Última horaEM DIRETO: Rui Borges e João Simões fazem a antevisão do Sporting x Lens da Champions League
Publicidade

Stephan El Shaarawy: o pequeno faraó que tarda em aparecer em definitivo

Rafael Simões · 2 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Cabeçalho Liga Italiana

Stephan El Shaarawy é um nome bastante conhecido no universo futebolístico mas podia ser mais. O pequeno faraó, como é conhecido, tem tido uma carreira pouco condizente com o potencial que lhe era reconhecido e tarda em explanar todo o futebol que já mostrou ser capaz de apresentar.

Formado no Genoa, o italiano foi emprestado, com 18 anos, ao Padova e não precisou de muito tempo para convencer os responsáveis do A.C. Milan a avançarem para a sua compra. O extremo chegou ao gigante italiano cheio de concorrência, mas foi aproveitando as oportunidades e ganhou o seu espaço no plantel.

Na 2.ª época explodiu definitivamente (46 jogos e 19 golos) e começou a ser apontado como uma das próximas next big things do futebol europeu. Só que Shaarawy não correspondeu. Em 2013/2014 lesionou-se com gravidade e esteve vários meses afastado da competição. A partir daí, o internacional italiano nunca mais foi o mesmo e tem feito uma carreira algo intermitente.

El Shaarawty marcou 4 golos nos últimos 3 jogos Fonte: FB Oficial de El Shaarawy
El Shaarawy ao serviço da seleção italiana
Fonte: FB Oficial de El Shaarawy

No início da época passada, o extremo foi emprestado ao Monaco de Leonardo Jardim mas não se conseguiu impor. Seguiu em janeiro para a Roma, voltando assim à Serie A, e não tardou a fazer-se notar. Oito golos nos primeiros 18 jogos, recuperando alguma da virtuosidade que lhe tinha sido tão reconhecida.

Esta época, quando se esperava que Shaarawy se afirmasse – de vez – como um titular indiscutível da formação romana, o italiano voltou a não corresponder completamente. Apesar de ter somado, até agora, 43 jogos e 12 golos, o extremo foi sempre alternando entre a titularidade e o banco de suplentes, o que não lhe permitiu que atingisse todo o seu potencial.

A qualidade está lá e o jovem italiano já provou, por diversas vezes, que tem muito futebol nos pés. Para já, tarda em demonstrar todo o futebol que lhe foi apontado quando apareceu, com apenas 19 anos, no Milan. Veremos se para a próxima época o pequeno faraó aparece em grande e ajuda a esquecer a ausência do maior símbolo do clube – Francesco Totti.

 Foto de Capa: Facebook oficial de El Shaarawy

Rafael Simões

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Lens | A ligação de uma cidade a um clube

Em Lens, não é preciso olhar para o marcador para perceber o que o clube significa para a cidade. Basta entrar no Stade Bollaert-Delelis, ouvir milhares de adeptos a cantar Les Corons e observar as bancadas pintadas de vermelho e amarelo. Num futebol cada vez mais dominado pelo dinheiro, pelos grandes investidores e pelos clubes globais, o Racing Club de Lens mantém uma ligação às suas raízes que resiste ao tempo. Mas como é que um clube de uma cidade do norte de França, marcada pela indústria mineira, se tornou um símbolo de uma comunidade inteira? Para perceber esta ligação, é preciso recuar a 1906, ano em que o clube foi fundado. Naquela altura, Lens era uma cidade profundamente ligada à exploração mineira. O carvão sustentava famílias, movimentava a economia e fazia parte do quotidiano de milhares de pessoas. Foi neste contexto que o futebol começou a ganhar espaço, acabando por aproximar o clube da população local. Com o passar dos anos, o Lens deixou de ser apenas uma equipa da cidade para se tornar uma parte da sua identidade.

Diego Tamaian · 4 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

O preço do sucesso: caso Manchester City

Há vitórias que ficam para a história, equipas que atravessam gerações. E há clubes que, mesmo depois de conquistarem tudo aquilo com que alguma vez sonharam, falham em manter o que de bonito o futebol tem. O Manchester City habituou-nos a ganhar, a dominar campeonatos, a empilhar títulos, a transformar finais em rotina e a fazer do futebol de Pep Guardiola uma referência mundial. Durante anos, a discussão em torno do clube centrou-se na qualidade do seu plantel, na genialidade do treinador e na capacidade de impor uma identidade de jogo que parecia estar vários passos à frente da concorrência. E nada disso se apaga, mas hoje há outra discussão que não pode ser ignorada.

Francisca Marafona Graça · 4 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.