Publicidade

O 11 do século XXI da Juventus FC

Filipe Carvalho · 5 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

O presente século tem sido marcante para a história da Vecchia Signora. Desde o crescimento gradual, passando pela despromoção na secretaria, à hegemonia recuperada. Tanto acontecimento importante em menos de 20 anos.

Os onzes do século são sempre ingratos para alguns e meritórios para outros. Há espaço para discussões saudáveis em torno das preferências pessoais e respetivos sistemas de jogo. Ainda assim, escolhi estes onze bianconeri com base em fatores como a longevidade, palmarés, lealdade… e claro, qualidade.

GUARDA-REDES


Gianluigi Buffon – Um dos poucos indiscutíveis neste onze. São já dezoito épocas de ligação à Juve, (apesar do interregno pelo meio) e o eterno guardião não parece com vontade de terminar a carreira. Aos 42 anos, continua a honrar a camisola do clube, ainda que já não seja o titular em todas as competições.

LATERAL ESQUERDO


Alex Sandro – Diria que é a posição com menos concorrência ao longo deste século. Não menosprezando a qualidade do internacional brasileiro, que é notória. Penso que Alex Sandro poderia beneficiar bastante de um sistema como o 3-4-3 ou o 3-5-2, fazendo a ala toda. Ainda assim, os seus cinco anos ao serviço da Juventus, demonstram a regularidade e consistência desejadas num grande europeu.

DEFESA CENTRAL


Giorgio Chiellini – Contratado à ACF Fiorentina em 2005, é bem elucidativo do que significa a lealdade em Itália. Uma raridade nos dias que correm. Chiellini sempre foi uma das minhas referências na posição. Nos seus melhores anos: rápido, “esperto” e simplista. Acima de tudo, um guerreiro. Quem não se lembra de o ver sangrar da cabeça vezes sem conta, e a aguentar os jogos até ao fim?

Menção honrosa: Leonardo Bonucci

DEFESA CENTRAL


Fabio Cannavaro – O seu 1,76m anteviam-lhe dificuldades perante atacantes de outra envergadura. Ainda assim, subiu a pulso na carreira, iniciada no Parma Calcio 1913, passando por FC Internazionale, Juventus FC e Real Madrid CF. Considerado por alguns, um dos melhores centrais da história do futebol, venceu a Bola de Ouro em 2006. Apesar dos apenas três anos na Juve, merece o lugar no onze do século.

Menção honrosa: Lilian Thuram

 

 

LATERAL DIREITO


Stephan Lichtsteiner – Muito provavelmente, o mais “underrated” neste onze. Longe de ser o lateral direito mais espetacular do lote de possíveis, é o mais regular de todos. O internacional suíço passou sete épocas ao serviço da Juve, traduzidas em sete scudettos. Lichtsteiner é a combinação perfeita entre o defesa clássico e o lateral moderno. Talvez tenha sido por isso que conquistou o seu espaço no clube.

Menções honrosas: Gianluca Zambrotta e Daniel Alves

MÉDIO CENTRO

Andrea Pirlo – Seria um crime, se Pirlo não estivesse aqui. Chegou a Turim um jogador mais que feito, com um Mundial e duas Ligas dos Campeões (entre outros títulos) na bagagem, mas ainda a tempo de mais conquistas. Palavras não chegam para descrever o melhor “regista” que vi jogar.

 

MÉDIO CENTRO


Claudio Marchisio – Nascido e criado em Turim, formado e titulado na Juventus. Eis um exemplo de superação sobre as inúmeras lesões que sofreu ao longo da carreira. Infelizmente, pendurou as botas cedo demais. Uma delícia vê-lo jogar, principalmente ladeado por Pirlo e Arturo Vidal. Completavam-se uns aos outros. O protótipo moderno do número oito transalpino.

MÉDIO/EXTREMO ESQUERDO


Pavel Nedved – Vencedor da Bola de Ouro em 2003, o internacional checo teve os seus melhores anos ao serviço da Juve, apesar de anteriormente se ter notabilizado na SS Lazio. Faz parte do lote de jogadores que não abandonou o “barco” e manteve-se no clube, aquando da despromoção à Série B. Veloz, sempre de cabeça levantada e dono de um recorte técnico assinalável, marcava a diferença também pela agressividade que impunha em cada lance.

 

MÉDIO/EXTREMO DIREITO


Mauro Camoranesi – Longe de ser dos melhores da sua era, Camoranesi pautou a sua estadia de oito anos na Juventus, pela regularidade. O internacional italiano em 55 ocasiões, era sobretudo um lutador, de processos simples. Poucos “rodriguinhos”, mais profundidade. Simplicidade essa que lhe valeu ainda um Mundial (2006) e o lugar neste onze.

 

SEGUNDO AVANÇADO


Alessandro Del Piero – O “9,5” que marcou uma era de mudança de mentalidades no futebol italiano. Mistura de classe com um espírito guerreiro. Ambidestro como poucos, passou 19 anos nos bianconeri, antes de partir para a “reforma milionária” na Austrália e Índia. Conquistou seis scudettos, uma Liga dos Campeões e um Mundial, entre outros títulos. Esteve presente quando a Juve mais precisou. Entenda-se, aquando da despromoção à Série B (2006/2007). Conseguiu a proeza de ser até hoje, o melhor marcador da história do clube.

PONTA DE LANÇA


David Trezeguet – Matador de pequena área. O homem dos golos em esforço. Com um estilo de jogo bastante caraterístico, o mais parecido que existe atualmente é Islam Slimani (com as devidas diferenças). Algo subvalorizado no período em que atuou, talvez por não ser tão espetacular como os avançados da época. Enfim, era letal. Os 171 golos em 320 partidas tornam-no no quarto melhor marcador de sempre na Juventus.

 

TREINADOR


Antonio Conte – A liderar este onze está um dos meus treinadores de eleição, e responsável máximo pela hegemonia recuperada da Juventus na Série A. Um estratega cínico. O seu 3-5-2 era quase imbatível. Apesar de apenas ter comandado a Juve durante três temporadas, a qualidade, bem como a intensidade que impunha aos seus adversários, valem-lhe o lugar de melhor do século. Se bem que, poderia estar aqui, também como jogador.

Filipe Carvalho

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.