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Num ano em que vários underdogs se destacaram – Portugal, Leicester e Islândia à cabeça -, é altura de fazer um balanço sobre os principais momentos do futebol internacional. Caro leitor, junte-se a nós e opine também sobre os momentos que o emocionaram mais ao longo destes 366 dias de futebol.
10.º- Pep Guardiola assina pelo City

Fonte: iTV
Depois de três época no Bayern, onde conquistou tudo a nível interno mas não conseguiu ganhar a Champions, Pep Guardiola confirmou os rumores de há muito e assinou pelo Manchester City, deixando o mundo do futebol em completo suspense, à espera para ver o que o treinador espanhol poderia trazer ao futebol inglês. O antigo jogador do Barça até começou bem, mas a equipa não conseguiu dar sequência a esses dois resultados e Guardiola tem tido muitas dificuldades para impor o seu futebol.
9.º- Itália impõe-se à Espanha e dita saída de Del Bosque

Fonte: ESPN
Depois de um Mundial 2014 paupérrimo, o Euro 2016 adivinhava-se um europeu de tudo ou nada para a Espanha de Vicente Del Bosque. La Roja até fez uma fase de grupos interessante, mas sucumbiu logo nos oitavos-de-final perante a Itália de Conte, e Del Bosque abandonou o cargo de selecionador espanhol. Para a história ficam um Europeu e um Mundial conquistados, naquela que foi a altura mais bonita de sempre para a seleção espanhola.
8.º- Pogba é anunciado no United

Fonte: SkySports
Depois de mais uma época em cheio na Juventus, Pogba foi um dos pedidos de José Mourinho para reforçar o plantel do United, e depois de uma longa novela que durou boa parte do verão o médio francês mudou-se mesmo para Manchester, naquela que foi a transferência mais cara de sempre no futebol mundial – 105 milhões de euros.
7.º- Reviravolta red

Fonte: ESPN
Numa eliminatória digna de Champions, Liverpool e Dortmund encontravam-se nos quartos-de-final da Liga Europa. Depois de um empate a uma bola no Westfalenstadion, o Dortmund chegou a estar a vencer por 3-1, e quando já todos pensavam que a eliminatória estava decidida Coutinho e Sakho devolveram a esperança aos Reds. Já no período de descontos, numa insistência, Lovren aproveitou um bom cruzamento e atirou o Dortmund para fora da competição, deixando Anfield Road completamente em delírio. Uma eliminatória épica entre duas das equipas mais interessantes da Europa.
6.º- Islândia elimina a Inglaterra

Fonte: Telegraph
Num ano repleto de contos de fadas, a Islândia foi mais uma história épica do ano de 2016. A participar pela primeira vez num campeonato europeu, os islandeses já tinham superado todas as expectativas ao apurarem-se para os oitavos-de-final da competição, mas não ficaram por aqui. Perante a Inglaterra, a seleção comandada por Lars Lagerbäck até começou a perder, mas logo reagiu e confirmou a vitória perante uma seleção que conta com muitos dos principais jogadores do panorama europeu. Islândia nos quartos-de-final do Europeu e mais uma história para mais tarde recordar deste ano civil.
5.º- Chile é bicampeão sul-americano

Fonte: Sportal
Na centésima edição da Copa América, a história do ano passado viria a repetir-se. Chile e Argentina alcançavam a final e, depois de um empate no tempo regulamentar e no prolongamento, os chilenos viriam a confirmar a vitória na marca das grandes penalidades, com Messi a falhar um penálti. O astro argentino acabou em lágrimas e anunciou pouco depois a sua retirada da seleção, decisão que foi bastante polémica na altura mas que entretanto já teve um volte-face, e o jogador do Barcelona já voltou a envergar a camisola da seleção das pampas.
4.º- Sai Benítez, entra Zidane

Fonte: SkySports
A 4 de Janeiro, Rafa Benítez era despedido e Zinedine Zidane era anunciado como o novo treinador principal do Real Madrid, o seu primeiro desafio a sério como treinador. Zizou pegou numa equipa em cacos, uniu-a, fê-la acreditar nas suas ideias, tornou-a pragmática, e o resto é história. Uma Liga dos Campeões, uma Supertaça Europeia, um Mundial de Clubes, recorde de jogos consecutivos sem perder do clube e um título de campeão espanhol que está muito bem encaminhado. Um dos maiores jogadores da história do jogo, Zidane tem provado que nasceu para o futebol em todos os aspetos. Seja dentro das quatro linhas ou no banco, Zidane é sinónimo de qualidade e classe.
3.º- Real Madrid conquista a 11.ª

Fonte: Eurosport
Dois anos depois da épica batalha de Lisboa, os grandes de Madrid voltavam a encontrar-se para a disputa da Liga dos Campeões. Sergio Ramos – suspeito do costume neste tipo de andanças – ainda colocou o Real a vencer mas, já perto do fim, Carrasco empatou o jogo, que acabaria por se arrastar para as grandes penalidades. Ninguém vacilou, até que, à 5.ª tentativa, Juafran atirou ao poste e deixou a decisão nos pés de Ronaldo. O português não falhou e os madrilenos conquistavam assim a sua 11.ª Taça de Campeões Europeus, deixando uma multidão colchonera completamente de rastos, depois de perder duas finais em pouco tempo de forma bastante inglória.
2.º- Leicester campeão inglês

Fonte: Leicester City F.C.
Era uma questão de tempo até se confirmar um dos feitos mais épicos da história do futebol mundial, e contou com uma ajuda preciosa. Com a possibilidade de fazerem o Match Point em plena Old Trafford, os foxes desperdiçaram essa oportunidade, mas contaram com a ajuda do Chelsea no dia seguinte, que empatou com o Tottenham e afastou de vez os spurs da possibilidade do título. A 2 de maio o Leicester, orientado por Ranieri, sagrava-se assim campeão e saía à rua para festejar um título inédito e completamente épico.
1.º- Portugal campeão europeu de seleções

Fonte: FPF
Fernando Santos foi avisando durante toda a competição, mas até quase à final nunca foi levado a sério. Depois de uma campanha algo intermitente e com muitas críticas à mistura, a seleção das quinas enfrentava a França, seleção da casa, no jogo da consagração. Desde a invasão de traças no Stade de France à saída de Cristiano Ronaldo por lesão ainda antes da primeira meia-hora, parecia que os deuses se estavam a alinhar para consumar umas das histórias mais especiais da história dos campeonatos europeus. Depois da saída da figura maior da nossa seleção, a equipa cerrou punhos, lutou contra a arrogância francesa, e já no prolongamento, ao minuto 109’, o herói improvável Éder atirou a contar e deu o primeiro título de uma grande competição ao nosso país. Um remate de um patinho feio que virou herói nacional e que levava consigo a força, a emoção, e as lágrimas de onze milhões de portugueses. Cumpriu-se assim a profecia do nosso Engenheiro e fez-se história num país que há muito merecia uma conquista desta dimensão.
Foto de Capa: FC Porto












