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AS Roma 2-1 SSC Napoli: Quem disse que não é preciso sofrer para vencer?

Miguel Simões · 3 min

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Três anos depois do último triunfo caseiro diante do Nápoles, a Roma de Paulo Fonseca teve motivos para sorrir diante do conjunto comandado por Carlo Ancelotti – hoje orientado pelo filho, Davide Ancelotti. A formação de casa esteve a vencer por dois golos de diferença, mas não evitou um final de jogo com algum sofrimento à mistura.

Numa primeira parte a todo o gás, a Roma entrou melhor e tentou, desde logo, explorar as fragilidades defensivas do adversário. O Nápoles – fiel ao seu estilo de jogo – tentava contruir a partir de trás, mas a equipa da casa não deixava progredir o adversário, graças à forte pressão ofensiva.

Kluivert e Pastore foram os primeiros a tentar assustar Meret, mas foi preciso esperar até ao minuto 18’ para Zaniolo tratar de finalizar uma bela jogada da sua equipa. Pouco depois, a equipa da capital chegou a estar perto do segundo por duas vezes, no entanto, Meret levou a melhor sobre Kolarov em ambas as ocasiões. Primeiro, num remate cruzado perigoso e, logo a seguir, numa grande penalidade assinalada após recurso ao VAR, por mão de Callejón dentro da grande área. Meret evitou, portanto, males maiores para a formação de Nápoles.

Foi exatamente a partir desse momento que tudo mudou! A formação forasteira cresceu no encontro e dominou o que restou do primeiro tempo com uma boa dose de…ineficácia.  Em meia dúzia de minutos, o Nápoles dispôs de um verdadeiro festival de oportunidades, por intermédio de Di Lorenzo, Milik e ainda Insigne em dois momentos distintos. O lance mais flagrante ficaria guardado para a reta final da primeira parte, com duas bolas seguidas nos ferros. Primeiro, foi Milik a cabecear à trave e, na recarga, Zielinski viu o seu remate ser travado pelo poste.

Zaniolo nos festejos do primeiro golo
Fonte: AS Roma

No regresso dos balneários, o conjunto da casa voltou a entrar mais forte e era impossível ter pedido melhor início de segundo tempo. O português Mário Rui cometeu penálti (o segundo na partida para a Roma) por mão na bola e, desta vez, foi Veretout a assumir a responsabilidade e a ampliar a vantagem.

Numa altura em que o jogo estava mais perto do 3-0 do que do 2-1 – com destaque para o remate de Kluivert à barra –, Milik tratou de relançar a partida ao minuto 72’, reduzindo a desvantagem para a margem mínima.

Como seria de esperar, o jogo animou-se com lances de um lado e do outro. Dzeko até chegou a introduzir a bola na baliza defendida por Meret, mas o lance foi prontamente invalidado por fora de jogo. Já em tempo de descontos, Zienliski esteve a centímetros de restabelecer a igualdade.

O jogo não acabaria sem antes o central Cetin receber ordem de expulsão após acumulação de amarelos. Contudo, do livre que resultou a expulsão, não resultaria qualquer perigo para a baliza de Pau Lopes e, assim, a Roma podia então festejar a conquista dos três pontos que lhe permite subir ao terceiro lugar, ainda que à condição.

Onzes Iniciais e Substituições:

AS Roma: Pau Lopez, Kolarov, Smalling, Cetin, Spinazzola, Veretout, Mancini, Pastore (Santone, 89’), Kluivert (Diego Perotti, 77’), Zaniolo (Cengiz Under, 81’) e Dzeko.

SSC Napoli: Meret, Mário Rui, Koulibaly, Manolas, Di Lorenzo, Insigne (Amin Younes, 83’), Fabian Ruiz, Zielinski, Callejón (Losano, 58’), Milik e Mertens (Llorent, 65’).

A FIGURA

Fonte: AS Roma

Jordan Veretout- Encheu o meio-campo da equipa de Paulo Fonseca. Imperial a defender, revelou-se também uma peça fundamental nas transições ofensivas da sua equipa. Além disso, contribuiu ainda com um golo através da marca dos onze metros. Depois de Kolarov ter falhado o primeiro penálti assinalado para a AS Roma, o médio francês teve a frieza necessária para ampliar a vantagem.

O FORA DE JOGO

Fonte: SSC Napoli

José Callejón- Passou ao lado do jogo e não foi de admirar a sua substituição logo a abrir o segundo tempo. Foi ainda o autor da primeira grande penalidade assinalada para o conjunto adversário, na sequência de uma abordagem imprudente, valeu Meret a evitar males maiores quando ainda nem estava decorrida a primeira meia hora do encontro.

Foto de Capa: AS Roma

Artigo revisto por Joana Mendes

 

 

Miguel Simões

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