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Mourinho no Inter: uma utopia saudosista ou… destino?

Diogo Fresco · 3 min

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Em Itália presta-se uma autêntica “vassalagem”, passe a expressão, à Juventus. Os rivais foram perdendo capacidade de competir pelo trono transalpino. Desde o início do milénio, foram desvanecendo Parma, Fiorentina, Lazio, Roma, Inter, e foi o AC Milan (2010/11), o último emblema a negar a tendência atual.

Enfim, a queda do que restava do “monopólio” do futebol italiano. A reputação que era reconhecida ao último, perdera-se por completo. Itália, deixava, em definitivo, de ser então o local mais atrativo para os melhores executantes.

Ronaldo assinou pela Juventus, e espera-se o eclodir de um novo ciclo. Com a chegada de um dos melhores futebolistas de sempre, os holofotes acendem para aquelas bandas como há muito não se constava.

Com o Nápoles, nos últimos anos, a ser o rival mais próximo da Vecchia Signora, os gigantes adormecidos de Milão têm de ter a pretensão, não apenas de se aproximarem, mas de quebrar um enguiço com quase dez anos de idade. Para já, “apenas” pensam construir um novo estádio.

Mourinho já treinou o Inter. Lá é visto, autenticamente, como uma divindade. Mesmo sabendo que não se deve voltar a um sítio onde se foi (muito) feliz, a verdade é que após a sua saída, o clube não se voltou a erguer. Tem tido épocas, não propriamente desastrosas, mas sem conseguir entrar na rota do scudetto.

Fonte: Inter FC

Claro que querer uma coisa não chega por si só. O que se sabe, é que o consagradíssimo treinador deseja um projeto bem delineado, desafiante. Espera, acima de tudo, encontrar uma estrutura que sintonize consigo na perfeição.

O seu modo de abordagem ao jogo tem como base, a decisão do encontro mediante um plano, de algo bem pensado. O próprio já o transmitiu. Uma estratégia que, aparentemente, deixa para segundo plano a prática do “futebol espetáculo” (Simeone e Fernando Santos assentam no mesmo estilo). Prefere segurar, a arriscar. Liga melhor do que o Calcio para dar seguimento a esse padrão ainda está por aparecer.

A não ser o caso PSG… O clube de Nasser Al-Khelaifi, que ano após ano, vê entrar “inúmeros” fundos com um intuito bem claro, adia a tão aguardada conquista. Já contou com Zlatan, agora tem Neymar e Mbappé juntos… E, nessa mesma prova (Liga dos Campeões), ainda não superou os quartos de final.

É importante atentar no facto de que quando pegou no Chelsea, no Inter, no Real Madrid, novamente no Chelsea, e no Man. United, a sua “missão” era levantar o emblema. Na sua primeira vez em Inglaterra, a voos estáveis a alta altitude. Nos restantes casos enunciados, a altos voos já efetuados no passado, mas que, entretanto, se tornaram altos de mais.

Com uma reputação global impressionante, como a que ostenta José Mourinho (não só como “mero” treinador, mas também como conhecedor do jogo e comunicador), o dito é dos poucos que se pode dar ao luxo de “escolher”. Embora pese a sua recente e difícil luta em Londres, e Manchester, talvez o Special One só não tenha ido para a capital espanhola devido à rejeição de alguns catedráticos de renome no seio do “madridismo”. Por essa lógica, fez bem em não ir. Corria o risco de ver “ser-lhe feita (novamente) a cama”.

Como adepto, ver Mourinho regressar ao Inter, com a “missão” de derrubar a toda poderosa Juventus, seria tão interessante como quando assumiu o “Clube do Século XX”, à data, ofuscado pelo tiki-taka….

Foto de capa: UEFA

Artigo revisto por: Jorge Neves

Diogo Fresco

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