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5 clubes históricos que desceram para divisões secundárias

Diogo Silva · 6 min

Hamburger SV clubes jogadores
Foto: Hamburger SV

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Depois da Académica ter visto confirmada a sua descida de divisão à Liga 3, foi muito debatido o tópico de como é que clubes históricos podem ter um fim tão trágico. Na verdade, estes acontecimentos são mais comuns do que se pode imaginar, tendo ao longo dos anos vários colossos europeus sido despromovidos para as divisões secundárias dos seus países. Por isso, reunimos uma lista de 5 históricos que infelizmente sentiram a dolorosa sensação da despromoção.

5. Aston Villa FC

Sendo um dos clubes fundadores da Premier League em 1992, o Aston Villa obteve um conjunto de resultados positivos durante os anos 90 e no início do século XXI, mas à entrada da década de 2010, o clube começava a mostrar sinais de desordem. Vários jogadores importantes como Gareth Barry, James Milner e Ashley Young abandonaram os Villains, e os seus substitutos foram notoriamente inferiores, pelo que a qualidade dos plantéis reduzia ano após ano.

Apesar de terem alcançado a final da Taça de Inglaterra na época anterior, os Lions tinham também escapado à despromoção por uma margem mínima, e na temporada 2015/2016 a sucessão de maus resultados finalmente chegou ao seu pináculo. As vendas de Christian Benteke para o Liverpool e de Fabian Delph para o Manchester City abriram ainda mais as lacunas do plantel comandado por Tim Sherwood, que após seis derrotas consecutivas foi substituído por Rémi Garde, um técnico francês muito contestado na altura.

Após uma sequência de 19 jogos sem vencer, um recorde do clube, o Villa acabou mesmo por descer de divisão, acabando com os 29 anos consecutivos entre os clubes da divisão principal inglesa. Desde aí o clube passou três anos consecutivos no Championship, onde no último ano assegurou a promoção para a Premier League através dos play-offs, onde se encontra neste momento na 15ª posição com 36 pontos.

4. Villarreal CF

Com um ataque composto por Giuseppe Rossi e Nilmar, que na época anterior tinham combinado um total de 29 golos, o “Submarino Amarelo” tinha uma equipa formidável, que contava também Diego Lopéz e Marcos Senna, mas a sua presença entre os clubes grandes na Liga dos Campeões e um conjunto de lesões, em especial aos dois avançados acima mencionados, atropelou por completo as aspirações dos espanhóis na liga.

Pior que a despromoção foi a forma como a mesma aconteceu, pois no último jogo da época, nos minutos finais do jogo com o Atlético de Madrid, aos 88 minutos, Radamel Falcao marcou o golo que levou os adeptos da casa a lágrimas, colocando o resultado em 0-1 e o Villarreal na 18ª posição. Um empate seria necessário para a manutenção na Liga Espanhola, mas o golo do avançado colombiano fez com que o Granada, por fruto do confronto direto, ficasse à frente do Submarino e consequentemente com o seu lugar na primeira liga.

A equipa marcou presença regular na principal divisão espanhola durante 12 anos, onde pelo meio alcançou uma meia-final da Liga dos Campeões em 2006, mas naquele ano tudo correu mal. A venda de Santi Cazorla para o Málaga foi o começo do fim, e após três treinadores e uma campanha europeia falhada, a pequena cidade a norte de Valência teve o desgosto que temia.

3. Leeds United FC

Em 2001, o Leeds United desfrutava do seu sucesso europeu alcançando as meias-finais da Liga dos Campeões, mas os problemas financeiros do clube começavam a ser enormes, pelo que as vendas de Rio Ferdinand, ao rival Manchester United, e Robbie Keane, ao Tottenham Hotspur, deram sinais do que ainda estava para vir. De modo a repagar os empréstimos que o clube tinha feito em anos prévios, a qualidade do plantel dos Whites desceu de forma drástica.

Após evitarem a despromoção no penúltimo jogo da época 2002/2003, o início da temporada seguinte foi mais do mesmo para os homens de Yorkshire. Peter Reid, que tinha salvo a equipa no ano anterior, foi despedido e Eddie Gray assumiu a função de treinador até ao final da época. O clube foi incapaz de melhorar a sua situação financeira e os problemas no campo também não foram resolvidos, tendo o Leeds acabado na 19ª posição com 33 pontos, seis pontos abaixo do Everton, que terminou em 17º e pôde permanecer na Premier League.

Após a descida ao Championship, a equipa atravessou um período complicado na sua história, tendo mesmo chegado a descer até à League One, mas em 2020, sob o comando de El Loco Marcelo Bielsa, voltou à Premier League, 16 anos depois da sua despedida. Apesar de estar de volta aos grandes palcos ingleses, o clube encontra-se a lutar pela permanência, onde de momento está no 16º lugar com 33 pontos, mais oito que o Burnley, o primeiro dos clubes em zona de descida, que tem menos um jogo.

2. Club Atlético de Madrid

A temporada ao virar do século provou ser uma com muitos baixos para o Atlético de Madrid, apesar de anos antes, em 1996, o mesmo ter alcançado o seu primeiro título da Liga Espanhola em 19 anos. A direção do clube foi suspensa devido a estar sob investigação e a administração substituta foi incapaz de solucionar os problemas internos do clube.

No campo, as coisas não estavam muito melhores, a equipa passava por dificuldades na liga, enquanto na Copa del Rey ultrapassava fase após fase até à final. Com a remoção do presidente Jesús Gil e do seu conselho administrativo, o treinador da equipa, Claudio Ranieri, decidiu demitir-se, deixando o comando técnico dos Colchoneros, e com isso o destino da equipa foi traçado.

Aquando da saída do treinador, o clube encontrava-se na 17ª posição, e com o retorno de Radomir Antić ao comando, a situação piorou ainda mais, acabando na 19ª posição. Na taça, o final foi também pouco feliz, tendo o Atleti perdido a competição para o Espanyol por 2-1. Um par de anos foi suficiente para o emblema madrileno se recompor, e hoje em dia voltou aos grandes palcos espanhóis e europeus.

1. Hamburger SV

Até à data da descida, o Hamburger SV era o único os clubes fundadores da Liga Alemã que nunca tinha sido despromovida desde a criação da liga, em 1963, recorde que chegou ao fim 55 anos depois. Após vários namoros com a zona de descida nas épocas transatas, a equipa do norte da Alemanha terminou a temporada na 17ª posição com 31 pontos, mais nove que o lanterna vermelha Colónia, menos três que o Wolfsburgo, que acabou em 16º e a disputar o play-off de descida, e menos cinco que a primeira equipa acima da linha de água, o Friburgo.

O início de época foi positivo, com duas vitórias perante o Colónia e o Augsburgo, mas a sequência seguinte de oito jogos sem ganhar mostrou que a temporada seria difícil. O clube foi comandado por três treinadores ao longo da campanha e a qualidade reduzida do plantel, uma tendência que vinha a ser recorrente nos anos anteriores, não foram suficientes para os Die Rothosen se manterem na Bundesliga.

Desde a despromoção, o Hamburger foi incapaz de voltar para junto dos clubes da liga principal, tendo o hábito de falhar nas fases finais da época depois de um início bem conseguido. Neste momento, ocupam a sexta posição da Segunda Liga Alemã e, provavelmente no ano mais competitivo que a segunda divisão alemã já viu, a sua promoção parece improvável.

 

Artigo da opinião de Diogo Monteiro.

Diogo Silva

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