Foto de Capa: Wolverhampton Wanderers FC

Artigo revisto por Joana Mendes

Diogo Mimoso Ferreira

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Sporting

A nova fase do leão | Shakhtar Donetsk x Sporting CP 

Anunciada a saída de Rui Borges do comando do Sporting e com Paulo Fonseca de malas feitas, os verdes e brancos preparam-se para enfrentar o Shakhtar Donetsk, em solo inglês, em embate relativo à quarta jornada da Liga dos Campeões. Ainda na ressaca do primeiro desaire europeu, sofrido em Alvalade diante do LASK por 3-2, os pupilos orientados por Tiago Fernandes, treinador interino que vai constar no banco de Stamford Bridge, apontam as suas fichas ao regresso aos triunfos, numa fase em que vão entrar num ciclo completamente exigente na prova milionária, com encontros marcados com gigantes do futebol europeu.

Inês Flores · 3 min de leitura
Ler a crónica
Benfica

Depois do Halloween, apareceu um Diablito para evitar uma ida do Benfica às bruxas

Uma equipa grande também se faz naqueles jogos mais chatinhos, onde a inspiração se perde nos poros de suor e nada parece correr bem. Será algo do género que Andreas Schjelerup terá ecoado ao intervalo, quando ficou no balneário, ou quando Gianluca Prestianni, talvez já moldado pelo peso do brilhantismo, enfrentou pela frente mais uma muralha de jogadores adversários. Se no final da época for feita uma compilação dos grandes momentos do Benfica, será pouco provável ver muitos lances deste jogo, talvez apenas aquele em que o argentino com um toque de classe fez a bola passar por entre as pernas de Touaizi, perdido no meio de tamanho inconformismo. O retrato geral, não o escondeu Marco Silva, numa dose de realismo que já há muito não se via nos corredores da Luz, foi desinspirado. Felizmente para os encarnados, há Echeverri. Não é o primeiro momento de brilhantismo desmedido do reforço de verão por quem a cláusula de opção de compra já se afigura uma mera formalidade, mas, fosse esse o caso, seria quase poético. Depois de se celebrar o Dia das Bruxas, Halloween para os falantes de inglês, brilhou no Estádio da Luz um Diablito, que impediu Marco Silva de procurar explicações para o tropeço nas bruxas e dissipou qualquer questão sobre os fantasmas do empate que assombraram o Benfica na última época. Quem tem um Joker assim, pode sempre sorrir.

Diogo Ribeiro · 5 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.